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	<title>Ouch!mann &#187; Ai minha cabeça!</title>
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	<description>Portfolio de Allan Altmann</description>
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		<title>Hoje morreu um grande amigo meu</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 20:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ai minha cabeça!]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Abro este espaço para expressar o meu profundo agradecimento pela parceria de quase seis anos. Companheiro nos bate-papos entre amigos, família, para os negócios e nas mensagens entre minhas namoradas, ele foi fiel e sempre disposto a flagrar &#8211; em vídeo ou fotos &#8211; as terras desse mundo inteiro. É&#8230; meu querido Sony Ericsson W810i&#8230; [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=4.5" /></div><div>Rating: 4.5/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Abro este espaço para expressar o meu profundo agradecimento pela parceria de quase seis anos.</p>
<p>Companheiro nos bate-papos entre amigos, família, para os negócios e nas mensagens entre minhas namoradas, ele foi fiel e sempre disposto a flagrar &#8211; em vídeo ou fotos &#8211; as terras desse mundo inteiro.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1369" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="RIP" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/rip.jpg" alt="" width="570" height="348" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1358" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="San Pedro de Atacama" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/sanpedro-atacama.png" alt="" width="300" height="261" />É&#8230; meu querido Sony Ericsson W810i&#8230; você foi muito mais que um simples celular, você foi um grande parceiro.</p>
<p>Lembro-me bem do dia em que você viu, comigo, o lançamento do sensacional iPhone, da Apple. Você me olhou com ciúmes, deu um sinal vibratório de insegurança, percebeu meu entusiasmo com aquela novidade recém lançada.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1356" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Agência PROP/" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/prop.png" alt="" width="250" height="247" />Mas provei pra você que seu &#8220;sentimento&#8221; era equivocado. Provei que era de VOCÊ que eu gostava. VOCÊ me fazia feliz. Eu poderia comprar um iPhone, mas era com o SEU fone intra-auricular que eu destruia a sonzera bem pertinho do meu cérebro. Foram únicas as caminhadas ao som de AIR ou as corridas ao som de Slayer.</p>
<p>E como rimos juntos&#8230; ah.. tantos momentos. Ao passar trotes, ao receber trotes. Contigo ganhei casas, carros e muito dinheiro via SMS. Também fui convidado para festas ou orientado a olhar pra direita pra encontrar a galera no bar lotado. Foi por meio de SEU alto falante que alguém disse ter sequestrado meu filho, mas não sou pai! Ahh como rimos.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1354" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Poker cos amigos" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/poker.png" alt="" width="300" height="262" />Você curtiu absolutamente cada minuto do show do Radiohead em São Paulo. Sua tela brilhava ao ver o Kraftwerk no palco. Você tinha que ver como você tremia na mão do Lucas ao dar de frente com o Rivaldo e todo o time do São Paulo, no mesmo voo da gente! Com o Pacheco, conhecemos juntos a Ellen Rocche. Na casa do Fábio e do Jorge viramos madrugadas bebendo, conversando e jogando poker. Você sempre esteve lá, registrando tudo na hora que eu quisesse, sem reclamar.</p>
<p>Mas você não foi só festeiro, foi muito trabalhador também. Quando ainda jovem, sua bateria levava 7 dias em stand by para terminar. Ao ouvir música comigo, quase 4h ininterruptas. <img class="alignleft size-full wp-image-1351" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Ellen Rocche" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/ellenrocche.png" alt="" width="300" height="261" />Você me alertou de compromissos que não lembrei. Fazia questão de me dizer quando alguém da agenda fazia aniversário. Me divertiu com seus joguinhos toscos. Até cronometrava as minhas corridas em torno do Lago Municipal. Você me ajudou a não me incomodar com o ronco do meu pai. Me distraiu quando viajamos de ônibus e aquela criançada toda escolhia para chorar ao mesmo tempo.</p>
<p>E você rodou o mundo!<br />
Comprei um chip SD de 4GB para que nossas experiências em nossas viagens pudessem ser guardadas por mais tempo. Me dói o coração lembrar daquele seu interesse em olhar as meninas em Praga, naquele lindo verão europeu. Aqueles shortinhos curtos expondo aquelas lindas coxas&#8230; e você lá, virado para elas gravando com a qualidade VGA 320&#215;240 pixels que só você podia me oferecer.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1355" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Praga e &quot;seus&quot; shortinhos de verão." src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/praga.png" alt="" width="339" height="300" />Não me esqueci da vez que lhe derrubei no chão de uma indústria que visitávamos na Alemanha e você, talvez assustado, talvez irritado, se escondeu embaixo de uma mesa. Ah.. como foi difícil lhe convencer a voltar às minhas mãos.</p>
<p>E foi também na Alemanha que você quase morreu pela primeira vez!<br />
Ao conhecer uma daquelas máquinas de tomografia, cheguei perto contigo no bolso. Lembro do terror que senti ao vê-lo apagado repentinamente, achando que havia partido para sempre. Após intensa &#8220;respiração boca-a-boca&#8221; no botão ON/OFF, você voltou. Novo, sem ter sofrido um arranhão sequer. E assim você seguiu, por muito tempo em frente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Indústria Tomovations" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/Tomovations-site.jpg" alt="" width="500" height="500" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1357" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Rivaldo" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/rivaldo.png" alt="" width="300" height="267" />Mas como tudo na vida tem um fim. Hoje foi o seu. Seis anos meu caro.. foram-se seis anos. Só posso dizer uma coisa: foi muito bom enquanto durou.</p>
<p>Próximo! <img src='http://ouchmann.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Todas as imagens e videos foram captados pelo Sony Ericsson w810i em datas que vão desde final de 2006 até 2011, quando ele &#8220;veio a falecer&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>

<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/rip/' title='rip'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/rip-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="rip" title="rip" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/tomovations-site/' title='Indústria Tomovations'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/Tomovations-site-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Indústria Tomovations" title="Indústria Tomovations" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/sanpedro-atacama/' title='San Pedro de Atacama'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/sanpedro-atacama-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="San Pedro de Atacama" title="San Pedro de Atacama" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/prop/' title='Agência PROP/'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/prop-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Agência PROP/" title="Agência PROP/" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/poker/' title='Poker cos amigos'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/poker-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Poker cos amigos" title="Poker cos amigos" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/estrela10/' title='Estrela10'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/estrela10-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Estrela10" title="Estrela10" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/ellenrocche/' title='Ellen Rocche'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/ellenrocche-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Ellen Rocche" title="Ellen Rocche" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/brandemburgo-site/' title='Portal de Brandemburgo'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/brandemburgo-site-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Portal de Brandemburgo" title="Portal de Brandemburgo" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/praga/' title='Praga e &quot;seus&quot; shortinhos de verão.'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/praga-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Praga e &quot;seus&quot; shortinhos de verão." title="Praga e &quot;seus&quot; shortinhos de verão." /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/rivaldo/' title='Rivaldo'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/rivaldo-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Rivaldo" title="Rivaldo" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/sonyw810/' title='O xodó: Sony Ericsson w810i'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/sonyw810-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O xodó: Sony Ericsson w810i" title="O xodó: Sony Ericsson w810i" /></a>

