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	<title>Ouch!mann &#187; comportamento</title>
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	<description>Portfolio de Allan Altmann</description>
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		<title>Hoje morreu um grande amigo meu</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 20:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ai minha cabeça!]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[celular]]></category>
		<category><![CDATA[parceria]]></category>
		<category><![CDATA[sony ericsson]]></category>
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		<description><![CDATA[Abro este espaço para expressar o meu profundo agradecimento pela parceria de quase seis anos. Companheiro nos bate-papos entre amigos, família, para os negócios e nas mensagens entre minhas namoradas, ele foi fiel e sempre disposto a flagrar &#8211; em vídeo ou fotos &#8211; as terras desse mundo inteiro. É&#8230; meu querido Sony Ericsson W810i&#8230; [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=4.5" /></div><div>Rating: 4.5/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Abro este espaço para expressar o meu profundo agradecimento pela parceria de quase seis anos.</p>
<p>Companheiro nos bate-papos entre amigos, família, para os negócios e nas mensagens entre minhas namoradas, ele foi fiel e sempre disposto a flagrar &#8211; em vídeo ou fotos &#8211; as terras desse mundo inteiro.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1369" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="RIP" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/rip.jpg" alt="" width="570" height="348" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1358" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="San Pedro de Atacama" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/sanpedro-atacama.png" alt="" width="300" height="261" />É&#8230; meu querido Sony Ericsson W810i&#8230; você foi muito mais que um simples celular, você foi um grande parceiro.</p>
<p>Lembro-me bem do dia em que você viu, comigo, o lançamento do sensacional iPhone, da Apple. Você me olhou com ciúmes, deu um sinal vibratório de insegurança, percebeu meu entusiasmo com aquela novidade recém lançada.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1356" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Agência PROP/" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/prop.png" alt="" width="250" height="247" />Mas provei pra você que seu &#8220;sentimento&#8221; era equivocado. Provei que era de VOCÊ que eu gostava. VOCÊ me fazia feliz. Eu poderia comprar um iPhone, mas era com o SEU fone intra-auricular que eu destruia a sonzera bem pertinho do meu cérebro. Foram únicas as caminhadas ao som de AIR ou as corridas ao som de Slayer.</p>
<p>E como rimos juntos&#8230; ah.. tantos momentos. Ao passar trotes, ao receber trotes. Contigo ganhei casas, carros e muito dinheiro via SMS. Também fui convidado para festas ou orientado a olhar pra direita pra encontrar a galera no bar lotado. Foi por meio de SEU alto falante que alguém disse ter sequestrado meu filho, mas não sou pai! Ahh como rimos.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1354" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Poker cos amigos" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/poker.png" alt="" width="300" height="262" />Você curtiu absolutamente cada minuto do show do Radiohead em São Paulo. Sua tela brilhava ao ver o Kraftwerk no palco. Você tinha que ver como você tremia na mão do Lucas ao dar de frente com o Rivaldo e todo o time do São Paulo, no mesmo voo da gente! Com o Pacheco, conhecemos juntos a Ellen Rocche. Na casa do Fábio e do Jorge viramos madrugadas bebendo, conversando e jogando poker. Você sempre esteve lá, registrando tudo na hora que eu quisesse, sem reclamar.</p>
<p>Mas você não foi só festeiro, foi muito trabalhador também. Quando ainda jovem, sua bateria levava 7 dias em stand by para terminar. Ao ouvir música comigo, quase 4h ininterruptas. <img class="alignleft size-full wp-image-1351" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Ellen Rocche" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/ellenrocche.png" alt="" width="300" height="261" />Você me alertou de compromissos que não lembrei. Fazia questão de me dizer quando alguém da agenda fazia aniversário. Me divertiu com seus joguinhos toscos. Até cronometrava as minhas corridas em torno do Lago Municipal. Você me ajudou a não me incomodar com o ronco do meu pai. Me distraiu quando viajamos de ônibus e aquela criançada toda escolhia para chorar ao mesmo tempo.</p>
<p>E você rodou o mundo!<br />
Comprei um chip SD de 4GB para que nossas experiências em nossas viagens pudessem ser guardadas por mais tempo. Me dói o coração lembrar daquele seu interesse em olhar as meninas em Praga, naquele lindo verão europeu. Aqueles shortinhos curtos expondo aquelas lindas coxas&#8230; e você lá, virado para elas gravando com a qualidade VGA 320&#215;240 pixels que só você podia me oferecer.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1355" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Praga e &quot;seus&quot; shortinhos de verão." src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/praga.png" alt="" width="339" height="300" />Não me esqueci da vez que lhe derrubei no chão de uma indústria que visitávamos na Alemanha e você, talvez assustado, talvez irritado, se escondeu embaixo de uma mesa. Ah.. como foi difícil lhe convencer a voltar às minhas mãos.</p>
<p>E foi também na Alemanha que você quase morreu pela primeira vez!<br />
Ao conhecer uma daquelas máquinas de tomografia, cheguei perto contigo no bolso. Lembro do terror que senti ao vê-lo apagado repentinamente, achando que havia partido para sempre. Após intensa &#8220;respiração boca-a-boca&#8221; no botão ON/OFF, você voltou. Novo, sem ter sofrido um arranhão sequer. E assim você seguiu, por muito tempo em frente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Indústria Tomovations" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/Tomovations-site.jpg" alt="" width="500" height="500" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1357" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Rivaldo" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/rivaldo.png" alt="" width="300" height="267" />Mas como tudo na vida tem um fim. Hoje foi o seu. Seis anos meu caro.. foram-se seis anos. Só posso dizer uma coisa: foi muito bom enquanto durou.</p>
<p>Próximo! <img src='http://ouchmann.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Todas as imagens e videos foram captados pelo Sony Ericsson w810i em datas que vão desde final de 2006 até 2011, quando ele &#8220;veio a falecer&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>

