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	<title>Ouch!mann &#187; Ouch!mann</title>
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	<description>Portfolio de Allan Altmann</description>
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		<title>O poder da reputação</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 23:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Chuko Liang]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[reputação]]></category>
		<category><![CDATA[Sima Yin]]></category>
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		<description><![CDATA[Durante a Guerra dos Três Reinos, na China (207-265 d.C.), o grande general Chuko Liang, chefiando as forças do reino Shu, despachou o seu enorme exército para um campo distante enquanto descansava numa cidadezinha junto com um punhado de soldados. De repente, os sentinelas chegaram correndo com a notícia alarmante de que um exército inimigo, [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1291" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Chuko Liang" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/chukoliang.jpg" alt="" width="228" height="320" />Durante a Guerra dos Três Reinos, na China (207-265 d.C.), o grande general Chuko Liang, chefiando as forças do reino Shu, despachou o seu enorme exército para um campo distante enquanto descansava numa cidadezinha junto com um punhado de soldados. De repente, os sentinelas chegaram correndo com a notícia alarmante de que um exército inimigo, com mais de 150 mil homens liderados por Sima Yi, se aproximava. Com apenas uma centena de homens para defendê-lo, a situação de Chuko Liang era desesperadora. O inimigo finalmente ia capturar o famoso líder.</p>
<p>Sem lamentar o seu destino, ou perder tempo tentando imaginar como tinha sido apanhado, Liang ordenou às suas tropas que arriassem as bandeiras, abrissem os portões da cidade e se escondessem. Ele então se sentou na parte mais visível do muro da cidade, vestido com um manto taoísta. Acendeu incenso, dedilhou o seu alaúde e começou a cantar. Minutos depois, viu se aproximando o exército inimigo, uma falange interminável de soldados. Fingindo não ter percebido nada, ele continuou cantando e tocando o alaúde.</p>
<p>Logo o exército estava diante dos portões da cidade. À frente vinha Sima Yi, que na mesma hora reconheceu o homem no muro.</p>
<p>Ainda assim, com os soldados impacientes para atravessar os portões abertos da cidade desprotegida, Sima Yi hesitou, conteve-os e estudou Liang sobre o muro. Em seguida, ordenou a rápida e imediata retirada de suas tropas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1290" style="margin-top: 20px; margin-bottom: 20px;" title="Batalha de Shu" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/battle.jpg" alt="" width="510" height="300" /></p>
<h4>Mas, o que houve?</h4>
<p>Chuko Liang era conhecido como o &#8220;Dragão Adormecido&#8221;. Suas façanhas na Guerra dos Três Reinos eram lendárias. Certa vez, um homem, dizendo ser um tenente inimigo descontente, apareceu no seu acampamento oferecendo ajuda e informação. Liang na mesma hora viu que era uma armadilha; o homem era um falso desertor, e deveria ser decapitado. No último minuto, entretanto, o machado já ia descendo, Liang suspendeu a execução e propôs poupar a vida do homem se ele concordasse em ser um agente duplo. Agradecido e aterrorizado, o homem concordou e começou a fornecer informações ao inimigo. Liang venceu batalha atrás de batalha.</p>
<p>Noutra ocasião, Liang roubou um selo militar e forjou documentos despachando as tropas do inimigo para localidades distantes. Com as tropas dispersas, ele conseguiu capturar três cidades e assim controlar todo um corredor do reino inimigo. Ele também levou o inimigo, certa vez, a acreditar que um dos seus melhores generais era um traidor, forçando o homem a fugir e juntar forças com Liang. O Dragão Adormecido cultivou cuidadosamente a sua reputação de homem mais astuto da China, aquele sempre com um truque escondido na manga. Eficaz quanto qualquer outra arma, esta reputação amedrontava o inimigo.</p>
<p>Sima Yi tinha lutado contra Chuko Liang dezenas de vezes e o conhecia bem. Quando ele chegou à cidade vazia, com Liang rezando em cima do muro, ficou atordoado. O manto taoísta, o canto, o incenso &#8211; aquilo tinha que ser um jogo de intimidação. O homem evidentemente estava brincando com ele, desafiando-o a cair numa armadilha. O jogo era tão óbvio que por um momento Yi chegou a pensar que Liang <span style="text-decoration: underline;">estava realmente sozinho e desesperado</span>. Mas ele tinha tanto medo de Liang que não ousou se arriscar. Assim é o poder da fama. Capaz de colocar um enorme exército na defensiva, até forçá-lo a bater em retirada, sem atirar uma única flecha.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ffff99;"><em>Como diz Cícero, até os que condenam a fama querem seus nomes no título dos livros que escrevem contra ela, e esperam se tornar famosos por desprezá-la. Tudo o mais está sujeito a barganha: permitimos que nossos amigos fiquem com nossos bens e nossas vidas, se for necessário mas é raro dividirmos nossa fama e darmos de presente para alguém a nossa reputação.</em><br />
<strong>Montaigne, 1533-1592</strong></span></p>
<hr />Referência:<br />
<a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/444397/as-48-leis-do-poder/?ID=BD4BCC117DA0812133B210939&amp;PAC_ID=18659" target="_blank">As 48 Leis do Poder</a>, de Robert Greene e Joost Elfers. Pág. 65 e 66.</p>
<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>Teoria das &#8220;Janelas Partidas&#8221;</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/08/14/teoria-das-janelas-partidas/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 18:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[teoria das janelas partidas]]></category>
		<category><![CDATA[vandalismo]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou dois veículos abandonados na via pública, dois carros iguais, da mesma marca, modelo e até cor. Um foi deixado no bairro do Bronx, uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de <strong>psicologia social</strong>. Deixou dois veículos abandonados na via pública, dois carros iguais, da mesma marca, modelo e até cor. Um foi deixado no bairro do Bronx, uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma área rica e tranquila da Califórnia. Dois carros iguais abandonados, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada lugar.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1280" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Vandalismo" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/AB08673-e1281811725773.jpg" alt="" width="250" height="250" />Resultou que o carro abandonado no Bronx começou a ser vandalizado em poucas horas.   Perdeu as janelas, o motor, os espelhos, o rádio etc.   Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar foi destruído. Contrariamente, o veículo abandonado em Palo Alto manteve-se intacto.</p>
<p>É comum atribuir à pobreza as causas dos furtos. Essa atribuição coincide com posições ideológicas mais conservadoras.   Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando o carro abandonado no Bronx já estava desfeito e o de Palo Alto estava há uma semana impecável, <strong>os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto</strong>.</p>
<p>O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por que o vidro partido no veículo abandonado, num bairro supostamente seguro, foi capaz de disparar todo um processo de delitos?</p>
<h4><strong><span style="text-decoration: underline;">Não se trata de pobreza</span></strong>.</h4>
<p>Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais. Um vidro quebrado num carro abandonado transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência. Como a ausência de lei, normas ou regras, um verdadeiro &#8220;vale tudo&#8221;.  Cada novo ataque que o veículo sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.</p>
<p>Em experiências posteriores, James Q. Wilson e George Kelling  desenvolveram a <em>&#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_Janelas_Partidas" target="_blank">Teoria das Janelas Partidas</a>&#8220;</em>. De um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o <span style="text-decoration: underline;">descuido</span>, a <span style="text-decoration: underline;">sujeira</span>, a <span style="text-decoration: underline;">desordem</span> e o <span style="text-decoration: underline;">maltrato</span> são maiores.</p>