<p>&nbsp;</p>
<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td align="center"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/LgyLIQ0UGSU?hl=pt&amp;fs=1" frameborder="0" width="290" height="220"></iframe></td>
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</tr>
<tr>
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</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>As pessoas são uma viagem</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 03:21:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ai minha cabeça!]]></category>
		<category><![CDATA[Experiências]]></category>
		<category><![CDATA[américa do sul]]></category>
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		<description><![CDATA[Viajei com a família entre o Natal e Ano Novo (2010-11). Fomos, de carro, até o &#8220;Fin del Mundo&#8221;. Passamos por lugares extraordinários desde os Pampas, passando pelos Andes até chegar à Patagônia. Ushuaia, a cidade mais austral do mundo, era o objetivo, mas o quente mesmo foram as geleiras colossais do Parque dos Glaciares, [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (1 vote cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viajei com a família entre o Natal e Ano Novo (2010-11). Fomos, de carro, até o &#8220;Fin del Mundo&#8221;. Passamos por lugares extraordinários desde os Pampas, passando pelos Andes até chegar à Patagônia. Ushuaia, a cidade mais austral do mundo, era o objetivo, mas o quente mesmo foram as geleiras colossais do Parque dos Glaciares, a beleza romântica do Parque Torres del Paine e a escalada ao vulcão Villarrica em Pucón, no Chile.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1338" title="Familia Altmann" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/DSC01584.jpg" alt="" width="600" height="343" /></p>
<p>Só que este post não se refere aos lugares e sim ao francês, ao maliano (natural de Mali), ao chileno, a um casal de alemães e aos aventureiros paulistas que encontrei entre os 12.500km que rodamos.</p>
<h2><a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=642219559#!/profile.php?id=717606598" target="_blank"><strong>Benoit Duchateau-Arminjon</strong></a></h2>
<p>O dia era 7 de janeiro de 2011. Estávamos em El Calafate, cidade a 80km do Parque dos Glaciares, sul da Argentina. Fazíamos um passeio em um catamarã pelo Lago Argentino, curtindo o visual e os glaciares.</p>
<p>Logo no início da manhã, um rapaz meio atordoado, sozinho, sentou-se em nossa mesa. Largou a mochila e simplesmente desabou sobre os próprios braços &#8211; daquela mesma forma que fazíamos no colégio, durante a primeira aula de segunda-feira.</p>
<p>O barco seguiu pelo lago e ao passo que o cenário ficava cada vez mais deslumbrante, os icebergs chegando perto e as paredes dos glaciares se agigantando à nossa frente&#8230; lá estava o cara, dormindo. Percebi que em determinado momento, com o barco parado bem próximo às geleiras, ele foi até o <a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/navio.jpg" rel="lightbox[1303]">convés*</a>, próximo à <a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/navio.jpg" rel="lightbox[1303]">proa*</a>. Só que lá, ele se sentou encostado no limite da <a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/navio.jpg" rel="lightbox[1303]">ponte*</a> e dormiu de novo.</p>
<p>Voltou então para o interior do catamarã e&#8230; caiu no sono mais uma vez. Nisso já comentávamos: &#8220;poxa, o cara paga uma grana para fazer esse passeio e só dorme!&#8221; ou &#8220;encheu a cara ontem e agora nem faz ideia do que está perdendo&#8230;&#8221; e por aí foi.</p>
<p>Ao final do passeio, mais descansado, o sujeito levantou o tronco e abriu os olhos. Quando voltei à nossa mesa, minha irmã exclamou: &#8220;Vem cá, ele fala francês!&#8221; (captamos o momento em video!). Nesse momento me sentei à sua frente e comecei a usar  os 25,87% de francês que eu domino.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/j0KVQntj7aI" frameborder="0" width="600" height="450"></iframe></p>
<p>Benoit Duchateau-Arminjon nasceu em Savoie, na França. Após largar o emprego na administração da gigante rede de hotéis, Accor &#8211; em Bangkok (Tailândia) -, foi para Phnom Penh, capital do Camboja. Lá ele testemunhou as consequência do fim da ditadura de Pol Pot (1989) e deu início à fundação &#8220;<a title="Krousar Thmey" href="http://www.krousar-thmey.org/e/index.html" target="_blank">Krousar Thmey</a>&#8220;, que significa <em>Nova Família</em> na língua Khmer (Camboja).</p>
<p>Resumindo, mais de 3,5 mil crianças cambojanas já foram auxiliadas pelo trabalho de Benoit. Desde meninas que se prostituiam nas ruas até o ensino de braile em Khmer. Enfim, um trabalho devidamente reconhecido pela  JCI Internacional e Unesco. Não de graça, Benoit é reconhecido como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_The_Outstanding_Young_Persons_of_the_World" target="_blank">&#8220;um dos jovens mais extraordinários do mundo&#8221;</a>.</p>
<p>Hoje, aos 46 anos, vive da renda de dois hotéis que tem em Phnom Penh e mora em Buenos Aires. Como mostra no video, fala seis línguas e é uma figura muito simpática e amistosa. É uma honra tê-lo encontrado.</p>
<h2>Karim Diarra</h2>
<p>Em um momento de descontração, olhando fotos e conversando numa área aberta do hostel em El Calafate, passou por mim um sujeito alto e de pele bem negra. Pensei no mesmo instante: &#8220;que bacana, um turista africano&#8221;. Até então nunca havia encontrado turistas africanos em nossas viagens.</p>
<p>Comecei a encontrá-lo com frequência. Então descobri: Karim, natural do Mali, trabalha no hostel.</p>
<p>O que fazia aquele cara em El Calafate, na Argentina? Karim sempre sonhou em estudar jornalismo, mas como ele mesmo me contou, no Mali você não estuda o que quer. É o que o governo manda. E ele precisou estudar Medicina Veterinária. Desiludido com as perspectivas, foi para a Argélia, depois Tunísia, seguiu para a Espanha &#8211; na época da bolha econômica &#8211; depois tentou a vida em São Paulo até que finalmente pousou em El Calafate.</p>
<p>Casou-se com uma argentina e tem dois filhos. Além de trabalhar como &#8220;faz tudo&#8221; no hostel Las Cabañitas, Karim também dá aulas de inglês e francês. E isso é outra curiosidade bacana. Além das duas línguas, você pode se comunicar com ele em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_bambara" target="_blank">bambara</a>, dioula (ambos dialetos africanos), árabe, espanhol e &#8220;portunhol&#8221; (veja no video). O cara é extremamente educado, simpático e solícito.</p>
<p><center><iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/uTBpcX9Ob2A" frameborder="0" width="600" height="350"></iframe></center>&nbsp;</p>
<h2>Joel, Johannes e Catherine</h2>
<p>O primeiro, chileno nascido em Temuco (região do terremoto do início deste ano) é guia em Pucón. Joel trabalha numa agência de turismo da cidade e sobe e desce o vulcão Villarrica &#8220;só&#8221; todos os dias. São quase três quilômetros de altura alcançados em 5h com uma mochila abastecida de equipamentos e alimentos, talvez uns 6kg ou 7kg. Por isso sua paciência e simpatia me chamaram a atenção.</p>
<p>Os dois seguintes são alemães de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Heidelberg" target="_blank">Heidelberg</a>. Johannes acaba de se formar em Arquitetura e Catherine em Psicologia. Ele, gente boa e ela uma graça! Os dois namorados tiraram por volta de três meses para rodar a América do Sul. Além da língua materna, ele fala muito bem espanhol e inglês e ela apenas o inglês. No cume do vulcão eles me pediram dicas de lugares para conhecer no Brasil. Mas queriam saber de lugares bacanas e menos célebres. Eu procurei na memória naquele momento algum lugar que pudesse ser interessante. Apenas lembrei de Jericoacoara e Búzios, mas um israelense que ouvia nossa conversa comentou de Campos do Jordão, porque um familiar dele já havia conhecido e recomendado.</p>