<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/rip/' title='rip'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/rip-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="rip" title="rip" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/tomovations-site/' title='Indústria Tomovations'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/Tomovations-site-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Indústria Tomovations" title="Indústria Tomovations" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/sanpedro-atacama/' title='San Pedro de Atacama'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/sanpedro-atacama-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="San Pedro de Atacama" title="San Pedro de Atacama" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/prop/' title='Agência PROP/'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/prop-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Agência PROP/" title="Agência PROP/" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/poker/' title='Poker cos amigos'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/poker-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Poker cos amigos" title="Poker cos amigos" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/estrela10/' title='Estrela10'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/estrela10-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Estrela10" title="Estrela10" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/ellenrocche/' title='Ellen Rocche'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/ellenrocche-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Ellen Rocche" title="Ellen Rocche" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/brandemburgo-site/' title='Portal de Brandemburgo'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/brandemburgo-site-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Portal de Brandemburgo" title="Portal de Brandemburgo" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/praga/' title='Praga e &quot;seus&quot; shortinhos de verão.'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/praga-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Praga e &quot;seus&quot; shortinhos de verão." title="Praga e &quot;seus&quot; shortinhos de verão." /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/rivaldo/' title='Rivaldo'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/rivaldo-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Rivaldo" title="Rivaldo" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/sonyw810/' title='O xodó: Sony Ericsson w810i'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/sonyw810-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O xodó: Sony Ericsson w810i" title="O xodó: Sony Ericsson w810i" /></a>

<p>&nbsp;</p>
<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
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</tr>
<tr>
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</tr>
<tr>
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</tr>
<tr>
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</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Mordendo a isca</title>
		<link>http://ouchmann.com/2011/01/28/mordendo-a-isca/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 03:11:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Se no restaurante você pensa em pedir frango com salada e acaba se lambuzando com um cheeseburguer, a culpa não é necessariamente da sua falta de força de vontade. É possível que você esteja sendo envolvido pelo cardápio do estabelecimento. Vontade de lamber a foto Um estudo do Journal of Consumer Research mostrou que imagens [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se no restaurante você pensa em pedir frango com salada e acaba se lambuzando com um cheeseburguer, a culpa não é necessariamente da sua falta de força de vontade. É possível que você esteja sendo envolvido pelo cardápio do estabelecimento.</p>
<p><strong><img class="alignright size-full wp-image-1311" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Capa do cardápio: Casa das Massas" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/CasaMassasCapa.jpg" alt="" width="150" height="300" />Vontade de lamber a foto</strong></p>
<p>Um estudo do Journal of Consumer Research mostrou que imagens grandes e coloridas aumentam a probabilidade de você pedir aquela comida. Onde a foto está posicionada também interfere: os itens mais lucrativos ganham destaque, o que, no mundo do menu, significa cantos superiores e o centro da página &#8211; lugares estratégicos onde seus olhos param. <em>&#8220;A foto ajuda muito&#8221;</em>, diz Ronaldo Barreto, professor dos cursos de gastronomia do Senac. Se estiver de dieta, escolha lugares que não tenham esse tipo de cardápio para não se apaixonar por um prato à primeira vista.</p>
<p><strong>Junto e misturado</strong></p>
<p>Um estudo da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, revelou que quando você tem uma seleção variada vai comer 10% mais do que se optasse por uma opção. A variedade faz com que você sinta que não está comendo muito.</p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-1312" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Capa do cardápio: Frutelli" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/frutelliCapa.jpg" alt="" width="150" height="300" />O eufemismo da Floresta Negra</strong></p>
<p>Esse nome cai melhor do que bolo de chocolate, não é? Nomes criativos podem aumentar as vendas de um alimento em 27%. <em>&#8220;Descrições sedutoras criam uma sensação positiva em relação ao gosto&#8221;</em>, diz Sybil Yang, pesquisador e <strong>psicólogo do menu</strong> (sim, isso existe nos EUA) na Universidade Cornell. Outro efeito devastador no seu cérebro são palavras como <em>&#8220;sequinho&#8221;</em> ou <em>&#8220;crocante&#8221;</em>. Elas despertam o desejo e desviam a sua atenção do fato de que a comida é frita.</p>
<p><strong>No bolso</strong></p>
<p>Clientes gastam mais quando os preços vêm sem o cifrão (ou seja, 30 em vez de R$ 30), diz um estudo da Universidade Cornell. Não ver o cifrão faz com que o cérebro não pense que está gastando dinheiro, o que facilita encarar os extras como entradinhas e sobremesas.</p>
<p><strong>Cardápio e design</strong></p>
<p>Em Marechal C. Rondon, tive a oportunidade de criar dois cardápios para empresas de setores alimentares distintos: para a Casa das Massas, cujo nome é autoexplicativo, e para a sorveteria Frutelli. Grande parte dos estabelecimentos da cidade não possuem uma preocupação específica com o cardápio. Talvez pela ignorância do poder de sua influência na escolha do consumidor ou simplesmente sob o argumento de conter gastos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1306" title="Marca Casa das Massas - Marechal C. Rondon, PR." src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/marcaCasaMassas.jpg" alt="" width="500" height="300" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1309" title="Cardápio Casa das Massas" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/CasaMassasCardapio.jpg" alt="" width="600" height="983" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1308" title="Cardápio Frutelli" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/frutelliCardapio.jpg" alt="" width="600" height="983" /></p>
<hr />
<p>Referência:<br />
Revista Women&#8217;s Health (Abril 2010)</p>