<p>Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão quebrados todos os demais.   Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali nascerá o crime. Se se cometem &#8220;pequenas faltas&#8221; (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as  mesmas não são punidas, então começam as faltas maiores e logo crimes cada vez mais graves.  Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças,  o desenvolvimento da violência será maior quando elas forem adultas.</p>
<p>Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são  progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por medo de gangues e drogados), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.</p>
<p>A <em>Teoria das Janelas Partidas</em> foi aplicada pela primeira vez por volta da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: grafites deteriorando o lugar, sujeira das estacões, recolhimento de bêbados, golpes ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens.   Os  resultados foram evidentes.   Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1278" title="Rudolph Giuliani" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/giuliani.jpg" alt="" width="250" height="250" />Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de <em>&#8220;Tolerância Zero&#8221;</em>.</p>
<p>A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.</p>
<p>A expressão &#8220;Tolerância Zero&#8221; soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança.    Não se trata de linchar o delinquente e nem da prepotência e excessos da polícia. A respeito dos abusos de autoridade deve-se também aplicar a tolerância zero.</p>
<h4><strong>Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas  tolerância zero em relação ao próprio delito. </strong>Trata-se de criar uma cidade limpa, ordenada, respeitosa da lei e dos códigos básicos para uma convivência social humana.</h4>
<p><Br></p>
<p style="text-align: right;"><em>Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.&#8221;<br />
</em>Fernando Pessoa</p>
<hr />
<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>A simplicidade genial do Twitter</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 15:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Biz Stone]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Biz Stone busca formas inusitadas, e até malucas, de encontrar soluções de negócios. Para ele, o Twitter é como um grande projeto artístico. O americano Christopher Isaac Stone nasceu em Boston, há 36 anos, e foi criado em um afluente e pacato subúrbio da capital do estado de Massachusetts. No começo dos anos 90, iniciou [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-1258" title="Biz Stone" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/bizStone.jpg" alt="" width="300" height="374" />Biz Stone busca formas inusitadas, e até malucas, de encontrar soluções de negócios. Para ele, o Twitter é como um grande <strong>projeto artístico</strong>.</p>
<p>O americano Christopher Isaac Stone nasceu em Boston, há 36 anos, e foi criado em um afluente e pacato subúrbio da capital do estado de Massachusetts. No começo dos anos 90, iniciou mas não completou as faculdades de literatura e teatro. Em 1994 ajudou a consertar o computador de uma editora de livros e se animou em oferecer as ilustrações que produzia por <a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/buscar.php?palavra=diletantismo" target="_blank">diletantismo</a>. Acabou contratado como artista gráfico e passou os cinco anos seguintes produzindo capas de livros.</p>
<p>É difícil de acreditar, mas passados apenas dez anos, esse mesmo sujeito &#8211; que prefere ser chamado de Biz, apelido de infância &#8211; seria eleito uma das cem personalidades mais influentes do mundo pela revista <em>Time</em>, ao lado de seu sócio e amigo Evan Willians. A dupla criou, junto com Jack Dorsey, o <a href="http://twitter.com" target="_blank"><strong>Twitter</strong></a>. Engenheiro de software, Dorsey havia desenvolvido um sistema de agendamento de táxis com base no uso de mensagens curtas para celular (SMS). Imaginou que poderia usar o mesmo conceito para conectar amigos. Após rabiscar a ideia em um guardanapo de lanchonete, entrou em contato com Stone e Willians, que, depois de trabalharem em empresas de referência pontocom, como a Google, haviam lançado o próprio empreendimento, na área de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Podcasting" target="_blank"><em>podcast</em></a>. Em uma reunião que durou o dia todo, os três conceberam o formato final do produto, inclusive o nome <em>Twitter</em>, sugerido por Stone, que associou o som das teclas ao trinar de um pássaro. O formato SMS, 140 caracteres, seria mantido para estimular uma &#8220;<em>curta enxurrada de pensamentos inconsequentes</em>&#8220;, como definiu Dorsey.</p>
<p>Lançado em 2006, o serviço de comunicação instantântea passou os primeiros nove meses de vida no limbo, até que, durante um festival cultural-tecnológico realizado no Texas, no ano seguinte, começou a ganhar escala. Passou de 20 mil para 60 mil usuários em poucos dias. Atualmente são <strong>300 mil novas contas registradas por dia</strong>. No final de julho, a rede era formada por 125 milhões de pessoas de todos os cantos do mundo (mais de dois terços do volume de informação é gerado fora dos Estados Unidos).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1259" title="Fundadores do Twitter" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/founders.jpg" alt="" width="400" height="300" />Dona de um fenômeno cultural global e de uma espetacular base de usuários, a empresa corre atrás, agora, de arrumar uma fonte de renda. Em abril, lançou seu primeiro serviço comercial, o tweet promocional. Pelo sistema, empresas interessadas podem posicionar suas próprias mensagens nas torrentes de informação de usuários que lhes interessem. Há uma clara distinção entre os tweets &#8220;naturais&#8221; e os promocionais, para que ninguém se sinta ludibriado. Além disso, a empresa reserva-se o direito de vetar mensagens publicitárias que possam ser consideradas intrusivas pelos usuários. Os primeiros resultados da experiência, segundo declarou Stone em entrevista exclusiva à Pequenas Empresas &amp; Grandes Negócios, são bastante encorajadores. &#8220;Nossos primeiros parceiros estão encantados com o nível de engajamento dos usuários&#8221;, diz. Stone recebeu a reportagem na sede do Twitter Inc., que ocupa dois andares de um burocrático prédio de escritórios na região central de São Francisco.</p>
<h2><span id="more-1257"></span><strong>Quando o senhor percebeu que o Twitter tinha se transformado em um fenômeno?</strong></h2>
<p>Lançamos o Twitter em julho de 2006. Levou nove meses para que as pessoas tomassem conhecimento. A primeira vez que vimos o Twitter ser usado intensamente por diferentes grupos de pessoas foi durante a edição de 2007 do festival de música, cinema e tecnologia <em>South by Southwest</em>, em Austin, no Texas. Durante o evento, as pessoas passaram a criar grandes ondas de informação com o uso do Twitter. Eu sempre uso a metáfora de grandes bandos de pássaros se movimentando pelo céu. É algo que parece muito bem coreografado e treinado, mas que na verdade segue uma mecânica muito simples: trata-se apenas de comunicação em tempo real entre indivíduos, o que permite que eles formem um só organismo. Até então, não existia um serviço que permitisse que as pessoas fizessem isso. Atraímos muita atenção da imprensa e ganhamos um prêmio do festival. Foi uma espécie de <em>big bang.</em> A primeira prova de que o Twitter podia trazer algo novo. E a forma como ele opera faz com que seja mais valioso na medida em que mais usuários participam dele.</p>
<h2><strong>Em termos de internet, nove meses é um tempo bem longo. Vocês pensaram em desistir?</strong></h2>
<p><strong> </strong>De fato, nove meses é bastante tempo para se dedicar a algo que não seja necessariamente atraente. Mas eu sempre mantive a empolgação com o Twitter. Nunca deixei de acreditar, pois o Twitter permite que as pessoas se comuniquem de uma maneira fácil e direta &#8211; um objetivo que eu sempre persegui na minha carreira. Para mim, nunca importou que houvesse apenas 5 mil pessoas usando o serviço. Eu sempre soube que ia funcionar. Jamais imaginei que o Twitter tomaria a dimensão que tomou. Mas, felizmente as coisas se desenvolveram bem e pudemos criar uma empresa em torno do serviço.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1260" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/obs1.png" alt="" width="600" height="300" /></p>
<h2><strong>O que é criatividade e como o senhor a aplica no seu dia a dia?</strong></h2>