<p><center><iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/lEZJFDmPXhI" frameborder="0" width="600" height="350"></iframe></center><br />
&nbsp;</p>
<h2><a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=642219559#!/profile.php?id=699961414" target="_blank">Ducila</a> e <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=642219559#!/profile.php?id=100001098337456" target="_blank">Luiz</a></h2>
<p>Uma pena ter tido tão pouco tempo para conhecer esses dois aí. Eles chegaram a El Calafate na noite que precedeu nossa partida. Adeptos de turismo de aventura, os dois são bastante rodados já. Ela teve a oportunidade de ficar 20 dias em Israel e ele já conheceu os Andes lá em cima, no Equador.</p>
<p>Infelizmente os dois não tiveram a mesma sorte que eu. Explico:<br />
Antes de ir pra El Calafate, estive em Torres del Paine (Chile). Dois dias após minha partida de El Calafate, já seguindo de volta para o Brasil (faltavam ainda 4.000km mas enfim&#8230;), Ducila e Luiz foram para Puerto Natales, para curtir as famosas Torres del Paine. Chegando lá, <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1410986-7823-TURISTAS+BRASILEIROS+ESTAO+PRESOS+NO+CHILE+POR+CAUSA+DE+GREVE,00.html" target="_blank">a greve dos chilenos já havia começado</a>.</p>
<p>Foram cinco dias presos, com todos os mercados, transportes e saídas da cidade fechadas por manifestantes. Como ela mesmo conta: &#8220;Eu já estava angustiada por ficar lá, então resolvi ir a pé até o Rio Turbio (30km de Puerto Natales). O Luiz e um casal de americanos concordou em fazer essa loucura. Chegou um momento que a mochila parecia ter 100kg. Após caminhar uns cinco quilômetros, uma van furou o bloqueio e deu carona para gente. Nem acreditamos! Havia mais de 100 pessoas na estrada tentando chegar ao Rio Turbio! Depois de muito penar, chegamos a El Calafate. Por sorte conseguimos um quarto de hotel, pois todas as cidades argentinas ao redor estavam congestionadas devido a greve chilena. Passei muito mal de ansiedade. Enfim, não conseguimos fazer a viagem que gostaríamos, mas voltamos sãos e salvos a São Paulo.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1344" title="A gente, com o Luiz e a Ducila" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/ducila-e-luiz.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
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		<title>Teoria das &#8220;Janelas Partidas&#8221;</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/08/14/teoria-das-janelas-partidas/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 18:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[teoria das janelas partidas]]></category>
		<category><![CDATA[vandalismo]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou dois veículos abandonados na via pública, dois carros iguais, da mesma marca, modelo e até cor. Um foi deixado no bairro do Bronx, uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de <strong>psicologia social</strong>. Deixou dois veículos abandonados na via pública, dois carros iguais, da mesma marca, modelo e até cor. Um foi deixado no bairro do Bronx, uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma área rica e tranquila da Califórnia. Dois carros iguais abandonados, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada lugar.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1280" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Vandalismo" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/AB08673-e1281811725773.jpg" alt="" width="250" height="250" />Resultou que o carro abandonado no Bronx começou a ser vandalizado em poucas horas.   Perdeu as janelas, o motor, os espelhos, o rádio etc.   Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar foi destruído. Contrariamente, o veículo abandonado em Palo Alto manteve-se intacto.</p>
<p>É comum atribuir à pobreza as causas dos furtos. Essa atribuição coincide com posições ideológicas mais conservadoras.   Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando o carro abandonado no Bronx já estava desfeito e o de Palo Alto estava há uma semana impecável, <strong>os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto</strong>.</p>
<p>O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por que o vidro partido no veículo abandonado, num bairro supostamente seguro, foi capaz de disparar todo um processo de delitos?</p>
<h4><strong><span style="text-decoration: underline;">Não se trata de pobreza</span></strong>.</h4>
<p>Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais. Um vidro quebrado num carro abandonado transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência. Como a ausência de lei, normas ou regras, um verdadeiro &#8220;vale tudo&#8221;.  Cada novo ataque que o veículo sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.</p>
<p>Em experiências posteriores, James Q. Wilson e George Kelling  desenvolveram a <em>&#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_Janelas_Partidas" target="_blank">Teoria das Janelas Partidas</a>&#8220;</em>. De um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o <span style="text-decoration: underline;">descuido</span>, a <span style="text-decoration: underline;">sujeira</span>, a <span style="text-decoration: underline;">desordem</span> e o <span style="text-decoration: underline;">maltrato</span> são maiores.</p>
<p>Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão quebrados todos os demais.   Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali nascerá o crime. Se se cometem &#8220;pequenas faltas&#8221; (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as  mesmas não são punidas, então começam as faltas maiores e logo crimes cada vez mais graves.  Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças,  o desenvolvimento da violência será maior quando elas forem adultas.</p>
<p>Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são  progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por medo de gangues e drogados), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.</p>
<p>A <em>Teoria das Janelas Partidas</em> foi aplicada pela primeira vez por volta da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: grafites deteriorando o lugar, sujeira das estacões, recolhimento de bêbados, golpes ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens.   Os  resultados foram evidentes.   Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1278" title="Rudolph Giuliani" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/giuliani.jpg" alt="" width="250" height="250" />Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de <em>&#8220;Tolerância Zero&#8221;</em>.</p>
<p>A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.</p>
<p>A expressão &#8220;Tolerância Zero&#8221; soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança.    Não se trata de linchar o delinquente e nem da prepotência e excessos da polícia. A respeito dos abusos de autoridade deve-se também aplicar a tolerância zero.</p>
<h4><strong>Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas  tolerância zero em relação ao próprio delito. </strong>Trata-se de criar uma cidade limpa, ordenada, respeitosa da lei e dos códigos básicos para uma convivência social humana.</h4>
<p><Br></p>
<p style="text-align: right;"><em>Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.&#8221;<br />
</em>Fernando Pessoa</p>
<hr />
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		<title>Os outros de nós mesmos</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/07/05/os-outros-de-nos-mesmos/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 03:05:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Mário Sérgio Cortella]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[A ética é, antes de mais nada, a capacidade de protegermos a dignidade da vida coletiva. Afinal de contas, nós, homens e mulheres, vivemos juntos. Aliás, para seres humanos, não existe vivência, existe apenas convivência. Nós só somos humanos com outros humanos. A nossa humanidade é compartilhada. Ser humano é ser junto. Isso significa que [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (1 vote cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } -->A ética é, antes de mais nada, a capacidade de protegermos a dignidade da vida coletiva. Afinal de contas, nós, homens e mulheres, vivemos juntos. Aliás, para seres humanos, não existe vivência, existe apenas convivência. Nós só somos humanos com outros humanos. A nossa humanidade é compartilhada. Ser humano é ser junto. Isso significa que é preciso que saibamos que a nossa convivência exige uma noção especial da nossa igualdade de existência, o que nos obriga a afastar do ponto de partida qualquer forma de arrogância.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1224" title="Os outros de nós mesmos" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/Untitled-1.jpg" alt="" width="571" height="348" /></p>