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		<title>O poder da reputação</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/08/18/o-poder-da-reputacao/</link>
		<comments>http://ouchmann.com/2010/08/18/o-poder-da-reputacao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 23:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Chuko Liang]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[reputação]]></category>
		<category><![CDATA[Sima Yin]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante a Guerra dos Três Reinos, na China (207-265 d.C.), o grande general Chuko Liang, chefiando as forças do reino Shu, despachou o seu enorme exército para um campo distante enquanto descansava numa cidadezinha junto com um punhado de soldados. De repente, os sentinelas chegaram correndo com a notícia alarmante de que um exército inimigo, [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1291" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Chuko Liang" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/chukoliang.jpg" alt="" width="228" height="320" />Durante a Guerra dos Três Reinos, na China (207-265 d.C.), o grande general Chuko Liang, chefiando as forças do reino Shu, despachou o seu enorme exército para um campo distante enquanto descansava numa cidadezinha junto com um punhado de soldados. De repente, os sentinelas chegaram correndo com a notícia alarmante de que um exército inimigo, com mais de 150 mil homens liderados por Sima Yi, se aproximava. Com apenas uma centena de homens para defendê-lo, a situação de Chuko Liang era desesperadora. O inimigo finalmente ia capturar o famoso líder.</p>
<p>Sem lamentar o seu destino, ou perder tempo tentando imaginar como tinha sido apanhado, Liang ordenou às suas tropas que arriassem as bandeiras, abrissem os portões da cidade e se escondessem. Ele então se sentou na parte mais visível do muro da cidade, vestido com um manto taoísta. Acendeu incenso, dedilhou o seu alaúde e começou a cantar. Minutos depois, viu se aproximando o exército inimigo, uma falange interminável de soldados. Fingindo não ter percebido nada, ele continuou cantando e tocando o alaúde.</p>
<p>Logo o exército estava diante dos portões da cidade. À frente vinha Sima Yi, que na mesma hora reconheceu o homem no muro.</p>
<p>Ainda assim, com os soldados impacientes para atravessar os portões abertos da cidade desprotegida, Sima Yi hesitou, conteve-os e estudou Liang sobre o muro. Em seguida, ordenou a rápida e imediata retirada de suas tropas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1290" style="margin-top: 20px; margin-bottom: 20px;" title="Batalha de Shu" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/battle.jpg" alt="" width="510" height="300" /></p>
<h4>Mas, o que houve?</h4>
<p>Chuko Liang era conhecido como o &#8220;Dragão Adormecido&#8221;. Suas façanhas na Guerra dos Três Reinos eram lendárias. Certa vez, um homem, dizendo ser um tenente inimigo descontente, apareceu no seu acampamento oferecendo ajuda e informação. Liang na mesma hora viu que era uma armadilha; o homem era um falso desertor, e deveria ser decapitado. No último minuto, entretanto, o machado já ia descendo, Liang suspendeu a execução e propôs poupar a vida do homem se ele concordasse em ser um agente duplo. Agradecido e aterrorizado, o homem concordou e começou a fornecer informações ao inimigo. Liang venceu batalha atrás de batalha.</p>
<p>Noutra ocasião, Liang roubou um selo militar e forjou documentos despachando as tropas do inimigo para localidades distantes. Com as tropas dispersas, ele conseguiu capturar três cidades e assim controlar todo um corredor do reino inimigo. Ele também levou o inimigo, certa vez, a acreditar que um dos seus melhores generais era um traidor, forçando o homem a fugir e juntar forças com Liang. O Dragão Adormecido cultivou cuidadosamente a sua reputação de homem mais astuto da China, aquele sempre com um truque escondido na manga. Eficaz quanto qualquer outra arma, esta reputação amedrontava o inimigo.</p>
<p>Sima Yi tinha lutado contra Chuko Liang dezenas de vezes e o conhecia bem. Quando ele chegou à cidade vazia, com Liang rezando em cima do muro, ficou atordoado. O manto taoísta, o canto, o incenso &#8211; aquilo tinha que ser um jogo de intimidação. O homem evidentemente estava brincando com ele, desafiando-o a cair numa armadilha. O jogo era tão óbvio que por um momento Yi chegou a pensar que Liang <span style="text-decoration: underline;">estava realmente sozinho e desesperado</span>. Mas ele tinha tanto medo de Liang que não ousou se arriscar. Assim é o poder da fama. Capaz de colocar um enorme exército na defensiva, até forçá-lo a bater em retirada, sem atirar uma única flecha.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ffff99;"><em>Como diz Cícero, até os que condenam a fama querem seus nomes no título dos livros que escrevem contra ela, e esperam se tornar famosos por desprezá-la. Tudo o mais está sujeito a barganha: permitimos que nossos amigos fiquem com nossos bens e nossas vidas, se for necessário mas é raro dividirmos nossa fama e darmos de presente para alguém a nossa reputação.</em><br />
<strong>Montaigne, 1533-1592</strong></span></p>
<hr />Referência:<br />
<a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/444397/as-48-leis-do-poder/?ID=BD4BCC117DA0812133B210939&amp;PAC_ID=18659" target="_blank">As 48 Leis do Poder</a>, de Robert Greene e Joost Elfers. Pág. 65 e 66.</p>
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		<title>Teoria das &#8220;Janelas Partidas&#8221;</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/08/14/teoria-das-janelas-partidas/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 18:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[teoria das janelas partidas]]></category>
		<category><![CDATA[vandalismo]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou dois veículos abandonados na via pública, dois carros iguais, da mesma marca, modelo e até cor. Um foi deixado no bairro do Bronx, uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de <strong>psicologia social</strong>. Deixou dois veículos abandonados na via pública, dois carros iguais, da mesma marca, modelo e até cor. Um foi deixado no bairro do Bronx, uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma área rica e tranquila da Califórnia. Dois carros iguais abandonados, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada lugar.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1280" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Vandalismo" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/AB08673-e1281811725773.jpg" alt="" width="250" height="250" />Resultou que o carro abandonado no Bronx começou a ser vandalizado em poucas horas.   Perdeu as janelas, o motor, os espelhos, o rádio etc.   Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar foi destruído. Contrariamente, o veículo abandonado em Palo Alto manteve-se intacto.</p>
<p>É comum atribuir à pobreza as causas dos furtos. Essa atribuição coincide com posições ideológicas mais conservadoras.   Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando o carro abandonado no Bronx já estava desfeito e o de Palo Alto estava há uma semana impecável, <strong>os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto</strong>.</p>