<p><strong> </strong>Criatividade é um recurso renovável. O acesso a ela é inesgotável: todo mundo é criativo. O que é ótimo. De onde você tira e como você acessa esse recurso? Na minha opinião, você é mais criativo na medida em que acumula diferentes experiências. Muitas pessoas permanecem presas a uma forma específica de pensamento e preferem interagir apenas com pessoas do mesmo tipo. Eu acho que, quanto mais amplas forem suas experiências, mais você pode utilizá-las para criar conexões. Você pode ter ideias que não teria normalmente. Gosto muito de viajar e de conversar com pessoas que sejam totalmente alheias ao meu universo. No ano passado, dei praticamente uma volta ao mundo, basicamente para trocar ideias com gente diferente.</p>
<h2><strong>Mas como aplicar essas novas experiências aos negócios?</strong></h2>
<p><strong> </strong>O que faz o Twitter especial é a nossa abordagem criativa. Eu comecei minha vida como artista. Virei empreendedor da área de tecnologia depois dessa experiência. Então, acho que vejo as coisas de uma maneira um pouco diferente. As pessoas que trabalham aqui não têm necessariamente a mesma visão que a minha. Elas são mais focadas no negócio. Mas, ainda assim, elas são encorajadas a buscar soluções mais criativas para os problemas.</p>
<h2><strong>O senhor escreveu dois livros sobre mídias sociais. Como sua atividade intelectual interfere no seu trabalho?</strong></h2>
<p><strong> </strong>É engraçado. Há dez anos, não imaginava que podia ser bemssucedido no mundo dos negócios. Creio que uma das razões para eu ter encontrado espaço nesse mundo é que a definição do que é fazer negócios está mudando. As pessoas estão percebendo que a criatividade e o altruísmo são partes importantes do fazer negócios. Uma companhia ou um produto são considerados bemssucedidos, hoje em dia, se eles produzirem algum impacto positivo para o mundo ou se forem relevantes para as pessoas &#8211; e não mais apenas em termos de vendas ou faturamento. Aqui no Twitter, começamos a colaborar com organizações não-governamentais e filantrópicas, especialmente na área de educação, antes mesmo de começar a fazer dinheiro.</p>
<h2><strong>Mas, ao mesmo tempo, vocês estão sempre sob pressão para apresentar resultados financeiros positivos.</strong></h2>
<p><strong> </strong>Na verdade, não estamos sob pressão.</p>
<h2><strong>Mas há uma ansiedade generalizada no mundo da internet para que o Twitter mostre viabilidade financeira.</strong></h2>
<p><strong> </strong>Sim. Não estamos aqui apenas para diversão ou para contribuir com ONGs. Nosso objetivo é criar um negócio muito bemssucedido, que é a maneira mais fácil de causar um impacto positivo no mundo. A diferença é que, no Twitter, resolvemos dar tempo ao tempo. Nós decidimos desenvolver o modelo de negócios apenas quando estivéssemos seguros de que nosso serviço é relevante para milhões de pessoas ao redor do mundo. Porque se você agir da maneira inversa, não vai funcionar. Em abril, lançamos os tweets promocionais.</p>
<h2><strong>E como tem ido até o momento?</strong></h2>
<p><strong> </strong>Muito bem. Nossos primeiros parceiros estão encantados com o nível de engajamento dos usuários. Porque a gente não está simplesmente enchendo o site de propagandas. Se um tweet promocional não provocar o interesse dos usuários, simplesmente o tiramos do ar e não cobramos do anunciante. O resultado é que os usuários estão vendo mensagens que lhes interessam, as companhias estão tendo suas informações divulgadas e nós estamos sendo pagos para isso. Está todo mundo feliz.</p>
<h2><strong>Negócios e criatividade são opostos ou complementares?</strong></h2>
<p><strong> </strong>Eles se entrelaçam. O que me vem à mente é o conceito de pensamento lateral. A ideia de que você, em vez de pensar de maneira linear, tenta um ângulo completamente diferente. É o que os artistas fazem a toda hora. Eles arrumam formas inusitadas, malucas até, para obter soluções. Se você quiser, uma empresa pode ser tocada como se fosse um grande projeto artístico.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1261" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/obs2.png" alt="" width="600" height="300" /></p>
<h2><strong>Por que vocês resistiram às ofertas de compra do Twitter?</strong></h2>
<p>A razão pela qual resistimos ao assédio é porque acreditamos que criamos uma ferramenta útil para milhões de pessoas. Mas ainda não terminamos de fazer a segunda parte, que é criar um modelo de negócios. Ficar só com a primeira parte do projeto me parece frustrante. Nós queremos realmente levar essa história até o fim.</p>
<h2><strong>O senhor atua como conselheiro de jovens empreendedores do Vale do Silício. Qual é sua mensagem para eles?</strong></h2>
<p><strong> </strong>Quando a empresa é muito pequena, formada por garotos, a dúvida básica é: &#8220;Temos um produto ou serviço que começou a despertar atenção; o que devemos fazer agora?&#8221; Minha resposta padrão é: dê um salto. Monte uma empresa, saia do porão ou da garagem. Você não vai conseguir ser espetacularmente bemssucedido se não estiver disposto a falhar espetacularmente. Outro conselho que eu sempre dou é: mantenha o foco. Não se deixe distrair por atividades paralelas, muito embora nossa história seja feita de projetos paralelos muito bemssucedidos. Mas o que eu digo é para eles não se deixarem distrair por atividades que tenham como objetivo render dinheiro fácil. Nunca funciona. Você vai acabar trabalhando para alguém. É diferente de quando você abraça um projeto com paixão.</p>
<h2><strong>O Vale do Silício tem uma atmosfera muito favorável para novos empreendimentos. Mas nem todos os lugares são assim. Que lições é possível tirar da forma como as empresas da região atuam?</strong></h2>
<p><strong> </strong>Temos uma mentalidade muito aberta. As pessoas têm dificuldade para perceber que atuar dessa maneira cria valor. Elas acham que terão suas ideias roubadas por outras empresas. Mas, na verdade, o que você está fazendo, quando passa a trabalhar de maneira aberta, é colocar alguma coisa lá fora que vai voltar para você muito mais valiosa. POde parecer temerário à primeira vista, assim como foi quando pensamos em compartilhar todos os nossos dados com o Google, com a Microsoft e com o Yahoo. Parece uma ideia maluca. Mas, no fim das contas, é algo positivo para os usuários, para nós e para as outras empresas. Meu conselho é: vá em frente e compartilhe suas ideias. Você vai acabar atraindo outras pessoas tão inteligentes e interessantes quanto você.</p>
<h2><strong>O que o senhor diria para um empreendedor em começo de carreira se tivesse apenas 140 caracteres para se expressar?</strong></h2>
<p><strong> </strong>Oportunidades podem ser construídas. Você não precisa esperar que venham até você.</p>
<hr />Referências:<br />
Revista Pequenas Empresas &amp; Grandes Negócios &#8211; Agosto de 2010</p>
<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>A arte de Caravaggio</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Aug 2010 23:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[barroco italiano]]></category>
		<category><![CDATA[caravaggio]]></category>
		<category><![CDATA[maneirismo]]></category>
		<category><![CDATA[merisi]]></category>
		<category><![CDATA[michelangelo]]></category>

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		<description><![CDATA[Michelangelo Merisi di Caravaggio nasceu em 1571. Se fôssemos imaginar a arte de Caravaggio como reflexo de sua personalidade agressiva, nervosa e explosiva, certamente imaginaria-se a loucura do dadaísmo ou surrealismo. Mas Caravaggio é o pintor mais misterioso e talvez mais revolucionário da história da arte. E a fonte de sua genialidade está na bruta [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-1242" title="Tive a oportunidade de conferir &quot;A Morte da Virgem&quot; de 1606 - Musée du Louvre, Paris" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_9273.jpg" alt="" width="350" height="588" />Michelangelo Merisi di Caravaggio nasceu em 1571. Se fôssemos imaginar a arte de Caravaggio como reflexo de sua personalidade agressiva, nervosa e explosiva, certamente imaginaria-se a loucura do dadaísmo ou surrealismo. Mas Caravaggio é o pintor mais misterioso e talvez mais revolucionário da história da arte. E a fonte de sua genialidade está na bruta quebra do &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maneirismo" target="_blank">maneirismo</a>&#8220;. O maneirismo pode ser representado por outro Michelangelo, <a href="http://bit.ly/cb6aI5" target="_blank">aquele da Capela Sistina</a>.</p>