<p>Gente arrogante é gente que acha que já sabe, repitamos. Gente arrogante é gente que acha que já conhece. Gente arrogante é gente que acha que ela é o único tipo de ser humano válido que existe. Gente arrogante se relaciona com o outro – por conta do dinheiro que carrega, por conta do nível de escolaridade, por conta do sotaque que usa – como se o outro não fosse outro. Fosse menos.</p>
<p>Isso apequena a vida e apequena a alma, se se entender a alma como sua identidade.</p>
<p>Gente arrogante é incapaz de prestar atenção. Você está dialogando com o arrogante, ele não presta atenção no que você está falando. Ele fica pensando enquanto você fala. Ele não quer nem saber o que você está falando. Ele só está esperando você parar para ele continuar falando. O arrogante esquece uma frase do grande teólogo catarinense Leonardo Boff, que diz que “um ponto de vista é a vista a partir de um ponto”. A ética, entre outras coisas, nos obriga a perceber essa multiplicidade de pontos de vista. O arrogante acha que só tem um ponto de vista que vale: o dele.</p>
<p>Afinal, quem são os outros de nós mesmos? O mesmo que nós somos para os outros, ou seja, outros. A arrogância é uma coisa absolutamente complicada para isso, porque ela acaba marcando alguém pela incapacidade de ter a visão de alteridade.</p>
<p>Só é possível falar numa ética que promova a vida digna coletiva se eu for capaz de olhar o outro como outro, e não como estranho. Aliás, é necessário afastar qualquer forma de arrogância, porque coloca essa condição negativa: su-porque só exista um jeito de ser. E a fratura ética se origina, em grande parte, da arrogância e da ganância.</p>
<p><img class="alignright size-full  wp-image-1221" title="Mário Sérgio   Cortella" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/mariosergiocortella3.jpg" alt="" width="299" height="370" />Não confunda ambição com ganância. A ambição faz a humanidade crescer, a ganância faz a humanidade regredir. Ambiciosa é a pessoa que quer mais, gananciosa é a pessoa que só quer para si. A humanidade cresce porque as pessoas são ambiciosas, querem mais trabalho, mais lucratividade, mais conhecimento. A ganância, junto com a arrogância, são mecanismos de apodrecimento ético. Nós, humanos, somos um animal arrogante. Tão arrogantes que achamos que somos proprietários do planeta. Não somos. Somos usuários compartilhantes. Quais foram os animais mais poderosos do planeta antes de nós? Os dinossauros. Dominaram o planeta por 110 milhões de anos. Nós estamos dominando há 40 mil anos e estamos achando que podemos fazer qualquer coisa.</p>
<p>Aliás, para cada humano no planeta há sete bilhões de insetos. Já imaginou se, para entender o que estamos fazendo com o planeta partilhado, hoje à noite só os seus vierem lhe visitar?</p>
<p>Trecho retirado e adaptado do livro &#8220;<a href="http://www.fnac.com.br/qual-e-a-tua-obra-inquietacoes-propositivas-sobre-a-etica-lideranca-e-gestao-FNAC,,livro-444015-2122.html?cmp=_&amp;cat=Livro&amp;sub=Lideran%C3%A7a-e-RH&amp;prd=QUAL-%C3%89-A-TUA-OBRA?-INQUIETA%C3%87%C3%95ES-PROPOSITIVAS-SOBRE-A-%C3%89TICA,-LIDERAN%C3%87A-E-GEST%C3%83O" target="_blank">Qual é a tua obra?</a>&#8221; de Mário Sérgio Cortella.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.skoob.com.br/ad/cc/1/1/1/?pub=http://www.skoob.com.br/promocao/codigo/181017"><img src="http://www.skoob.com.br/img/promocao/11280777319.gif" alt="" width="460" height="68" /></a></p>
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		<title>Big Criticados Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 18:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[big brother]]></category>
		<category><![CDATA[entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[A sociedade é dividida em tribos e essas tribos são facilmente identificadas através de seus adereços. Se eu pedir para que você imagine um grande fã de música sertaneja, a bota, a fivelona da cinta e o chapéu são imagens recorrentes. Se a figura a ser imaginada for grande fã de heavy metal o cabelo [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=4.7" /></div><div>Rating: 4.7/<strong>5</strong> (6 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sociedade é dividida em tribos e essas tribos são facilmente identificadas através de seus adereços. Se eu pedir para que você imagine um grande fã de música sertaneja, a bota, a fivelona da cinta e o chapéu são imagens recorrentes. Se a figura a ser imaginada for grande fã de <em>heavy metal</em> o cabelo comprido e as roupas pretas são uma constante. Isso é indiscutível, certo?</p>
<p><a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/big_brother_brasil_2.jpg" rel="lightbox[1056]"><img class="alignright size-medium wp-image-1064" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="&quot;Ai Bial!&quot;" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/big_brother_brasil_2-300x191.jpg" alt="" width="300" height="191" /></a>Pensar dessa forma é um ótimo atalho para o preconceito. No último Big Brother da Globo, os participantes foram enquadrados em determinadas tribos, definições e alcunhas que eu particularmente não concordo. Sugestões para conclusões do tipo:  &#8221;Se for sarado não tem cabeça e vice-versa&#8221;. Bastante simplista por sinal.</p>
<p>Coisa parecida eu comecei a perceber nas rodas de amigos abastecidas de filosofia de boteco. &#8220;Eu não assisto Big Brother, tenho mais o que fazer&#8221; ou &#8220;Big Brother emburrece!&#8221; são refrões comuns entre várias pessoas. Mas por quê? Por que essa repulsão sistemática ao programa?</p>
<p>É bastante curioso como o Big Brother (especificamente o Big Brother) gera esse tipo de reação de alguns. Ocasionalmente esse comentário é utilizado para quem assiste  novelas, mas quando se trata do Big Brother (nada mais que outra novela em meu ponto de vista) a crítica é sempre incisiva e contundente. Ultimamente só deu isso na mídia. Emissoras concorrentes à Globo comentaram o programa, no Twitter quase todo mundo deu pitaco, blogs e sites de notícias estampavam algum artigo, matéria ou enquete sobre o jogo.</p>
<p>A alusão às tribos, no primeiro parágrafo, entra em paralelo com a imagem que essas pessoas fazem de quem assiste o Big Brother. Não entendeu? Todo cabeludo é metaleiro da mesma forma que quem assiste o Big Brother é inculto. Subliminarmente é isso que quem utiliza as expressões citadas acima quer dizer.</p>
<p>&#8220;Eu não assisto Big Brother porque tenho mais o que fazer&#8221;. Alguém DEIXOU de fazer alguma coisa para assistir o programa? Provavelmente, mas sem dúvida que foram poucos. Alguém que não é da família dos participantes assinou o Pay-per-view? Sem dúvida, certamente poucos. A impressão que tenho desse tipo de crítica é que a pessoa deseja impor uma imagem superior, quase erudita.</p>
<p><em>&#8220;Você viu a treta no Big Brother ontem?&#8221;<br />
&#8220;Não, eu não assisto e nem vou assistir.&#8221;<br />
&#8220;Por quê?&#8221;<br />
&#8220;Estou lendo James Joyce.&#8221;</em></p>
<p>Ou&#8230;</p>
<p><em>&#8220;Quem você acha que sai hoje?&#8221;<br />
&#8220;Não assisto Big Brother&#8221;<br />
&#8220;Por quê?<br />
&#8220;Estou estudando para ser diplomata e não posso perder tempo&#8221;.</em></p>
<p>Entenda, por mais que pareça, não estou defendendo ou incentivando a audiência ao programa. Só acredito que ele é como qualquer outra forma de entretenimento. Ou qual seria a diferença entre Big Brother Brasil e o famoso seriado &#8220;Two and a Half Men&#8221;? Qual a diferença entre assistir Big Brother e jogar videogame, ou até mesmo em assistir um jogo de futebol?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1065" title="É faaaalttaaa!!!!" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/futebol-e1270058379136.jpg" alt="" width="174" height="200" /><img class="alignnone size-full wp-image-1066" title="Assassina!!" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/novela-e1270057997516.jpg" alt="" width="199" height="200" /><img class="alignnone size-full wp-image-1067" title="Radouken!" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/videogame-e1270058592793.jpg" alt="" width="210" height="200" /></p>