<p>O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por que o vidro partido no veículo abandonado, num bairro supostamente seguro, foi capaz de disparar todo um processo de delitos?</p>
<h4><strong><span style="text-decoration: underline;">Não se trata de pobreza</span></strong>.</h4>
<p>Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais. Um vidro quebrado num carro abandonado transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência. Como a ausência de lei, normas ou regras, um verdadeiro &#8220;vale tudo&#8221;.  Cada novo ataque que o veículo sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.</p>
<p>Em experiências posteriores, James Q. Wilson e George Kelling  desenvolveram a <em>&#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_Janelas_Partidas" target="_blank">Teoria das Janelas Partidas</a>&#8220;</em>. De um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o <span style="text-decoration: underline;">descuido</span>, a <span style="text-decoration: underline;">sujeira</span>, a <span style="text-decoration: underline;">desordem</span> e o <span style="text-decoration: underline;">maltrato</span> são maiores.</p>
<p>Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão quebrados todos os demais.   Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali nascerá o crime. Se se cometem &#8220;pequenas faltas&#8221; (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as  mesmas não são punidas, então começam as faltas maiores e logo crimes cada vez mais graves.  Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças,  o desenvolvimento da violência será maior quando elas forem adultas.</p>
<p>Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são  progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por medo de gangues e drogados), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.</p>
<p>A <em>Teoria das Janelas Partidas</em> foi aplicada pela primeira vez por volta da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: grafites deteriorando o lugar, sujeira das estacões, recolhimento de bêbados, golpes ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens.   Os  resultados foram evidentes.   Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1278" title="Rudolph Giuliani" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/giuliani.jpg" alt="" width="250" height="250" />Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de <em>&#8220;Tolerância Zero&#8221;</em>.</p>
<p>A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.</p>
<p>A expressão &#8220;Tolerância Zero&#8221; soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança.    Não se trata de linchar o delinquente e nem da prepotência e excessos da polícia. A respeito dos abusos de autoridade deve-se também aplicar a tolerância zero.</p>
<h4><strong>Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas  tolerância zero em relação ao próprio delito. </strong>Trata-se de criar uma cidade limpa, ordenada, respeitosa da lei e dos códigos básicos para uma convivência social humana.</h4>
<p><Br></p>
<p style="text-align: right;"><em>Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.&#8221;<br />
</em>Fernando Pessoa</p>
<hr />
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F08%2F14%2Fteoria-das-janelas-partidas%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>No sucesso da contramão</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/04/19/no-sucesso-da-contramao/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 22:02:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos sempre sendo desafiados a sermos mais criativos.  Fazer o diferente, inovar, enfrentar o caminho que sempre foi trilhado em busca de sucesso maior. Uma lanchonete americana e uma &#8220;prestadora de serviços&#8221; suiça deram um show de criatividade em suas atuações. Need a problem? &#8220;Você está feliz? Você vive uma vida monótona e entediante? Como [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos sempre sendo desafiados a sermos mais criativos.  Fazer o diferente, inovar, enfrentar o caminho que sempre foi trilhado em busca de sucesso maior.</p>
<p>Uma lanchonete americana e uma &#8220;prestadora de serviços&#8221; suiça deram um show de criatividade em suas atuações.</p>
<h4>Need a problem?</h4>
<p><em>&#8220;Você está feliz? Você vive uma vida monótona e entediante? Como deve ser chato! Que falta de desafios. Você precisa é de problemas para resolver!&#8221;</em></p>
<p><a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/needProblem.jpg" rel="lightbox[1193]"><img class="alignright size-medium wp-image-1195" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="&quot;Problemas solucionando problemas&quot;. Essa é nova ein!" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/needProblem-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>É com a introdução acima que o site <a href="http://www.needaproblem.com/" target="_blank">Need a Problem</a> se apresenta. Acessando, você não vai encontrar oferta de soluções, mas um cardápio de problemas que vão de U$ 1 (problema trivial) a inacreditáveis U$ 5000 (problemas quase insolúveis).</p>
<p>E tem gente muito satisfeita com o serviço, como diz a brasileira Fernanda Vieira em seu depoimento: <em>&#8220;Esse site simplesmente acabou com minha vida monótona! Estou viciada.&#8221;</em></p>
<p>Devo admitir que é no mínimo muito criativo inventar uma forma de ganhar dinheiro oferecendo problemas.</p>
<h4>Heart Attack Grill</h4>
<p>Em tempos de discussões acerca da sustentabilidade ambiental, o consumo de carne tem sido debate recorrente. A sociedade americana, ícone de consumismo, também é bastante criticada por seus maus hábitos alimentícios.</p>
<p><em><a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/heartAttack.jpg" rel="lightbox[1193]"><img class="alignright size-medium wp-image-1196" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Espie o QUADRUPLE. São 8000 calorias entre pães." src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/heartAttack-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>&#8220;Vale a pena morrer pelo sabor&#8221;</em>. Através deste slogan, o <a href="http://www.heartattackgrill.com/" target="_blank">Heart Attack Grill</a> (Grill do Ataque Cardíaco) se instalou em uma cidade do Arizona sob a temática de um hospital. As garçonetes na verdade são enfermeiras, cujas silhuetas passam longe de quem se alimenta do junk food oferecido pela lanchonete e os clientes são chamados de pacientes.</p>
<p>Apenas da temática, o estabelecimento teve o cuidado de deixar bem claro no site: <em>&#8220;Nenhuma das mulheres fotografadas em nosso site têm formação médica, nem tentam oferecer serviços médicos. Se você tiver uma emergência médica, ligue para o 911&#8243;</em>.</p>