<p>Caravaggio é um dos melhores exemplos do barroco italiano na pintura. A arte barroca foi um efeito da Contrarreforma. Como os protestantes haviam banido de seus cultos todas as imagens e representações, a Igreja Católica investiu no oposto: uma arte que enfatizava os aspectos mais palpáveis e humanos de Jesus e dos santos. Fisgava-se fiéis pelas emoções que a arte suscitava &#8211; e pela beleza e opulência com que ela inundava as igrejas. Caravaggio, no entanto, era inovador. Usando de uma linguagem mais teatral e realista, ele enquadra os momentos mais dramáticos e utiliza feições mais humanas para as figuras retratadas. Ele levou para sua arte, as antíteses que marcaram o período: luz e sombra, espiritualidade e sensualidade, serenidade e violência. Claro, como todo gênio, enfrentou muita resistência por isso.</p>
<p>Essa resistência da época chegou a tal ponto, que o pintor francês <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolas_Poussin" target="_blank">Nicolas Poussin</a>, pouco após a morte de Caravaggio, declarou: <em>&#8220;Ele veio para destruir a pintura&#8221;</em>.</p>
<p>Porém quatro séculos depois, a Itália festeja e homenageia o genial pintor. No dia 18 de julho de 2010 completou-se 400 anos da morte de Caravaggio. Entre as comemorações no país, pode-se verificar uma exposição colossal nas Scuderie del Quirinale, em Roma, e a exibição da ossada do artista, que foi recentemente identificada enterrada em uma igreja da cidade de Porto Ecole, na Toscana.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1243" title="A Morte da Virgem - Caravaggio" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/45death.jpg" alt="" width="600" height="899" /></p>

<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/37depos/' title='&#039;O Sepultamento&#039;, de 1602/03'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/37depos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;O Sepultamento&#039;, de 1602/03" title="&#039;O Sepultamento&#039;, de 1602/03" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/34thomas/' title='&#039;A Incredulidade de São Tomé&#039;, de 1601'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/34thomas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;A Incredulidade de São Tomé&#039;, de 1601" title="&#039;A Incredulidade de São Tomé&#039;, de 1601" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/33isaac/' title='&#039;O Sacrifício de Isaac&#039;, de 1601'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/33isaac-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;O Sacrifício de Isaac&#039;, de 1601" title="&#039;O Sacrifício de Isaac&#039;, de 1601" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/33isaac2/' title='Detalhe de &#039;O Sacrifício de Isaac&#039; (1601)'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/33isaac2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Detalhe de &#039;O Sacrifício de Isaac&#039; (1601)" title="Detalhe de &#039;O Sacrifício de Isaac&#039; (1601)" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/17judit/' title='&#039;Judith Decapitando Holofernes&#039;, de 1598'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/17judit-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;Judith Decapitando Holofernes&#039;, de 1598" title="&#039;Judith Decapitando Holofernes&#039;, de 1598" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/17judit2/' title='Detalhe de &#039;Judith Decapitando Holofernes&#039; (1598)'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/17judit2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Detalhe de &#039;Judith Decapitando Holofernes&#039; (1598)" title="Detalhe de &#039;Judith Decapitando Holofernes&#039; (1598)" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/192captu/' title='&#039;A Tomada de Cristo&#039;, de 1598'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/192captu-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;A Tomada de Cristo&#039;, de 1598" title="&#039;A Tomada de Cristo&#039;, de 1598" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/272y_ram/' title='&#039;São João Batista&#039;, de 1600'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/272y_ram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;São João Batista&#039;, de 1600" title="&#039;São João Batista&#039;, de 1600" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/041boy/' title='&#039;Menino Mordido por um Lagarto&#039;, de 1594'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/041boy-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;Menino Mordido por um Lagarto&#039;, de 1594" title="&#039;Menino Mordido por um Lagarto&#039;, de 1594" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/041boy1/' title='Detalhe de &#039;Menino Mordido por um Lagarto&#039; (1594)'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/041boy1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Detalhe de &#039;Menino Mordido por um Lagarto&#039; (1594)" title="Detalhe de &#039;Menino Mordido por um Lagarto&#039; (1594)" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/70david/' title='&#039;David&#039;, de 1609'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/70david-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;David&#039;, de 1609" title="&#039;David&#039;, de 1609" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/57salome/' title='&#039;Salomé com a Cabeça de São João Batista&#039;, de 1607'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/57salome-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;Salomé com a Cabeça de São João Batista&#039;, de 1607" title="&#039;Salomé com a Cabeça de São João Batista&#039;, de 1607" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/13fligh/' title='&#039;Descanso na Fuga para o Egito&#039;, de 1596/97'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/13fligh-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;Descanso na Fuga para o Egito&#039;, de 1596/97" title="&#039;Descanso na Fuga para o Egito&#039;, de 1596/97" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/45death/' title='A Morte da Virgem, de 1606'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/45death-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A Morte da Virgem, de 1606" title="A Morte da Virgem, de 1606" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/img_9273/' title='&quot;A Morte da Virgem&quot; de 1606 - Musée du Louvre, Paris'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_9273-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&quot;A Morte da Virgem&quot; de 1606 - Musée du Louvre, Paris" title="&quot;A Morte da Virgem&quot; de 1606 - Musée du Louvre, Paris" /></a>

<hr />Referências:<br />
Revista VEJA &#8211; edição 2175 &#8211; ano 43 &#8211; nº 30. Págs. 144 a 148.<br />
<a href="http://bit.ly/djOGR6" target="_blank">Biografia de Caravaggio, por Gilles Néret (Ed. Paisagem)<br />
</a><a href="http://bit.ly/ct51iY" target="_blank">Arquivo com quase todas as obras de Caravaggio</a><a href="http://bit.ly/djOGR6" target="_blank"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.skoob.com.br/ad/cc/1/1/1/?pub=http://www.skoob.com.br/promocao/codigo/181017"><img src="http://www.skoob.com.br/img/promocao/11280777319.gif" alt="" width="460" height="68" /></a></p>
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		<title>Os outros de nós mesmos</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/07/05/os-outros-de-nos-mesmos/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 03:05:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Mário Sérgio Cortella]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[A ética é, antes de mais nada, a capacidade de protegermos a dignidade da vida coletiva. Afinal de contas, nós, homens e mulheres, vivemos juntos. Aliás, para seres humanos, não existe vivência, existe apenas convivência. Nós só somos humanos com outros humanos. A nossa humanidade é compartilhada. Ser humano é ser junto. Isso significa que [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (1 vote cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } -->A ética é, antes de mais nada, a capacidade de protegermos a dignidade da vida coletiva. Afinal de contas, nós, homens e mulheres, vivemos juntos. Aliás, para seres humanos, não existe vivência, existe apenas convivência. Nós só somos humanos com outros humanos. A nossa humanidade é compartilhada. Ser humano é ser junto. Isso significa que é preciso que saibamos que a nossa convivência exige uma noção especial da nossa igualdade de existência, o que nos obriga a afastar do ponto de partida qualquer forma de arrogância.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1224" title="Os outros de nós mesmos" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/Untitled-1.jpg" alt="" width="571" height="348" /></p>
<p>Gente arrogante é gente que acha que já sabe, repitamos. Gente arrogante é gente que acha que já conhece. Gente arrogante é gente que acha que ela é o único tipo de ser humano válido que existe. Gente arrogante se relaciona com o outro – por conta do dinheiro que carrega, por conta do nível de escolaridade, por conta do sotaque que usa – como se o outro não fosse outro. Fosse menos.</p>