<p>Pra mim, diferença alguma. Claro que você pode pensar: &#8220;Mas Two and a Half Men é muito melhor que Big Brother!&#8221; Tudo bem, é sua opinião e deve ser respeitada. Só que no final das contas é tudo entretenimento.</p>
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		<title>Fim da novela Isabella Nardoni</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/03/29/fim-da-novela-isabella/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 22:55:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[caso Isabella]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[É comum determinados crimes serem transformados em novelas pelos telejornais das emissoras brasileiras. Não creio que esse seja um fenômeno exclusivo nosso, mas sem dúvida a busca por audiência é sempre maior que a busca por justiça. João Hélio, Isabella e Eloá são exemplos recentes deste fenômeno jornalístico. Depois da semana de julgamento do casal [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="270" height="200" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/8mEVEAmMffc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="270" height="200" src="http://www.youtube.com/v/8mEVEAmMffc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>É comum determinados crimes serem transformados em novelas pelos telejornais das emissoras brasileiras. Não creio que esse seja um fenômeno exclusivo nosso, mas sem dúvida a busca por audiência é sempre maior que a busca por justiça. João Hélio, Isabella e Eloá são exemplos recentes deste fenômeno jornalístico.</p>
<p>Depois da semana de julgamento do casal Nardoni e de perceber as reações populares acerca do fato comecei a refletir muito sobre a responsabilidade do jornalismo. Não posso afirmar o porquê, mas cada vez mais o entretenimento nos envolve onde quer que estejamos. A notícia em si está virando um produto ampliado. Os telejornais, além de informar, passaram a ser revistas televisivas reforçando algo que tenho dito: &#8220;O jornal, hoje, é novela antes da novela.&#8221;</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1041" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Revista VEJA" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/capa_veja_nardoni-e1269922160960.jpg" alt="" width="200" height="258" />A &#8220;novela&#8221; Isabella só faltou ser transmitida em 3D. Há 2 anos o episódio brasileiro de CSI tinha início. Hoje, com o julgamento do casal Nardoni as atenções populares se assemelham ao último capítulo de uma bem escrita &#8220;novela das 8&#8243;, mas com um grande diferencial de entretenimento. A interação.</p>
<p>Além das inúmeras enquetes pela internet, gente do Brasil todo se enfileirou em frente ao Fórum de Santana para acompanhar o desfecho da história <em>in loco</em>. A imagem de um desempregado de Brasília me chamou muito a atenção. Ele optou ir para São Paulo acompanhar o julgamento. Não quero julgar a opção do cidadão, que é livre, mas sim ilustrar as consequências do valor que a mídia deu a este caso. Outras imagens me chamaram a atenção, como as agressões ao advogado de defesa do casal, flagradas no video abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="570" height="420" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/yX0vsmBWTVU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="570" height="420" src="http://www.youtube.com/v/yX0vsmBWTVU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">E também o de uma mulher que, com uma criança no colo, tenta agredir outro popular que não compartilha da opinião da maioria e, com mensagens escritas em uma folha de caderno, chama a atenção para o prejulgamento e senso comum.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignleft size-full wp-image-1043" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Veja - Isabella Nardoni" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/capaVejaNardoni-e1269922372663.jpg" alt="" width="250" height="322" />O caso foi polêmico e complicado. Existiam fortes indícios de os réus serem os assassinos, mas as provas eram inconclusivas. A polícia provavelmente estragou algumas delas (8 policiais entraram no apartamento no dia do crime) e talvez por isso influenciou o quanto pôde para condenar os suspeitos.</p>
<p style="text-align: left;">Com tudo isso não quero concluir que acho que o casal deveria ser absolvido, mas discutir a responsabilidade do jornalismo que vem condenando o casal há 2 anos. Em vez de manter a dúvida de uma história inconclusiva, a mídia elegeu previamente os vilões, influenciou toda opinião pública e o promotor Cembranelli ganhou o status de mocinho.</p>
<p style="text-align: left;">A comemoração com o sentenciamento do casal, como a vitória em uma final de Copa do Mundo, com direito a fogos e carreatas mostra tamanho desvirtuamento que sofreu o caso. A tentativa de agressão ao advogado de defesa e mais tarde dos sentenciados nas suas saídas do Fórum prova o quanto ainda nos falta civilidade.</p>
<p style="text-align: left;">A corrupção mensal<span style="color: #993300;">ão</span> de nossos comandantes políticos mata indiretamente muitas Isabellas por ano, mas como isso não sensibiliza, não produz reações a altura do que os Nardoni provavelmente fizeram.</p>
<p style="text-align: left;">Agora veja o video abaixo. É do julgamento de uma indiana:</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="570" height="420" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_4TvPx6Pt8M&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="570" height="420" src="http://www.youtube.com/v/_4TvPx6Pt8M&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">O que você sentiu ao assistir esse video? Além de repulsa, eu pensei: &#8220;Que absurdo, que primitivo!&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">O primitivismo dessa cena eu comparo às reações populares e suas comemorações com o fim do julgamento da &#8220;novela Isabella&#8221;.</p>
<hr />Eis um ótimo post sobre o que também penso:<br />
<a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2738145-EI6584,00.html" target="_blank">Opinião do antropólogo e professor da Universidade Federal da Bahia, Roberto Albergaria</a></p>
<hr />
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F03%2F29%2Ffim-da-novela-isabella%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>Reflexão ao volante</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/03/22/reflexao-ao-volante/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 19:27:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre comparei o funcionamento do trânsito real com o de um jogo de videogame. Penso até que, antes de entregar a carteira de motorista para um novato, colocassem-no a prova em um jogo qualquer como Enduro do Atari, por exemplo. Geralmente quando a pessoa joga, a atenção dela fica na tela. É um belo exercício. [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (7 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre comparei o funcionamento do trânsito real com o de um jogo de videogame. Penso até que, antes de entregar a carteira de motorista para um novato, colocassem-no a prova em um jogo qualquer como Enduro do Atari, por exemplo. Geralmente quando a pessoa joga, a atenção dela fica na tela. É um belo exercício. A mãe pode chamar pra almoçar, a irmã pode gritar que quer assistir TV&#8230; não importa, sua atenção está fixa na tela, você não quer bater o carro.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="575" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="center" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Lbi42O_gyso&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="575" height="300" src="http://www.youtube.com/v/Lbi42O_gyso&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" align="center"></embed></object></p>
<p>Voltando ontem de Londrina comecei a reparar no trânsito da estrada e relaciono abaixo algumas observações:</p>
<h5>Poder, educação e consciência</h5>