<p>E o ataque cardíaco pode ficar bem próximo de quem escolhe o &#8220;Quadruple Bypass Burger&#8221;, o hamburger mais poderoso do cardápio. São <strong>8000 </strong>calorias em um <span style="text-decoration: underline;">único lanche!</span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="600" height="505" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/KTKysI59HAw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="505" src="http://www.youtube.com/v/KTKysI59HAw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">Não quer dizer que ser criativo é andar na contramão, mas ir de encontro a ideologias, modas, &#8220;verdades&#8221; e tudo o que configura uma maioria de postura ou opinião pode ser, sim, criativo.</p>
<hr />Referências:<br />
<a href="http://www.needaproblem.com/" target="_blank">Need a Problem</a><br />
<a href="http://www.heartattackgrill.com" target="_blank">Heart Attack Grill</a></p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F04%2F19%2Fno-sucesso-da-contramao%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Vermelho, mas não de vergonha</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/04/15/vermelho-mas-nao-de-vergonha/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 02:12:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[álcool]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[japonês vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[Atravessar o semáforo enquanto a luz vermelha estiver acesa é um risco à própria vida, certo? Isso não deveria ser segredo para ninguém. Mas e se a ingestão de bebida alcoólica, mesmo longe do volante de um carro, puder matar? Você acreditaria? Um pessoal do &#8220;Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo&#8221; dos Estados [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=2.0" /></div><div>Rating: 2.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atravessar o semáforo enquanto a luz vermelha estiver acesa é um risco à própria vida, certo? Isso não deveria ser segredo para ninguém. Mas e se a ingestão de bebida alcoólica, mesmo longe do volante de um carro, puder matar? Você acreditaria?</p>
<p>Um pessoal do &#8220;Instituto  Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo&#8221; dos Estados Unidos mostra que é possível e não estamos falando de overdose.</p>
<p>Sabe aquele seu amigo japonês, que depois de beber alguns copos de cerveja, fica vermelho? Então, a história vai fazer sentido para ele. As pessoas cujos rostos ficam vermelhos ao beber álcool  <em>podem estar ampliando</em>* o risco de contrair um câncer de garganta mortífero.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1148 aligncenter" title="Japa bebe e fica vermelho, né?" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/japa-vermelho-neh-e1271297452199.jpg" alt="" width="580" height="370" /></p>
<p>Isso acontece porque a pessoa enrubescida carrega uma falha genética e hereditária em uma enzima conhecida por <strong>ALDH2</strong>. O amigo japonês, utilizado no exemplo, deve-se ao fato de que mais de um terço das pessoas de origem asiáticas (japoneses, chineses e coreanos) compartilham desta enzima deficiente. Certas pessoas precisam de apenas três copos de cerveja para dar início a reação. E essa dificuldade em metabolizar o álcool resulta em um acúmulo de toxina, chamada <strong>acetaldeído</strong>.</p>
<p>Essas pessoas ainda se dividem em dois grupos: Há quem sinta tão mal ao beber, que torna-se incapaz de consumir grande volume de álcool. Elas carregam duas cópias do gene responsável pela deficiência e essa aversão acaba as protegendo de aumentar o risco em contrair o câncer.</p>
<p>No entanto, aqueles que possuem apenas uma cópia do gene podem desenvolver tolerância ao <strong>acetaldeído </strong>e consumir álcool com regularidade.</p>
<p>&#8220;O que estamos tentando com isso é  conscientizar os médicos e os  pacientes que sofram de deficiência de  ALDH2 quanto aos riscos&#8221;, disse  Philip J. Brooks, pesquisador do Instituto  Nacional de Abuso do Álcool e  Alcoolismo dos Estados Unidos e autor do  estudo publicado no início de 2009 pela revista <em>PLoS Medicine</em>. &#8220;O  risco é bastante  sério&#8221;.</p>
<p>O câncer em questão é uma variedade de câncer de esôfago. Ele pode ser provocado também pelo fumo e é passível de cirurgia, mas a probabilidade de se sair vivo dela é baixa. Beber frequentemente já é suficiente para aumentar o risco. O portador dessa enzima deficiente pode beber, em média, duas cervejas por dia que o risco de desenvolver o câncer subirá de 6 a 10 vezes em comparação a uma pessoa que não apresente a deficiência na <strong>ALDH2</strong>.</p>
<p>Os pesquisadores calculam que, se os japoneses que sofrem desta deficiência reduzissem o consumo semanal a menos de 9 doses, mais da metade dos casos de câncer de esôfago, neste grupo, poderiam ser evitados.</p>
<p>Espalhe a notícia para o seu amigo japonês mais próximo. Mesmo que ele seja coreano.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"> </span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: x-small;">*Estilo atendente de Telemarketing</span></p>
<hr />Referência:</p>
<p><a href="http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI3661239-EI188,00.html" target="_blank">Terra &#8211; Tradução da matéria do The New York Times</a></p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F04%2F15%2Fvermelho-mas-nao-de-vergonha%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=2.0" /></div><div>Rating: 2.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>Big Criticados Brasil</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/03/31/big-criticados-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 18:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[big brother]]></category>
		<category><![CDATA[entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[A sociedade é dividida em tribos e essas tribos são facilmente identificadas através de seus adereços. Se eu pedir para que você imagine um grande fã de música sertaneja, a bota, a fivelona da cinta e o chapéu são imagens recorrentes. Se a figura a ser imaginada for grande fã de heavy metal o cabelo [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=4.7" /></div><div>Rating: 4.7/<strong>5</strong> (6 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sociedade é dividida em tribos e essas tribos são facilmente identificadas através de seus adereços. Se eu pedir para que você imagine um grande fã de música sertaneja, a bota, a fivelona da cinta e o chapéu são imagens recorrentes. Se a figura a ser imaginada for grande fã de <em>heavy metal</em> o cabelo comprido e as roupas pretas são uma constante. Isso é indiscutível, certo?</p>
<p><a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/big_brother_brasil_2.jpg" rel="lightbox[1056]"><img class="alignright size-medium wp-image-1064" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="&quot;Ai Bial!&quot;" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/big_brother_brasil_2-300x191.jpg" alt="" width="300" height="191" /></a>Pensar dessa forma é um ótimo atalho para o preconceito. No último Big Brother da Globo, os participantes foram enquadrados em determinadas tribos, definições e alcunhas que eu particularmente não concordo. Sugestões para conclusões do tipo:  &#8221;Se for sarado não tem cabeça e vice-versa&#8221;. Bastante simplista por sinal.</p>