<p>Isso apequena a vida e apequena a alma, se se entender a alma como sua identidade.</p>
<p>Gente arrogante é incapaz de prestar atenção. Você está dialogando com o arrogante, ele não presta atenção no que você está falando. Ele fica pensando enquanto você fala. Ele não quer nem saber o que você está falando. Ele só está esperando você parar para ele continuar falando. O arrogante esquece uma frase do grande teólogo catarinense Leonardo Boff, que diz que “um ponto de vista é a vista a partir de um ponto”. A ética, entre outras coisas, nos obriga a perceber essa multiplicidade de pontos de vista. O arrogante acha que só tem um ponto de vista que vale: o dele.</p>
<p>Afinal, quem são os outros de nós mesmos? O mesmo que nós somos para os outros, ou seja, outros. A arrogância é uma coisa absolutamente complicada para isso, porque ela acaba marcando alguém pela incapacidade de ter a visão de alteridade.</p>
<p>Só é possível falar numa ética que promova a vida digna coletiva se eu for capaz de olhar o outro como outro, e não como estranho. Aliás, é necessário afastar qualquer forma de arrogância, porque coloca essa condição negativa: su-porque só exista um jeito de ser. E a fratura ética se origina, em grande parte, da arrogância e da ganância.</p>
<p><img class="alignright size-full  wp-image-1221" title="Mário Sérgio   Cortella" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/mariosergiocortella3.jpg" alt="" width="299" height="370" />Não confunda ambição com ganância. A ambição faz a humanidade crescer, a ganância faz a humanidade regredir. Ambiciosa é a pessoa que quer mais, gananciosa é a pessoa que só quer para si. A humanidade cresce porque as pessoas são ambiciosas, querem mais trabalho, mais lucratividade, mais conhecimento. A ganância, junto com a arrogância, são mecanismos de apodrecimento ético. Nós, humanos, somos um animal arrogante. Tão arrogantes que achamos que somos proprietários do planeta. Não somos. Somos usuários compartilhantes. Quais foram os animais mais poderosos do planeta antes de nós? Os dinossauros. Dominaram o planeta por 110 milhões de anos. Nós estamos dominando há 40 mil anos e estamos achando que podemos fazer qualquer coisa.</p>
<p>Aliás, para cada humano no planeta há sete bilhões de insetos. Já imaginou se, para entender o que estamos fazendo com o planeta partilhado, hoje à noite só os seus vierem lhe visitar?</p>
<p>Trecho retirado e adaptado do livro &#8220;<a href="http://www.fnac.com.br/qual-e-a-tua-obra-inquietacoes-propositivas-sobre-a-etica-lideranca-e-gestao-FNAC,,livro-444015-2122.html?cmp=_&amp;cat=Livro&amp;sub=Lideran%C3%A7a-e-RH&amp;prd=QUAL-%C3%89-A-TUA-OBRA?-INQUIETA%C3%87%C3%95ES-PROPOSITIVAS-SOBRE-A-%C3%89TICA,-LIDERAN%C3%87A-E-GEST%C3%83O" target="_blank">Qual é a tua obra?</a>&#8221; de Mário Sérgio Cortella.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.skoob.com.br/ad/cc/1/1/1/?pub=http://www.skoob.com.br/promocao/codigo/181017"><img src="http://www.skoob.com.br/img/promocao/11280777319.gif" alt="" width="460" height="68" /></a></p>
<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (1 vote cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>No sucesso da contramão</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/04/19/no-sucesso-da-contramao/</link>
		<comments>http://ouchmann.com/2010/04/19/no-sucesso-da-contramao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 22:02:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos sempre sendo desafiados a sermos mais criativos.  Fazer o diferente, inovar, enfrentar o caminho que sempre foi trilhado em busca de sucesso maior. Uma lanchonete americana e uma &#8220;prestadora de serviços&#8221; suiça deram um show de criatividade em suas atuações. Need a problem? &#8220;Você está feliz? Você vive uma vida monótona e entediante? Como [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos sempre sendo desafiados a sermos mais criativos.  Fazer o diferente, inovar, enfrentar o caminho que sempre foi trilhado em busca de sucesso maior.</p>
<p>Uma lanchonete americana e uma &#8220;prestadora de serviços&#8221; suiça deram um show de criatividade em suas atuações.</p>
<h4>Need a problem?</h4>
<p><em>&#8220;Você está feliz? Você vive uma vida monótona e entediante? Como deve ser chato! Que falta de desafios. Você precisa é de problemas para resolver!&#8221;</em></p>
<p><a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/needProblem.jpg" rel="lightbox[1193]"><img class="alignright size-medium wp-image-1195" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="&quot;Problemas solucionando problemas&quot;. Essa é nova ein!" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/needProblem-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>É com a introdução acima que o site <a href="http://www.needaproblem.com/" target="_blank">Need a Problem</a> se apresenta. Acessando, você não vai encontrar oferta de soluções, mas um cardápio de problemas que vão de U$ 1 (problema trivial) a inacreditáveis U$ 5000 (problemas quase insolúveis).</p>
<p>E tem gente muito satisfeita com o serviço, como diz a brasileira Fernanda Vieira em seu depoimento: <em>&#8220;Esse site simplesmente acabou com minha vida monótona! Estou viciada.&#8221;</em></p>
<p>Devo admitir que é no mínimo muito criativo inventar uma forma de ganhar dinheiro oferecendo problemas.</p>
<h4>Heart Attack Grill</h4>
<p>Em tempos de discussões acerca da sustentabilidade ambiental, o consumo de carne tem sido debate recorrente. A sociedade americana, ícone de consumismo, também é bastante criticada por seus maus hábitos alimentícios.</p>
<p><em><a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/heartAttack.jpg" rel="lightbox[1193]"><img class="alignright size-medium wp-image-1196" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Espie o QUADRUPLE. São 8000 calorias entre pães." src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/heartAttack-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>&#8220;Vale a pena morrer pelo sabor&#8221;</em>. Através deste slogan, o <a href="http://www.heartattackgrill.com/" target="_blank">Heart Attack Grill</a> (Grill do Ataque Cardíaco) se instalou em uma cidade do Arizona sob a temática de um hospital. As garçonetes na verdade são enfermeiras, cujas silhuetas passam longe de quem se alimenta do junk food oferecido pela lanchonete e os clientes são chamados de pacientes.</p>
<p>Apenas da temática, o estabelecimento teve o cuidado de deixar bem claro no site: <em>&#8220;Nenhuma das mulheres fotografadas em nosso site têm formação médica, nem tentam oferecer serviços médicos. Se você tiver uma emergência médica, ligue para o 911&#8243;</em>.</p>
<p>E o ataque cardíaco pode ficar bem próximo de quem escolhe o &#8220;Quadruple Bypass Burger&#8221;, o hamburger mais poderoso do cardápio. São <strong>8000 </strong>calorias em um <span style="text-decoration: underline;">único lanche!</span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="600" height="505" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/KTKysI59HAw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="505" src="http://www.youtube.com/v/KTKysI59HAw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">Não quer dizer que ser criativo é andar na contramão, mas ir de encontro a ideologias, modas, &#8220;verdades&#8221; e tudo o que configura uma maioria de postura ou opinião pode ser, sim, criativo.</p>
<hr />Referências:<br />
<a href="http://www.needaproblem.com/" target="_blank">Need a Problem</a><br />
<a href="http://www.heartattackgrill.com" target="_blank">Heart Attack Grill</a></p>
<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>É muito rock!</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/04/19/e-muito-rock/</link>
		<comments>http://ouchmann.com/2010/04/19/e-muito-rock/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 14:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[rock]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ouchmann.com/?p=1165</guid>
		<description><![CDATA[Nick Cave &#38; The Bad Seeds Conheci o som desse australiano por volta de 2002, ainda estudando em Londrina. Seu estilo &#8220;pós-punk&#8221; alternativo é bastante original e complicado de digerir. Talvez por isso eu ache a música dele tão boa. Fui apresentado às músicas &#8220;Lovely Creatures&#8221; e &#8220;Where The Wild Roses Grow&#8221; através da rádio [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>Nick Cave &amp; The Bad Seeds</h4>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1167" title="Que som você imagina que esse figura faz? Baixe Murder Ballads." src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/NickCave.jpg" alt="" width="300" height="300" />Conheci o som desse australiano por volta de 2002, ainda estudando em Londrina. Seu estilo &#8220;pós-punk&#8221; alternativo é bastante original e complicado de digerir. Talvez por isso eu ache a música dele tão boa. Fui apresentado às músicas &#8220;Lovely Creatures&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=8srgfw7GDkM" target="_blank">Where The Wild Roses Grow</a>&#8221; através da rádio do VH1.com na época.</p>