<p><img class="alignright size-full wp-image-999" title="Reflexão ao volante" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/reflexaoVolante3.jpg" alt="" width="300" height="187" />É certo que generalizar é errado, mas por que constato cada vez mais que quem anda em carro caro geralmente dirige mal pra caramba? Pra mim, isso é um contrassenso. Convenhamos; quem anda num carro avaliado em mais de R$ 100mil deve ter sucesso profissional ou determinado poder, não é? Imagino que quem teve um bom berço e oportunidade de estudar devesse dar exemplo de educação na padaria e também na estrada.</p>
<p>Ou será que o poder dá à pessoa inevitável petulância? Ao ver aqueles Audis e BMWs ultrapassando em faixa contínua e certamente a mais de 150km/h, imagino a pose de seus motoristas proferindo a famosa questão: &#8220;Você sabe com quem está falando?&#8221;</p>
<h5>Luz alta</h5>
<p><img class="alignright size-full wp-image-998" title="&quot;Báxa a luz!!&quot;" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/reflexaoVolante2.jpg" alt="" width="300" height="252" />Sem hesitar posso dizer que você odeia luz alta na cara, certo? Ela é chata quando vem em direção oposta a nossa visão. De noite então, quando precisamos de 100% da nossa luz para ver para onde estamos indo a luz alta vindo em mão oposta, além de incomodar, compromete de alguma forma nossa segurança.</p>
<p>Sempre que viajo a noite eu testo a atenção do pessoal que vem na mão contrária a minha. Em curvas ou percorrendo algum relevo há possibilidade de perceber a presença de carro na pista antes mesmo de ele aparecer. Mágica? Claro! O nome dela é física!</p>
<p>Durante a curva, o acostamento é iluminado antes do carro aparecer e &#8220;montanha acima&#8221; é possível perceber a <em>aura</em> da luminosidade antes de dar de frente com o carro. E isso é vice-versa. Funciona para você e também para quem vem ao seu encontro na estrada. Então atingir o olho do outro com luz alta, ao meu ver, é uma questão de atenção e opção.</p>
<h5>Motociclista&#8230; ah o motociclista&#8230;</h5>
<p>Nas grandes cidades ele é o famoso vilão. Trafega pelas entre pistas, sobe na calçada, segue na contramão com facilidade&#8230; mas o que eu percebo é que na estrada ele é a vítima. O mesmo motorista que o critica por não respeitar a faixa de tráfego da cidade, é o que desrespeita-o na estrada. É&#8230; a hipocrisia não escolhe o alvo.</p>
<p>Não sou motociclista e nem o quero ser, mas posso imaginar a angústia de estar trafegando a 100km/h na estrada com um caminhão ou carro colado na traseira da moto. Ou ainda ser ultrapassado &#8220;à meia pista&#8221;, quase sendo encostado na lateral da moto.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-996" title="Reflexão ao volante" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/reflexaoVolante.jpg" alt="" width="532" height="320" /></p>
<p>O comportamento do trânsito reflete bem a situação da educação de um país. A Alemanha é um clássico exemplo disso, <a href="http://blog.fonteplena.com.br/2008/08/18/maior-visibilidade-noturna/" target="_blank">os países de primeiro mundo sempre estão em nossa frente</a>, mas você vai se surpreender com a educação do trânsito chileno ou enlouquecer com a organização do trânsito indiano e peruano.</p>
<p>Se alguma vez você me encontrar em alguma estrada, fique tranquilo. Além de não dificultar sua viagem eu não vou provocar acidente algum por desatenção ou desrespeito. Só gostaria de saber que, quando for eu a encontrar você na estrada, não seja diferente.</p>
<p>Como diria a Fundação Roberto Marinho: &#8220;Educação, passe adiante&#8221;.<br />
Continuo tentando! =)</p>
<p>Outras pessoas já refletiram sobre este assunto, caso interessar, leia também:<br />
<a href="http://fabianaguedesporai.blogspot.com/2008/04/um-momento-de-reflexo-sobre-o-trnsito.html" target="_blank">Fabiana Guedes</a> | <a href="http://fashionbubbles.com/comportamento/transito-nosso-de-cada-dia/" target="_blank">Vinicius Moura</a></p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F03%2F22%2Freflexao-ao-volante%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (7 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Dance monkeys, dance!&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 17:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[spoken word]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse texto de Ernest Cline não é novo, mas sua reflexão ainda não estourou o prazo de validade. O autor é um poeta americano de &#8220;spoken word&#8221; (poesia dita). Este estilo alternativo de poesia geralmente aborda temas polêmicos, protestos, confissões pessoais ou opiniões políticas, sociais e culturais. Há bilhões de galáxias no universo observável E [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse texto de Ernest Cline não é novo, mas sua reflexão ainda não estourou o prazo de validade. O autor é um poeta americano de <em>&#8220;spoken word&#8221;</em> (poesia dita). Este estilo alternativo de poesia geralmente aborda temas polêmicos, protestos, confissões pessoais ou opiniões políticas, sociais e culturais.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="450" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/DRJqrLd7MrE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="450" src="http://www.youtube.com/v/DRJqrLd7MrE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Há <span style="font-size: large;">bilhões </span>de galáxias no universo observável<br />
E cada uma delas contém centenas de <span style="font-size: small;">bilhões </span>de <span style="font-size: small;">estrelas</span><br />
Em <span style="font-size: large;">uma </span>dessas galáxias<br />
Orbitando <span style="font-size: large;">uma </span>dessas estrelas<br />
Há um pequeno <span style="font-size: small;">planeta azul</span><br />
E este planeta é governado por um <span style="font-size: small;">bando de macacos</span><br />
Mas esses macacos não pensam em si mesmos como <span style="font-size: small;">macacos</span><br />
Eles nem sequer <span style="font-size: large;">pensam em si</span> mesmos como animais<br />
De fato, eles <span style="font-size: large;">adoram</span> listar todas as coisas que eles pensam separá-los dos animais:<br />
Polegares <span style="font-size: small;">opositores</span><br />
<span style="font-size: small;">Autoconsciência</span><br />
Eles <span style="font-size: large;">usam palavras</span> como Homo Erectus e Australopithecus<br />
Você diz to-ma-te, eu digo to-ma-ti.<br />
Eles <span style="font-size: large;">são animais</span>, certo?<br />
Eles <span style="font-size: small;">são macacos</span><br />
Macacos <span style="font-size: large;">com tecnologia</span> de fibra ótica digital de alta velocidade<br />
<span style="font-size: large;">Mas ainda assim macacos</span><br />
Quero dizer, <span style="font-size: small;">eles são espertos</span>, você tem que conceder isso<br />
As pirâmides, os arranha-céus, os <span style="font-size: small;">jatos</span>, a <span style="font-size: large;">Grande Muralha da China</span><br />
Isto tudo é <span style="font-size: small;">muito impressionante</span><br />
<span style="font-size: large;">Para um bando de macacos</span><br />
Macacos cujos cérebros evoluiram para um tamanho tão ingovernável que agora é bastante impossível para eles ficarem felizes por muito tempo<br />
Na verdade, eles são os únicos animais que pensam que deveriam ser felizes<br />
Todos <span style="font-size: small;">os outros animais podem simplesmente ser</span><br />
Mas não é tão <span style="font-size: small;">simples</span>, para os macacos<br />
Pois os macacos são amaldiçoados com a <span style="font-size: small;">consciência</span><br />
E assim os macacos <span style="font-size: large;">têm medo</span><br />
Os macacos <span style="font-size: large;">se preocupam</span><br />
Os macacos se preocupam <span style="font-size: large;">com tudo</span><br />
Mas acima de tudo com o que todos <span style="font-size: small;">os outros macacos pensam</span><br />
Porque os macacos querem desesperadamente se encaixar<br />
Com os outros <span style="font-size: small;">macacos</span><br />
O que é bem difícil, porque <span style="font-size: large;">a maior parte dos macacos se odeia</span><br />
Isto é o que <span style="font-size: large;">realmente </span>os separa dos outros animais. Estes macacos odeiam<br />
Eles odeiam macacos que são <span style="font-size: small;">diferentes</span><br />
Macacos <span style="font-size: small;">de lugares diferentes</span><br />
Macacos <span style="font-size: small;">de cores diferentes</span><br />
Sabe, os macacos <span style="font-size: large;">se sentem sozinhos</span><br />