<p>Coisa parecida eu comecei a perceber nas rodas de amigos abastecidas de filosofia de boteco. &#8220;Eu não assisto Big Brother, tenho mais o que fazer&#8221; ou &#8220;Big Brother emburrece!&#8221; são refrões comuns entre várias pessoas. Mas por quê? Por que essa repulsão sistemática ao programa?</p>
<p>É bastante curioso como o Big Brother (especificamente o Big Brother) gera esse tipo de reação de alguns. Ocasionalmente esse comentário é utilizado para quem assiste  novelas, mas quando se trata do Big Brother (nada mais que outra novela em meu ponto de vista) a crítica é sempre incisiva e contundente. Ultimamente só deu isso na mídia. Emissoras concorrentes à Globo comentaram o programa, no Twitter quase todo mundo deu pitaco, blogs e sites de notícias estampavam algum artigo, matéria ou enquete sobre o jogo.</p>
<p>A alusão às tribos, no primeiro parágrafo, entra em paralelo com a imagem que essas pessoas fazem de quem assiste o Big Brother. Não entendeu? Todo cabeludo é metaleiro da mesma forma que quem assiste o Big Brother é inculto. Subliminarmente é isso que quem utiliza as expressões citadas acima quer dizer.</p>
<p>&#8220;Eu não assisto Big Brother porque tenho mais o que fazer&#8221;. Alguém DEIXOU de fazer alguma coisa para assistir o programa? Provavelmente, mas sem dúvida que foram poucos. Alguém que não é da família dos participantes assinou o Pay-per-view? Sem dúvida, certamente poucos. A impressão que tenho desse tipo de crítica é que a pessoa deseja impor uma imagem superior, quase erudita.</p>
<p><em>&#8220;Você viu a treta no Big Brother ontem?&#8221;<br />
&#8220;Não, eu não assisto e nem vou assistir.&#8221;<br />
&#8220;Por quê?&#8221;<br />
&#8220;Estou lendo James Joyce.&#8221;</em></p>
<p>Ou&#8230;</p>
<p><em>&#8220;Quem você acha que sai hoje?&#8221;<br />
&#8220;Não assisto Big Brother&#8221;<br />
&#8220;Por quê?<br />
&#8220;Estou estudando para ser diplomata e não posso perder tempo&#8221;.</em></p>
<p>Entenda, por mais que pareça, não estou defendendo ou incentivando a audiência ao programa. Só acredito que ele é como qualquer outra forma de entretenimento. Ou qual seria a diferença entre Big Brother Brasil e o famoso seriado &#8220;Two and a Half Men&#8221;? Qual a diferença entre assistir Big Brother e jogar videogame, ou até mesmo em assistir um jogo de futebol?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1065" title="É faaaalttaaa!!!!" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/futebol-e1270058379136.jpg" alt="" width="174" height="200" /><img class="alignnone size-full wp-image-1066" title="Assassina!!" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/novela-e1270057997516.jpg" alt="" width="199" height="200" /><img class="alignnone size-full wp-image-1067" title="Radouken!" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/videogame-e1270058592793.jpg" alt="" width="210" height="200" /></p>
<p>Pra mim, diferença alguma. Claro que você pode pensar: &#8220;Mas Two and a Half Men é muito melhor que Big Brother!&#8221; Tudo bem, é sua opinião e deve ser respeitada. Só que no final das contas é tudo entretenimento.</p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F03%2F31%2Fbig-criticados-brasil%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=4.7" /></div><div>Rating: 4.7/<strong>5</strong> (6 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Reflexão ao volante</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/03/22/reflexao-ao-volante/</link>
		<comments>http://ouchmann.com/2010/03/22/reflexao-ao-volante/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 19:27:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre comparei o funcionamento do trânsito real com o de um jogo de videogame. Penso até que, antes de entregar a carteira de motorista para um novato, colocassem-no a prova em um jogo qualquer como Enduro do Atari, por exemplo. Geralmente quando a pessoa joga, a atenção dela fica na tela. É um belo exercício. [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (7 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre comparei o funcionamento do trânsito real com o de um jogo de videogame. Penso até que, antes de entregar a carteira de motorista para um novato, colocassem-no a prova em um jogo qualquer como Enduro do Atari, por exemplo. Geralmente quando a pessoa joga, a atenção dela fica na tela. É um belo exercício. A mãe pode chamar pra almoçar, a irmã pode gritar que quer assistir TV&#8230; não importa, sua atenção está fixa na tela, você não quer bater o carro.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="575" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="center" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Lbi42O_gyso&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="575" height="300" src="http://www.youtube.com/v/Lbi42O_gyso&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" align="center"></embed></object></p>
<p>Voltando ontem de Londrina comecei a reparar no trânsito da estrada e relaciono abaixo algumas observações:</p>
<h5>Poder, educação e consciência</h5>
<p><img class="alignright size-full wp-image-999" title="Reflexão ao volante" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/reflexaoVolante3.jpg" alt="" width="300" height="187" />É certo que generalizar é errado, mas por que constato cada vez mais que quem anda em carro caro geralmente dirige mal pra caramba? Pra mim, isso é um contrassenso. Convenhamos; quem anda num carro avaliado em mais de R$ 100mil deve ter sucesso profissional ou determinado poder, não é? Imagino que quem teve um bom berço e oportunidade de estudar devesse dar exemplo de educação na padaria e também na estrada.</p>
<p>Ou será que o poder dá à pessoa inevitável petulância? Ao ver aqueles Audis e BMWs ultrapassando em faixa contínua e certamente a mais de 150km/h, imagino a pose de seus motoristas proferindo a famosa questão: &#8220;Você sabe com quem está falando?&#8221;</p>
<h5>Luz alta</h5>
<p><img class="alignright size-full wp-image-998" title="&quot;Báxa a luz!!&quot;" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/reflexaoVolante2.jpg" alt="" width="300" height="252" />Sem hesitar posso dizer que você odeia luz alta na cara, certo? Ela é chata quando vem em direção oposta a nossa visão. De noite então, quando precisamos de 100% da nossa luz para ver para onde estamos indo a luz alta vindo em mão oposta, além de incomodar, compromete de alguma forma nossa segurança.</p>
<p>Sempre que viajo a noite eu testo a atenção do pessoal que vem na mão contrária a minha. Em curvas ou percorrendo algum relevo há possibilidade de perceber a presença de carro na pista antes mesmo de ele aparecer. Mágica? Claro! O nome dela é física!</p>
<p>Durante a curva, o acostamento é iluminado antes do carro aparecer e &#8220;montanha acima&#8221; é possível perceber a <em>aura</em> da luminosidade antes de dar de frente com o carro. E isso é vice-versa. Funciona para você e também para quem vem ao seu encontro na estrada. Então atingir o olho do outro com luz alta, ao meu ver, é uma questão de atenção e opção.</p>
<h5>Motociclista&#8230; ah o motociclista&#8230;</h5>
<p>Nas grandes cidades ele é o famoso vilão. Trafega pelas entre pistas, sobe na calçada, segue na contramão com facilidade&#8230; mas o que eu percebo é que na estrada ele é a vítima. O mesmo motorista que o critica por não respeitar a faixa de tráfego da cidade, é o que desrespeita-o na estrada. É&#8230; a hipocrisia não escolhe o alvo.</p>