<p>A partir de então a busca por outros de seus trabalhos foram grandes. Como que resultado de sua &#8220;propaganda&#8221; (assisti sua apresentação no Black Sessions no canal Multishow) a vontade de consumir suas músicas voltou.</p>
<p>Então relaciono abaixo alguns de seus álbuns caso você queira também conhecê-lo. Mas Nick Cave tem muitos outros, <a href="http://www.cduniverse.com/sresult.asp?psychicsearch=on&amp;HT_Search=ARTIST&amp;HT_Search_Info=nick+cave&amp;style=music&amp;altsearch=yes" target="_blank">clique aqui</a> para conhecê-los.</p>
<ul>
<li><a href="http://www.4shared.com/file/115228314/b3800aef/Nick_Cave_and_the_Bad_Seeds-Th.html" target="_blank">Firstborn is Dead</a> (1985)</li>
<li><a href="http://www.4shared.com/file/247243057/f2107121/Nick_Cave__The_Bad_Seeds_-_Let.html" target="_blank">Let  ir Love</a> (1994)</li>
<li><a href="http://rapidshare.com/files/360416244/Petardo-Nick_Cave-murder_ballads.rar" target="_blank">Murder  Ballads</a> (1996)</li>
<li><a href="http://rapidshare.com/files/162498971/Nick_Cave___the_Bad_Seeds_-_1997_-_The_Boatman_s_Call.rar" target="_blank">The  Boatman&#8217;s Call</a> (1997)</li>
<li><a href="http://rapidshare.com/files/300029154/Nick_Cave--Nocturama.rar" target="_blank">Nocturama</a> (2003)</li>
<li><a href="http://www.4shared.com/file/63151637/acb9100d/Nick_Cave_And_The_Bad_Seeds-Gr.html" target="_blank">Grinderman</a> (2007)</li>
</ul>
<p>Caso não esteja disposto a baixar todos, sugiro o download de Murder Ballads.</p>
<h4>The Dandy Warhols</h4>
<p>Há 2 anos eu conheço os Dandy Warhols, nome criado a partir de jogo de palavras com o nome do artista pop Andy Warhol. Devo a minha amiga Nanda os créditos por me apresentar essa banda. Se você gosta de Kaiser Chiefs ou The Killers, é bem provável que vai gostar de Dandy Warhols.  Segundo Wikipedia, a banda explora desde o folk caipirão até os experimentalismos de Jason Pierce  no Spaceman 3, passando pela pseudo-intelectualidade urbana, pelo  grunge, pelo punk rock e pelo David Bowie. É&#8230; no mínimo deve-se respeitar as influências da banda.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1171" title="The Dandy Warhols. De POP só a influência do nome." src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/DandyWarhols-e1271684854386.jpg" alt="" width="580" height="313" /></p>
<p>Abaixo selecionei alguns de seus álbuns para download. Caso queira conhecê-los, sugiro o álbum <em>Thirteen Tales From Urban Bohemia</em>.</p>
<ul>
<li><a href="http://www.filefactory.com/file/e57178/n/" target="_blank">Dandy&#8217;s Rule OK?</a> (1995)</li>
<li><a href="http://rapidshare.com/files/30034472/The_Dandy_Warhols_-_Thirteen_Tales_From_Urban_Bohemia.rar" target="_blank">Thirteen Tales From Urban Bohemia </a>(2000)</li>
<li><a href="http://www.4shared.com/file/115897027/8dcab4ee/The_Dandy_Warhols_-_Welcome_to.html" target="_blank">Welcome to the Monkey House</a> (2003)</li>
<li><a href="http://rapidshare.com/files/249056353/The_Dandy_Warhols__The_Dandy_Warhols_Are_Sound-2009-DKRG.rar" target="_blank">The Dandy Warhols are Sound</a> (2009)</li>
</ul>
<h4><img class="alignleft size-full wp-image-1183" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Beastie Boys" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/beastie-boys-e1271687850390.jpg" alt="" width="150" height="224" />Beastie Boys e o The In Sound From Way Out!</h4>
<p>Os Beastie Boys ficaram mundialmente conhecidos na década de 80 por serem o primeiro grupo de brancos a fazer sucesso no mundo do RAP/Hip-Hop. Mas o álbum citado, <em>The In Sound From Way Out!</em>, é talvez o instrumental que eu tenha gostado mais em toda minha vida até então.</p>
<p>Rap Instrumental? Não! Uma mistura de Jazz, Funk (não aquele carioca, tá?), Blues e Rock. Uma obra prima aos ouvidos deste leigo que apenas gosta de ouvir música. Não deixe de ouvir:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.4shared.com/file/110293259/5a7640d6/Beastie_Boys_-_The_In_Sound_From_Way_Out_1996.html" target="_blank">The In Sound From Way Out! </a>(1996)<a href="http://www.4shared.com/file/110293259/5a7640d6/Beastie_Boys_-_The_In_Sound_From_Way_Out_1996.html" target="_blank"><br />
</a></li>
</ul>
<p>.</p>
<h4>Lars And The Hands Of Light</h4>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1173" title="Lars And The Hand Of Lights" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/Larsandthehandsoflight-e1271686259110.jpg" alt="" width="200" height="173" />Essas próximas bandas foram dicas quentes e preciosíssimas de minha netspectadora, Aline Gafuri, a qual agradeço muito. A banda dinamarquesa Lars And The Hands of Light lançou seu primeiro álbum em fevereiro deste ano.</p>
<ul>
<li><a href="http://hotfile.com/dl/28103570/68d6aee/Lars_And_The_Hands_Of_Light-The_Looking_Glass_(2010).rar.html" target="_blank">The Looking Glass</a> (2010)</li>
</ul>
<h4>The Black Keys</h4>
<p>Ouvir The Black Keys me remete ao som daquele rock clássico dos anos 70. Não é que seja como Led Zeppelin, mas parece que transporta àquele tempo em que o Rock n&#8217;Roll estava nascendo. A banda é nova, de 2001, e  faz um blues rock de muita qualidade. Relaciono alguns álbuns para download, sendo que sugiro <em>Attack &amp; Release</em> para quem queira conhecer o som da banda.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1175" title="The Black Keys" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/TheBlackKeys.jpg" alt="" width="450" height="298" /></p>
<ul>
<li><a href="http://rapidshare.com/files/283077010/The_Black_Keys_-_Rubber_Factory.rar" target="_blank">Rubber  Factory</a> (2004)</li>
<li><a href="http://rapidshare.com/files/283084328/The_Black_Keys_-_Magic_Potion.rar" target="_blank">Magic Potion</a> (2006)</li>
<li><a href="http://rapidshare.com/files/283081369/The_Black_Keys_-_Chulahoma.rar" target="_blank">Chulahoma</a> (2006)</li>
<li><a href="http://www.4shared.com/file/93476968/24d75622/The_Black_Keys_-_2008_-_Attack.html" target="_blank">Attack &amp; Release</a> (2008)</li>
</ul>
<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Vermelho, mas não de vergonha</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/04/15/vermelho-mas-nao-de-vergonha/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 02:12:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[álcool]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[japonês vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[Atravessar o semáforo enquanto a luz vermelha estiver acesa é um risco à própria vida, certo? Isso não deveria ser segredo para ninguém. Mas e se a ingestão de bebida alcoólica, mesmo longe do volante de um carro, puder matar? Você acreditaria? Um pessoal do &#8220;Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo&#8221; dos Estados [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atravessar o semáforo enquanto a luz vermelha estiver acesa é um risco à própria vida, certo? Isso não deveria ser segredo para ninguém. Mas e se a ingestão de bebida alcoólica, mesmo longe do volante de um carro, puder matar? Você acreditaria?</p>
<p>Um pessoal do &#8220;Instituto  Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo&#8221; dos Estados Unidos mostra que é possível e não estamos falando de overdose.</p>
<p>Sabe aquele seu amigo japonês, que depois de beber alguns copos de cerveja, fica vermelho? Então, a história vai fazer sentido para ele. As pessoas cujos rostos ficam vermelhos ao beber álcool  <em>podem estar ampliando</em>* o risco de contrair um câncer de garganta mortífero.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1148 aligncenter" title="Japa bebe e fica vermelho, né?" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/japa-vermelho-neh-e1271297452199.jpg" alt="" width="580" height="370" /></p>
<p>Isso acontece porque a pessoa enrubescida carrega uma falha genética e hereditária em uma enzima conhecida por <strong>ALDH2</strong>. O amigo japonês, utilizado no exemplo, deve-se ao fato de que mais de um terço das pessoas de origem asiáticas (japoneses, chineses e coreanos) compartilham desta enzima deficiente. Certas pessoas precisam de apenas três copos de cerveja para dar início a reação. E essa dificuldade em metabolizar o álcool resulta em um acúmulo de toxina, chamada <strong>acetaldeído</strong>.</p>