<a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/ernestCline.jpg" rel="lightbox[966]"><img class="alignright size-medium wp-image-967" title="Autor: Ernest Cline" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/ernestCline-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><span style="font-size: large;">Todos os seis bilhões deles</span><br />
Alguns dos macacos pagam outros macacos para ouvir seus <span style="font-size: small;">problemas</span><br />
Os macacos <span style="font-size: small;">querem respostas</span><br />
Os macacos <span style="font-size: small;">sabem que vão morrer</span>, então os macacos <span style="font-size: small;">fazem deuses</span><br />
<span style="font-size: large;">E os adoram</span><br />
Então os macacos começam a discutir <span style="font-size: small;">quem fez o deus melhor</span><br />
E os macacos ficam irritados, e é quando geralmente os macacos decidem que é uma boa hora de começar a matar a uns aos outros<br />
<span style="font-size: large;">Então os macacos fazem guerra</span><br />
Os macacos <span style="font-size: small;">fazem bombas de hidrogênio</span><br />
Os macacos <span style="font-size: small;">têm o planeta inteiro preparado para explodir</span><br />
Os macacos <span style="font-size: small;">não sabem o que fazer</span><br />
Alguns dos macacos tocam para uma multidão vendida de outros macacos<br />
Os macacos <span style="font-size: small;">fazem troféus e então eles os dão para si mesmos</span><br />
Como se isto significasse algo<br />
Alguns dos macacos <span style="font-size: small;">acham que sabem de tudo</span><br />
Alguns dos macacos lêem Nietzsche<br />
Os macacos discutem Nietzsche<br />
Sem dar qualquer consideração ao fato de que <span style="font-size: small;">Nietzsche</span><br />
<span style="font-size: large;">Era só outro macaco</span><br />
Os macacos <span style="font-size: small;">fazem planos</span><br />
Os macacos <span style="font-size: small;">se apaixonam</span><br />
Os macacos <span style="font-size: small;">fazem sexo</span><br />
E então fazem mais macacos<br />
Os macacos<span style="font-size: small;"> fazem música</span><br />
E então os macacos dançam<br />
<span style="font-size: large;">Dancem, macacos, dancem!</span><br />
Os macacos fazem muito barulho<br />
Os macacos têm tanto potencial, se eles pelo menos se dedicassem&#8230;<br />
Os macacos raspam o pêlo de seus corpos numa <span style="font-size: small;">ost</span><span style="font-size: small;">ensiva negação de sua verdadeira natureza de macaco</span><br />
Os macacos constroem gigantes colméias de macacos que eles chamam de &#8220;cidades&#8221;<br />
Os macacos desenham um monte e linhas imaginárias na terra<br />
Os macacos estão ficando sem petróleo, que alimenta sua precária civilização<br />
Os macacos estão poluindo e saqueando seu <span style="font-size: small;">planeta </span>como se não houvesse <span style="font-size: large;">amanhã</span><br />
Os macacos <span style="font-size: small;">gostam de fingir que está tudo bem</span><br />
Alguns dos macacos realmente acreditam que o universo inteiro foi feito para seu benefício<br />
Como você pode ver, esses <span style="font-size: small;">são uns macacos atrapalhados</span><br />
Estes macacos são ao mesmo tempo as mais feias e mais belas criaturas do planeta<br />
E os macacos não querem ser macacos<br />
<span style="font-size: small;">Eles querem ser outra coisa</span><br />
<span style="font-size: large;">Mas não são</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: x-small;">Ernest Cline</span></p>
<p style="text-align: left;">Referência:<br />
<a href="http://rraurl.com/cena/5497/" target="_blank">Spoken word: a voz dos poetas alternativos</a></p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F03%2F14%2Fdance-monkeys-dance%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>Sorte Inca</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 00:24:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Experiências]]></category>
		<category><![CDATA[experiência]]></category>
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		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1533 o pessoal liderado por Francisco Pizarro basicamente determinou sua ocupação em terras sulamericanas. O último imperador Inca resistiu à conversão cristã, então não foi poupado, foi executado. Tratados entre Portugal e Espanha, ocupações e muitos anos depois, a cidade perdida de Machu Picchu foi encontrada. Uma expedição de 1911, liderada pelo professor americano [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=4.2" /></div><div>Rating: 4.2/<strong>5</strong> (3 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1533 o pessoal liderado por Francisco Pizarro basicamente determinou sua ocupação em terras sulamericanas. O último imperador Inca resistiu à conversão cristã, então não foi poupado, foi executado.</p>
<p>Tratados entre Portugal e Espanha, ocupações e muitos anos depois, a cidade perdida de Machu Picchu foi encontrada. Uma expedição de 1911, liderada pelo professor americano Hiram Bingham abriria caminho para o estudo e exploração do maior ponto turístico do Peru e desde 2007 uma das Sete Maravilhas do Mundo.</p>
<p>Após seguidos anos de &#8220;praia nas férias&#8221;, minha família decidiu que a virada de 2007/08 seria diferente. Na parceria da família Bobatto (madrinha, &#8220;madrinho&#8221; e primos), em vez de seguir rumo ao leste clássico (Camboriú, Meia-Praia, Caiobá etc), pegamos rumo oposto e viajamos ao famoso desconhecido. De carro e viajando pelo interior da Argentina, fomos ao encontro de cidades como Salta, San Salvador de Jujuy e San Pedro de Atacama, gratas surpresas. Passamos pela Cordilheira dos Andes, conhecemos o extremo norte do Chile e então invadimos o Peru subindo até Cuzco para, enfim, encontrar Machu Picchu, nosso objetivo final.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-756" title="Salar Salinas Grandes" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_5686.jpg" alt="" width="570" height="456" /></p>
<p>É necessário certo trabalho logístico para ir de Cuzco a Machu Picchu. Primeiro vai-se de carro até Ollantaytambo. De lá, embarca-se em um trem que vai até Águas Calientes, cidadezinha ao pé de Machu Picchu. Então para chegar aos quase 2500m de altura onde está a &#8220;Cidade Perdida&#8221;, pega-se um ônibus.</p>
<p>Tudo começou por volta das 4h da manhã do dia 1º de janeiro de 2008. Seríamos o primeiro grupo a chegar a Machu Picchu, bem cedo na manhã. De van, fomos até Ollantaytambo e então pegamos o trem. Poucos minutos após nossa partida em direção a Águas Calientes o trem parou. Um &#8220;derrumbe&#8221; de pedras tinha danificado parte dos trilhos. Tivemos que esperar o conserto antes de prosseguir, mas não sabíamos que isso levaria 6 horas e que esse tempo influenciaria muito o desfecho de nossa visita a Machu Picchu.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-757" title="Caminho a Águas Calientes" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_6427.jpg" alt="" width="570" height="380" /></p>
<p><a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_6431.jpg" target="_blank" rel="lightbox[727]"><img class="alignleft size-medium wp-image-758" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Aguardando no trem..." src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_6431-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>O que fazer por 6 horas dentro de um trem no caminho entre Ollantaytambo e Águas Calientes? Conversar com as outras pessoas que estão na mesma situação!</p>
<p>Conhecemos quatro turistas alemães e uma família de São Bento do Sul (SC), que já tinha ouvido falar de Marechal Rondon por causa do <a href="http://www.willmutt.com.br" target="_blank">Willmutt</a>. Mas foram com os alemães que meu pai adorou &#8220;brincar&#8221;. Quando descobriram que aquele sósia do Bill Gates falava alemão então&#8230;</p>
<p>Com o caminho liberado, prosseguimos viagem. Chegamos a Águas Calientes próximos da hora do almoço, bastante atrasados em relação ao horário pré-programado, então mal comemos e já embarcamos no ônibus que sobe a montanha onde está Machu Picchu.</p>
<p>O lugar é de beleza única! A localização da cidade, sua arquitetura, agricultura e o conhecimento astronômico demonstrado pelos Incas em pleno séc. XIV e XV é fascinante. Vale até mesmo mais que uma visita!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-759" title="Machu Picchu" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_6469.jpg" alt="" width="571" height="348" /></p>