<p>Não sou motociclista e nem o quero ser, mas posso imaginar a angústia de estar trafegando a 100km/h na estrada com um caminhão ou carro colado na traseira da moto. Ou ainda ser ultrapassado &#8220;à meia pista&#8221;, quase sendo encostado na lateral da moto.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-996" title="Reflexão ao volante" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/reflexaoVolante.jpg" alt="" width="532" height="320" /></p>
<p>O comportamento do trânsito reflete bem a situação da educação de um país. A Alemanha é um clássico exemplo disso, <a href="http://blog.fonteplena.com.br/2008/08/18/maior-visibilidade-noturna/" target="_blank">os países de primeiro mundo sempre estão em nossa frente</a>, mas você vai se surpreender com a educação do trânsito chileno ou enlouquecer com a organização do trânsito indiano e peruano.</p>
<p>Se alguma vez você me encontrar em alguma estrada, fique tranquilo. Além de não dificultar sua viagem eu não vou provocar acidente algum por desatenção ou desrespeito. Só gostaria de saber que, quando for eu a encontrar você na estrada, não seja diferente.</p>
<p>Como diria a Fundação Roberto Marinho: &#8220;Educação, passe adiante&#8221;.<br />
Continuo tentando! =)</p>
<p>Outras pessoas já refletiram sobre este assunto, caso interessar, leia também:<br />
<a href="http://fabianaguedesporai.blogspot.com/2008/04/um-momento-de-reflexo-sobre-o-trnsito.html" target="_blank">Fabiana Guedes</a> | <a href="http://fashionbubbles.com/comportamento/transito-nosso-de-cada-dia/" target="_blank">Vinicius Moura</a></p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F03%2F22%2Freflexao-ao-volante%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (7 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Timbre social?</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/03/16/timbre-social/</link>
		<comments>http://ouchmann.com/2010/03/16/timbre-social/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 21:01:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[timbre]]></category>
		<category><![CDATA[voz]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns anos atrás, após observar pessoas conhecidas e desconhecidas falando em entrevistas, me chamou a atenção a variação do timbre de suas vozes. Alguns tinham, e têm, a voz extremamente irritante e outros têm a voz agradável. Claro que não existem apenas vozes irritantes e agradáveis. Essa variação é bastante grande, como se existisse [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos atrás, após observar pessoas conhecidas e desconhecidas falando em entrevistas, me chamou a atenção a variação do timbre de suas vozes. Alguns tinham, e têm, a voz extremamente irritante e outros têm a voz agradável. Claro que não existem apenas vozes irritantes e agradáveis. Essa variação é bastante grande, como se existisse uma espécie de <em>&#8220;gradiente&#8221;</em>, escalas em que todos nós nos encaixamos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-931" title="Vozes e suas particulariedade subliminares" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/voz.jpg" alt="" width="571" height="384" /></p>
<p>Essa observação não tem nada de especial, todos sabemos que temos vozes diferentes, mas comecei a observar e tentar relacionar o fato de as pessoas terem determinado timbre de voz com sua <strong>condição social</strong>. Geralmente pessoas com baixo nível de instrução tem voz irritante ao passo que as pessoas com nível cultural acima da média tem a voz agradável de se ouvir. Como percebido, o perigo nessas horas é o preconceito, então fui atrás de informações técnicas acerca do assunto:</p>
<h5>Conceito de voz</h5>
<p>&#8220;A voz humana é o resultado da ação de um sistema versátil e intricado para produção de sons, cujas partes mais intimamente associadas a produção são os pulmões, a traquéia, a laringe, a faringe, as cavidades nasais e a cavidade oral. A qualidade vocal é, em nossos dias, considerada o mais completo atributo de um indivíduo, e sua avaliação fornece indícios sobre os <strong>parâmetros físicos</strong>, <strong>psicológicos</strong>, <strong>sociais </strong>e <strong>culturais</strong>.&#8221;</p>
<p>Segundo o artigo <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/3253/2513" target="_blank">Construção Social da Voz</a>: <em>&#8220;[...]o uso da voz advém  de um aprendizado. Por mais espontâneo que pareça, esse uso exige   adequação às situações de existência social. Desta forma, a voz é  regulada pela sociedade. É objeto de socialização. Em outras palavras, o  uso da voz produz efeito, afeta as relações.&#8221;</em></p>
<p>Como citado pelo site <a href="http://www.noticiario.com.br/dicas.asp?cod_dica=55" target="_blank">AJEMSUL</a>: <em>&#8220;Pela &#8216;acomodação da comunicação&#8217; os  pesquisadores mostram comportamentos que comprovam a qualidade da voz e  através disso, até a condição sócio-econômica de um interlocutor.  Quantas vezes na minha vida me deparei com pessoas que para encobrir  alguma imaginada inferioridade, procuraram se impor pela elevação dos  padrões vocais não verbais!&#8221;</em></p>
<p>Opa! Parâmetros sociais e culturais! Eu não estava completamente errado, mas também não estava certo. A voz que possuímos tem sim a ver com sua condição social e cultural, mas também se deve a fatores psicológicos e físicos. Nossa voz varia também de acordo com a situação e contexto, então podemos emitir mais de uma qualidade vocal. É só imaginar o reflexo da voz em uma situação de muito medo, ou como fica a voz de uma pessoa que se tornou muito gorda. Ela muda.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-918" title="De onde vem a voz, afinal?" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/esquema.png" alt="" width="490" height="500" /></p>
<p>Alguns exemplos de tipos de vozes:</p>
<ul>
<li>Voz rouca – passa  cansaço ao ouvinte</li>
<li>Voz áspera – transmite agressividade,  desagradável.</li>
<li>Voz sonora – causa impressão de fraqueza.</li>
<li>Voz  sussurrada – confere caráter intimista.</li>
<li>Voz fluida – confere  sensualidade ao falante.</li>
<li>Voz gutural – transmite raiva e  agressividade.</li>
<li>Voz comprimida – caráter rígido ao falante.</li>
<li>Voz  tensa-estrangulada – causa impacto negativo do ouvinte.</li>
<li>Voz  bitonal – indefinição de personalidade ou sexo do falante.</li>
<li>Voz  diplofônica – causa sensação de estranheza ou medo.</li>
<li>Voz  polifônica – sensação de deterioração física.</li>
<li>Voz monótona – não  captura o ouvinte.</li>
<li>Voz trêmula – passa fragilidade.</li>
<li>Vos  pastosa – sensação de limitações mentais.</li>
<li>Voz branca – reflete  timidez e falta de energia.</li>
<li>Voz crepitante – causa estranheza,  medo e aflição.</li>
<li>Voz infantilizada – falta de amadurecimento  psicológico.</li>
<li>Voz virilizada – característica da masculinidade.</li>
<li>Voz  presbifônica – transmite julgamentos negativos relativos a senilidade.</li>
<li>Voz  hipernasal – confere ao ouvinte a sensação de afetividade, carinho e  sensualidade.</li>