<p>Essas pessoas ainda se dividem em dois grupos: Há quem sinta tão mal ao beber, que torna-se incapaz de consumir grande volume de álcool. Elas carregam duas cópias do gene responsável pela deficiência e essa aversão acaba as protegendo de aumentar o risco em contrair o câncer.</p>
<p>No entanto, aqueles que possuem apenas uma cópia do gene podem desenvolver tolerância ao <strong>acetaldeído </strong>e consumir álcool com regularidade.</p>
<p>&#8220;O que estamos tentando com isso é  conscientizar os médicos e os  pacientes que sofram de deficiência de  ALDH2 quanto aos riscos&#8221;, disse  Philip J. Brooks, pesquisador do Instituto  Nacional de Abuso do Álcool e  Alcoolismo dos Estados Unidos e autor do  estudo publicado no início de 2009 pela revista <em>PLoS Medicine</em>. &#8220;O  risco é bastante  sério&#8221;.</p>
<p>O câncer em questão é uma variedade de câncer de esôfago. Ele pode ser provocado também pelo fumo e é passível de cirurgia, mas a probabilidade de se sair vivo dela é baixa. Beber frequentemente já é suficiente para aumentar o risco. O portador dessa enzima deficiente pode beber, em média, duas cervejas por dia que o risco de desenvolver o câncer subirá de 6 a 10 vezes em comparação a uma pessoa que não apresente a deficiência na <strong>ALDH2</strong>.</p>
<p>Os pesquisadores calculam que, se os japoneses que sofrem desta deficiência reduzissem o consumo semanal a menos de 9 doses, mais da metade dos casos de câncer de esôfago, neste grupo, poderiam ser evitados.</p>
<p>Espalhe a notícia para o seu amigo japonês mais próximo. Mesmo que ele seja coreano.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"> </span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: x-small;">*Estilo atendente de Telemarketing</span></p>
<hr />Referência:</p>
<p><a href="http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI3661239-EI188,00.html" target="_blank">Terra &#8211; Tradução da matéria do The New York Times</a></p>
<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A caricatura revela</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/04/13/a-caricatura-revela/</link>
		<comments>http://ouchmann.com/2010/04/13/a-caricatura-revela/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 17:11:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[caricatura]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Não se sabe ao certo quando a ironia, o sarcasmo ou paralelos e metáforas nasceram como modalidades de discurso. O certo é que esses artifícios fizeram com que a linguagem, a comunicação, pudesse atingir níveis mais altos de qualidade em uma argumentação. Essa mesma importância de transformação eu posso dizer que acontece com o surgimento [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=4.8" /></div><div>Rating: 4.8/<strong>5</strong> (4 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não se sabe ao certo quando a ironia, o sarcasmo ou paralelos e metáforas nasceram como modalidades de discurso. O certo é que esses artifícios fizeram com que a linguagem, a comunicação, pudesse atingir níveis mais altos de qualidade em uma argumentação. Essa mesma importância de transformação eu posso dizer que acontece com o surgimento da caricatura.</p>
<p>Uma boa caricatura revela mais que apenas características distorcidas. Não podemos ignorar a força que ela pode ter. Esse &#8220;simples   desenho&#8221; pode se tornar o estopim de uma guerra. Não chegou a esse   ponto, mas foi a mensagem que os muçulmanos passaram ao reagir <a href="http://4.bp.blogspot.com/_q-DEF1AZEQU/R7GJjHQA8fI/AAAAAAAAAKE/_1xBNLl4vZQ/s400/maome-701523%5B1%5D.jpg" target="_blank" rel="lightbox[1107]">àquela  famosa caricatura de Maomé</a> feita por um  artista dinamarquês no  início de 2006.</p>
<p><em>&#8220;A caricatura, pela rapidez, pelo exagero dos traços e pela síntese formal, alarga os pontos de vista, desloca o leitor mediante a identificação ou o estranhamento para, então, abrir a possibilidade de outras realidades, alteradas, re-elaboradas. Revela o absurdo no familiar e a familiaridade do que é estranho, mostrando além da imagem, além do alvo que pretende atingir. Torna expostos muitos julgamentos, mas de forma democrática, abrindo espaço para a decisão do leitor&#8221;</em>, explica Marilda Lopes Pinheiro Queluz, professora de História da Arte e Teoria do Design paranaense.</p>
<h4>As origens da caricatura</h4>
<p><em>Caricare</em>, do italiano, se traduz como &#8220;carregar&#8221;, no sentido de exagerar. Assim, a palavra caricatura transmite o sentido de sua concepção. Sua atribuição atual tem raízes na constatação da existência de toda uma categoria estética à margem da cultura oficial e dos padrões de beleza do classicismo, o &#8220;realismo grotesco&#8221;, predominantes no Ocidente nos últimos milênios. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bakhtin" target="_blank">Mikhail Bakhtin</a>, linguista russo, elege o carnaval popular da Idade Média e início da Época Moderna como o momento mais presente desse “realismo grotesco”, que tem como um de seus elementos fundamentais o “rebaixamento” físico, corporal, verbal, simbólico etc.</p>
<p>Segundo a ideia defendida por Wellington Srbek em seu livro <a href="http://www.marcadefantasia.com/resenhas/livros/risoqueliberta.htm" target="_blank"><em>O Riso que Liberta</em></a> a caricatura vem de: <em>&#8220;[...] manifestação de grande apelo popular, afeita a hipérboles visuais e debochadas metonímias (que muito comumente votavam-se a &#8216;rebaixar&#8217; os ricos e poderosos da sociedade). O que se estabelece na Época Moderna é uma tradição estilística do humor político, que liga nomes como William Hogarth e James Gillray a outros como Francisco Goya e Grandville. Na verdade, segundo confirma o estudioso das artes Hans Ernst Gombrich, estariam nas caricaturas de um Honoré Daumier as origens da arte modernista ao estilo de um Pablo Picasso, por exemplo.&#8221;</em></p>
<h4>Do que estamos falando</h4>
<p>No início da década, ainda estudando em Londrina, tive a honra de conhecer o pai das obras que compartilho logo abaixo. Como já exposto acima, a caricatura não nasce apenas de distorção de linhas, mas principalmente da sensibilidade em captar a personalidade do sujeito a ser caricaturizado. Nisso, meu amigo <a href="http://lucasleibholz.blogspot.com" target="_blank">Lucas Leibholz</a> mostra excelência:</p>

<a href='http://ouchmann.com/2010/04/13/a-caricatura-revela/lucao-maoe/' title='Ma-ôe! Silvio Santos'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/lucao-maoe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ma-ôe! Silvio Santos" title="Ma-ôe! Silvio Santos" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/04/13/a-caricatura-revela/lucao-ahmadine/' title='O bombástico Mahmoud Ahmadinejad'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/lucao-ahmadine-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O bombástico Mahmoud Ahmadinejad" title="O bombástico Mahmoud Ahmadinejad" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/04/13/a-caricatura-revela/lucao-bob/' title='O ícone Bob Marley'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/lucao-bob-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O ícone Bob Marley" title="O ícone Bob Marley" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/04/13/a-caricatura-revela/lucao-joe-louis/' title='Joe Louis'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/lucao-joe-louis-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Joe Louis" title="Joe Louis" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/04/13/a-caricatura-revela/lucao-fidel/' title='Fidel Castro'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/lucao-fidel-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Fidel Castro" title="Fidel Castro" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/04/13/a-caricatura-revela/lucao-phelps/' title='Michael Phelps'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/lucao-phelps-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Michael Phelps" title="Michael Phelps" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/04/13/a-caricatura-revela/lucao-breccia/' title='O cartunista e escritor Alberto Breccia'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/lucao-breccia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O cartunista e escritor Alberto Breccia" title="O cartunista e escritor Alberto Breccia" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/04/13/a-caricatura-revela/lucao-dilan/' title='Bob Dylan'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/lucao-dilan-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bob Dylan" title="Bob Dylan" /></a>

<hr />Referências:</p>