<p>Passamos o dia lá. Veronica, nossa guia, apresentou todo o lugar, contou algumas histórias e no final até despejou uma garrafa de vinho inteira em um local de oferendas.</p>
<p>Por volta das 21h voltamos para Águas Calientes. O maior deus Inca, o Sol, já havia nos deixado, mas foi possível pelo menos jantar com calma.  Próximo da meia-noite voltamos a Ollantaytambo, hora de pegar a van de volta ao hotel em Cuzco. Além de toda a família, na van estavam aqueles quatro amigos alemães. Um veio do lado do motorista e os outros três logo atrás. Minha família ocupou o restante da van. O clima estava gostoso, meio friozinho, então foi entrar na van e o pessoal começou a relaxar. Eu estava quase dormindo quando, passando por uma lombada na vila Urubamba, uma porrada no vidro lateral da van me acordou de susto.</p>
<p>Eram dois nativos.<br />
Em suas mãos, pedras.<br />
Em seus olhos, mais <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esclera" target="_blank">esclera</a> que íris e pupila.</p>
<p>Completamente insanos, eles batiam com as pedras na lateral da van. Um deles começou a discutir com o motorista, outro nativo. É o momento que deu-se início o &#8220;cabo-de-guerra Inca de sorte e revés&#8221;.</p>
<p>O dano nos trilhos em Águas Calientes foi um revés, nada comparado <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1464473-5602,00-CHEGA+A+O+NUMERO+DE+MORTOS+NAS+ENCHENTES+PROXIMAS+A+MACHU+PICCHU.html" target="_blank">às enchentes de alguns meses atrás</a>, claro. A abordagem desses nativos furiosos foi mais um azar nosso, mas tivemos sorte também. O nativo, que discutia com o motorista decidiu atirar uma das pedras que segurava. Ela passa pela janela da porta, que estava aberta e quebra a janela da porta do carona alemão. Sorte dele, a pedra passa sem atingí-lo.</p>
<p>Para nosso azar, isso foi o estopim da quebradeira. Nosso motorista, sem opção, acelera rapidamente a van ao mesmo tempo que começam a jogar pedras nos vidros laterais do carro. Nossa sorte aí foi que, enquanto discutiam, fechamos as cortinas. Essa iniciativa pode ter me salvado de ferimento bem grave. Uma &#8220;senhora&#8221; pedra foi jogada justamente onde eu estava sentado, mas a cortina segurou os estilhaços do vidro e a própria pedra, que certamente me atingiria. Aqueles três alemães sentados logo atrás do motorista já não tiveram a mesma sorte. O mais próximo da janela foi atingido na cabeça, provocando um pequeno corte. Azar o dele.</p>
<p><a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_6606.jpg" target="_blank" rel="lightbox[727]"><img class="alignright size-medium wp-image-761" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="&quot;Aftermatch&quot;" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_6606-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Mas ele teve sorte por não ter acontecido o mesmo que <a href="http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1482238-10406,00-INDIOS+ATINGEM+MULHER+COM+PEDRA+NO+PARANA.html" target="_blank">sofreu aquela estudante há poucas semanas atrás em Londrina</a>.</p>
<p>Alguns metros percorridos e encontramos dois ônibus parados, também quebrados. Nosso motorista parou e saiu simplesmente, nos deixando sozinhos. Momento depois uma das guias dos ônibus a nossa frente, toda solícita: <em>&#8220;Fiquem calmos que eu já chamei a polícia e assistência médica. Logo virão.&#8221;</em> Após traduzir para o alemão ferido, ele exclamou transtornado: <em>&#8220;Não vou para nenhum hospital. Daqui não!&#8221;</em></p>
<p>Outro alemão disse pra gente: <em>&#8220;Achei que isso acontecesse no Brasil!&#8221;</em>. Meses depois eles conheceriam o carnaval carioca. Claro que no momento não falamos que <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1513595-5602,00-TRAFICANTES+COLOCAM+FOGO+EM+MICROONIBUS+NO+RIO+E+FICAM+FERIDOS.html" target="_blank">no Brasil poderia ser pior</a>.</p>
<p>Passou-se mais de 30min e nada de polícia ou ambulância. De repente um grupo começa a surgir no breu da rua, vindo em nossa direção. Era nosso motorista, junto com os motoristas dos ônibus atingidos e os dois baderneiros, seguros pelos colarinhos. No melhor estilo peruano, os dois são atirados para dentro do compartimento de malas de um dos ônibus e levados por todos nós à delegacia. Azar o deles.</p>
<p>Depois de tudo resolvido, o motorista nos explicou que o motivo de tudo aquilo não foi uma tentativa de assalto, mas uma &#8220;represália&#8221; por termos excedido a velocidade de 35km/h ao passar pela vila. A conta da van não sei quem pagou. Azar o dele.</p>
<p>No outro dia encontramos estilhaços de vidros em nossos bolsos e dentro dos tênis, mas ninguém se feriu com gravidade. Sorte nossa.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-762" title="Um dos ônibus atingido" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_6604.jpg" alt="" width="570" height="380" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-763" title="Lateral da van" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_6608.jpg" alt="" width="570" height="492" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-764" title="...e minha sorte Inca" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_6609.jpg" alt="" width="570" height="380" /></p>
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		<title>Tempo é relativo</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 15:06:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Experiências]]></category>
		<category><![CDATA[copa 98]]></category>
		<category><![CDATA[experiência]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1998 aconteceu a Copa do Mundo da França. Nesta época fui com o pessoal da Study Center (escola de inglês) e outros cinco estudantes para os Estados Unidos. Não, não era para assistir a Copa. Foram 30 dias dedicados a melhora de nosso inglês. Ser ano de Copa foi apenas coincidência. E não poderia [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=4.0" /></div><div>Rating: 4.0/<strong>5</strong> (1 vote cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1998 aconteceu a Copa do Mundo da França. Nesta época fui com o pessoal da Study Center (escola de inglês) e outros cinco estudantes para os Estados Unidos. Não, não era para assistir a Copa. Foram 30 dias dedicados a melhora de nosso inglês. Ser ano de Copa foi apenas coincidência.</p>
<p>E não poderia ter sido em melhor época. Ficamos hospedados em um campus da Universidade da Flórida e o clima àquela época (junho/julho) era ameno, agradável.</p>
<p>Tínhamos curso de inglês na Universidade e muitas atividades extraclasse, como visitas a museus, parques temáticos, enfim, turismo. A Copa estava acontecendo, mas nós não ficamos em função de assistir aos jogos do Brasil, priorizamos nossas atividades.</p>
<p>Mas aí o Brasil foi pra final, contra a França.</p>
<p>Então todo pessoal foi reunido no início da manhã do dia em que o jogo seria transmitido. Durante o café, o pessoal do Study Center, organizadores da excursão, perguntou se gostaríamos de assistir àquele que seria o último jogo da Copa. Fizemos questão, já que era a final da Copa e o Brasil estava nela!</p>
<p>O jogo começaria às 13h (horário americano) e ficou então combinado que almoçaríamos e assistiríamos ao primeiro tempo em um pub e depois seguiríamos para a casa de um amigo dos organizadores para assistir à metade final. Por volta das 16h (horário americano) voltaríamos ao campus para continuar com outras atividades.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="570" height="445" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vSYrN8CJTt4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="570" height="445" src="http://www.youtube.com/v/vSYrN8CJTt4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">Foi então que uma estudante, que fazia parte do grupo, exclamou: <em>&#8220;Legal! Quando nós voltarmos pra cá, vou ligar pra casa e dizer o resultado do jogo pro meu pai!&#8221;</em>. No Brasil o jogo começaria às 16h (horário brasileiro).</p>
<p style="text-align: left;">Outro estudante do grupo que ouviu a exclamação não segurou a gargalhada chamando a atenção de todo mundo. Muitos não haviam ouvido a &#8220;pérola&#8221;. Sua própria autora levou alguns minutos até entender o que se passava. Assim que todos entenderam o que tinha acontecido, o coro de risadas aumentou e a estudante ao passo que se deu conta do que havia falado só coube ensaiar um sorriso amarelado.</p>
<p style="text-align: left;">Quem foi que inventou esse negócio de fuso horário, ein? =)</p>
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