<li>Voz hiponasal – causam a mesma sensação de  limitação intelectual da hipernasalidade</li>
</ul>
<h5>O tom</h5>
<p>Alguns chamam de altura ou freqüência: é o número de vibrações por segundo. A extensão da voz chamamos também de tessitura. É pela extensão da voz que se classificam as vozes em: tenor, barítono e baixo para vozes masculinas e soprano, mezzo-soprano e contralto para vozes femininas.</p>
<h5>O timbre</h5>
<p>É a qualidade do som, que nos permite distinguir uma voz da outra. É a verdadeira <strong>personalidade </strong>da voz.</p>
<h5>A intensidade de volume</h5>
<p>É a força com que o som é produzido; depende da potência, da expiração do ar contido no peito.</p>
<p><a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/600px.png" rel="lightbox[908]"><img class="aligncenter size-full wp-image-922" title="620px" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/600px.png" alt="" width="600" height="1" /></a></p>
<p>A seguir exemplos de pessoas de diferentes condições culturais e sociais e suas respectivas vozes:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="200" height="166" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/RlsYzTgPupU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="200" height="166" src="http://www.youtube.com/v/RlsYzTgPupU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="190" height="166" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bpKJfEDNAUE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="190" height="166" src="http://www.youtube.com/v/bpKJfEDNAUE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="200" height="166" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/SZ2B6rL2wPY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="200" height="166" src="http://www.youtube.com/v/SZ2B6rL2wPY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="200" height="166" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OUO2vuyqHk4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="200" height="166" src="http://www.youtube.com/v/OUO2vuyqHk4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="200" height="166" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PP8iQ-AzzmY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="200" height="166" src="http://www.youtube.com/v/PP8iQ-AzzmY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">Referências:<br />
<a href=" http://www.noticiario.com.br/dicas.asp?cod_dica=55" target="_blank">Artigo da AJEMSUL (Agência de Jornalismo e Eventos no Mercosul)</a><br />
<a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/3253/2513" target="_blank">Artigo &#8220;A Construção Social da Voz&#8221; (PUC-RS)</a><br />
<a href="http://www.comidia.ufrn.br/toquederadio/apostilas/Apostila_A%20Voz.doc" target="_blank">Trabalho executado por estudantes de jornalismo na UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)</a></p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F03%2F16%2Ftimbre-social%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Cultura vs Economia</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/03/11/cultura-vs-economia/</link>
		<comments>http://ouchmann.com/2010/03/11/cultura-vs-economia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 15:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O Oscar 2010 de melhor documentário vai para&#8230; A Enseada (The Cove)&#8220;. Palmas, choros e abraços se seguem. O documentário denuncia a caça a golfinhos no Japão como ilegal e absurda. Claro, aos olhos ocidentais a prática é abominável e torpe, mas no Japão é um evento cultural da gastronomia local, prestigiado por muitos anos. [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/The-Cove-e1271304568637.jpg" rel="lightbox[889]"><img class="alignright size-full wp-image-1152" style="margin: 10px;" title="The Cove" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/The-Cove-e1271304568637.jpg" alt="" width="200" height="266" /></a>&#8220;O Oscar 2010 de melhor documentário vai para&#8230; <a href="http://www.thecovemovie.com/" target="_blank">A Enseada (The Cove)</a>&#8220;. Palmas, choros e abraços se seguem.</p>
<p>O documentário denuncia a caça a golfinhos no Japão como ilegal e absurda. Claro, aos olhos ocidentais a prática é abominável e torpe, mas no Japão é um evento cultural da gastronomia local, prestigiado por muitos anos. E agora?</p>
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<p>O famigerado aquecimento global e o crescimento demográfico tem mudado o mundo, como assistimos cada vez mais. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Malthus" target="_blank">Thomas Malthus</a> tentou prever parte disso, lá em meados do séc. XIX, onde já alertava o mundo para uma escassez de produção alimentícia frente ao grande crescimento populacional. A tecnologia ajudou a derrubar a tese de Malthus. <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40141995000200008" target="_blank">Segundo números da Embrapa</a>, por exemplo, em 1988 a produção no Brasil não chegava a 70 milhões de toneladas de grãos, hoje estima-se que passe de 150 milhões de toneladas.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-894" style="margin: 10px;" title="Produção de grãos -  EMBRAPA" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/cultura-vs-economia01.jpg" alt="" width="200" height="269" />Contudo, <a href="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/11/lula.jpg" target="_blank" rel="lightbox[889]">nunca antes na história da humanidade</a> deveu-se agir tanto em favor da preservação da natureza. O perigo, que julgo vir junto dessa preocupação, é o da insensatez.</p>
<p>Em recentes aparições na mídia nacional, argumentando sobre o novo Código Florestal, o deputado Aldo Rebelo comentou que há uma tribo na Amazônia, onde, ao fermentar a mandioca para produzir uma espécie de polvilho, é despejado ácido cianídrico nas águas dos rios.</p>
<p>Uma prática cultural indígena, talvez milenar, está para ser proibida em função de sua agressão ao meio ambiente. Mas em termos absolutos, essa agressão é ínfima e desprezível!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-895" style="margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" title="Índios no trato da mandioca" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/cultura-vs-economia02.jpg" alt="" width="480" height="315" /></p>
<p>Produtores rurais, cujas terras estão próximas a rios e encostas também serão prejudicados, caso o novo Código Florestal seja aplicado sem avaliação técnica devida. Algumas famílias desses produtores, como verificado pelo deputado, estão na 3ª ou 4ª geração, ou seja, famílias que há mais de 100 anos cultivam a mesma terra, estão exatamente no mesmo lugar.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-897" title="Produtor rural" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/cultura-vs-economia03.jpg" alt="" width="600" height="400" /></p>
<p>Como você vê essa dualidade Cultura vs Economia? Será possível a cultura consumista acabar com as tradições de um povo?</p>
<p>Em breve, nos noticiários, cenas do próximo capítulo.</p>
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