<p><a href="http://www.embap.pr.gov.br/arquivos/File/anais3/marilda_queluz.pdf" target="_blank">Artigo Artes Visuais: Espaços e Caminhos &#8220;Além do Cubo Branco&#8221;</a><a href="http://www.marcadefantasia.com/resenhas/livros/risoqueliberta.htm" target="_blank"><br />
</a><a href="http://tiagohoisel.cgsociety.org/gallery/" target="_blank">Caricaturas de autoria de Tiago  Hoisel</a><a href="http://www.marcadefantasia.com/resenhas/livros/risoqueliberta.htm" target="_blank"><br />
O Riso que Liberta</a><br />
<a href="http://lucasleibholz.blogspot.com" target="_blank">Blog de Lucas Leibholz</a></p>
<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=4.8" /></div><div>Rating: 4.8/<strong>5</strong> (4 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Eleições, design e psicologia</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/04/06/eleicoes-design-e-psicologia/</link>
		<comments>http://ouchmann.com/2010/04/06/eleicoes-design-e-psicologia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 22:39:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[ideologia]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Na época das eleições de 2006 deparei-me com uma aula de semiótica, teoria das cores e muita subliminariedade da revista VEJA, famosa por ser &#8220;direitêra&#8221;. Além da parcialidade política no texto, os editores da revista, àquela época, fizeram uso de algumas artimanhas do design para envolver os leitores conforme os preceitos da revista. A matéria [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=4.5" /></div><div>Rating: 4.5/<strong>5</strong> (4 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na época das eleições de 2006 deparei-me com uma aula de semiótica, teoria das cores e muita subliminariedade da revista VEJA, famosa por ser &#8220;direitêra&#8221;. Além da parcialidade política no texto, os editores da revista, àquela época, fizeram uso de algumas artimanhas do design para envolver os leitores conforme os preceitos da revista.</p>
<p>A matéria que me chamou a atenção foi a da capa. Revista VEJA ed. 1980 &#8211; ano 39, nº 43 (dia 1º de Novembro de 2006). &#8220;Dois Brasis depois do voto?&#8221;, precedendo as eleições daquele ano, mostrou muito bem do que somos expostos pela mídia. Não existe imparcialidade. Nem na Veja, nem na Carta Capital e nem em qualquer outra revista informativa. O que podemos fazer então? Talvez  tentar conhecer o máximo de tudo.</p>
<p><a href="http://veja.abril.com.br/011106/p_070.html" target="_blank"><img class="alignright size-full wp-image-1083" title="Clique na imagem para  acessar a matéria na íntegra (nova janela)" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/revistaVEJA-materia.jpg" alt="" width="300" height="195" /></a>Tá, vamos então ao que eu observei nessa matéria: A VEJA apoiou de forma silenciosa, mas quase que desesperada, Geraldo Alckmin. O grande título <strong>&#8220;ENTRE O AZUL E O VERMELHO&#8221;</strong> começa dizendo muito.</p>
<p>Conceitualmente + figurativamente:<br />
<strong><span style="color: #00ccff;">AZUL = PSDB = BOM = POSITIVO</span><br />
<span style="color: #ff0000;">VERMELHO = PT = RUIM = NEGATIVO</span></strong></p>
<p>Para entender como isso funciona é só pensar no seu saldo bancário.<a href="http://veja.abril.com.br/011106/p_070.html" target="_blank"><img class="alignright size-full wp-image-1085" title="Clique na imagem para  acessar a matéria na íntegra (nova janela)" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/revistaVEJA-detalhe.jpg" alt="" width="300" height="90" /></a> Quanto está ótimo, positivo, está AZUL. Caso contrário, VERMELHO. A relação aqui sugere o mesmo. A manchete que se segue ratifica esse ponto de vista:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em> &#8220;A tarefa do novo presidente será diminuir o fosso que separa o Brasil moderno do Brasil arcaico &#8220;</em>. Na imagem destacada ao lado tracei uma seta azul para &#8220;Brasil moderno&#8221; e outra vermelha em &#8220;Brasil arcaico&#8221;, explicitando a ligação implícita.</p>
<p>A aliança do AZUL para Alckmin e VERMELHO para Lula denuncia-se na primeira página, onde os <a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/revistaVEJA-geografia.jpg" target="_blank" rel="lightbox[1079]">pontos coloridos</a> informam onde cada candidato tem a preferência do eleitorado. Outro fator, que fortalece essa implícita preferência de VEJA à Alckmin em vez de Lula ou à imparcialidade, são suas fotos:</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1087" title="VEJA esses rostos" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/revistaVEJA-rostos.jpg" alt="" width="197" height="300" />Alckmin com feição serena, confiante, azul, acima de Lula, feição tensa, preocupada, vermelho na linha inferior.</p>
<p>Durante a matéria que segue por 9 páginas, há opiniões sobre a preferência entre um ou outro presidente que percorrem todo rodapé. Pessoas públicas e comuns emparelham seus pontos de vista a favor de seus candidatos.</p>
<p>Alckmin tem 10 pessoas públicas famosas ao seu favor. Atores, chef de cozinha, modelo e vj. Eles dividem sua preferência com engenheiros, advogados e empresários entre outras funções de maior destaque socioeconômico.</p>
<p>Lula tem 3 pessoas públicas famosas ao seu favor. A cantora Angela Ro Ro, o pugilista Popó e o ator Osmar Prado dividem preferência com uma maioria de vendedores, auxiliares de funções, porteiro, ambulante e outras ocupações de pouco destaque.</p>
<p>A leitura ocidental, ou seja, nossa leitura, se dá da esquerda pra direita e de cima para baixo. Levando isso em conta, o que fecha a matéria, última informação que nos é apresentada é a opinião do senhor Carlos dos Santos, ambulante do Pará de 55 anos, favorável a Lula.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>&#8220;Ele é um cara igual à gente. É bom ver ele lá no poder e saber que tem alguém, em Brasília, olhando pela gente. Ele criou o Bolsa Família, que ainda não recebo, mas, se Deus quiser, vou começar a receber.&#8221;</em></p>
<p>O que tudo isso tem a ver?<br />
É uma manipulação da VEJA? Depende.<br />
Essa matéria apresenta uma informação estatística. Nada que está escrito lá é mentira.<br />
Mas sua &#8220;<em>layoutação</em>&#8221; tenta expor uma escolha como certa e outra como errada.</p>
<p>Essa observação já tem quase 4 anos, foi próximo a eleição de 2006, mas os criativos da VEJA provavelmente já estão se aquecendo para as eleições deste ano.<br />
<a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/VEJA2010a.jpg" rel="lightbox[1079]"><img class="alignright size-medium wp-image-1092" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="O tucano alça voo (pg 56 e 57)" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/VEJA2010a-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Percebi em matéria na última VEJA (ed. 2159 &#8211; ano 43 &#8211; nº 14 &#8211; 7 de Abril de 2010), mais um jogo subliminar referente às próximas eleições majoritárias. Dessa vez com menos recursos visuais e talvez menos exposta que a matéria observada acima.</p>
<p>Nas páginas 56 e 57 um &#8220;Tucana alça voo&#8221;. Com foto única, ilustrando José Serra vitorioso e ovacionado pelas pessoas em sua volta, a matéria sintetiza a postura ética do pré-candidato em esperar até o momento certo para noticiar sua investida à presidência da República.<a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/VEJA2010b.jpg" rel="lightbox[1079]"><img class="alignright size-medium wp-image-1091" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="Prateleira Eleitoral  (pg 58 e 59)" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/VEJA2010b-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a> Já na página 58 e 59, através do título &#8220;Prateleira eleitoral&#8221;, a matéria conta com 3 fotos sendo a maior ilustrada por Dilma Rousseff sorrindo e todos os outros ministros, presidente e vice sob fisionomia séria e com olhares difusos e nas fotos menores, José Dirceu e Franklin Martins aparecem em instantes de visível preocupação.</p>
<p>Tudo isso indica que de imparcialidade a revista está longe. Estamos a alguns meses de distância das eleições. Até lá creio que a própria VEJA, como diversas outras revistas, irá utilizar da semiótica, cores, formas e todas as armas que o design e a psicologia dispõem em favor de suas concepções. Vai ser interessante acompanhar tudo isso.</p>
<p>Importante dizer que nada disso configura crime algum, mas julgo importante termos consciência do que nos atinge.</p>
<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=4.5" /></div><div>Rating: 4.5/<strong>5</strong> (4 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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