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	<title>Ouch!mann &#187; Allan Arantes Altmann</title>
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	<description>Portfolio de Allan Altmann</description>
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		<title>Identidade visual: Estrela10</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 22:18:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[e-commerce]]></category>
		<category><![CDATA[estrela10]]></category>
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		<description><![CDATA[Em Março de 2011 o site Estrela10 iniciou suas atividades. Antes, no entanto, foi necessária a criação de sua identidade visual. Após quatro estudos, a cara da loja foi definida. A Estrela10 atua no comércio eletrônico brasileiro atualmente com mais de 2500 produtos. A expectativa é que esse número suba para mais de 5mil até [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Março de 2011 o site <a href="http://www.estrela10.com.br" target="_blank">Estrela10 </a>iniciou suas atividades. Antes, no entanto, foi necessária a criação de sua identidade visual. Após quatro estudos, a cara da loja foi definida.</p>
<p>A Estrela10 atua no comércio eletrônico brasileiro atualmente com mais de 2500 produtos. A expectativa é que esse número suba para mais de 5mil até 2013.</p>
<p>Ainda nova na cena do e-commerce brasileiro, a Estrela10 entra pra brigar com preços muito atrativos. Confira: <a href="http://www.estrela10.com.br" target="_blank">www.estrela10.com.br</a></p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2012%2F01%2F28%2Fidentidade-visual-estrela10%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>Hoje morreu um grande amigo meu</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 20:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ai minha cabeça!]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[celular]]></category>
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		<description><![CDATA[Abro este espaço para expressar o meu profundo agradecimento pela parceria de quase seis anos. Companheiro nos bate-papos entre amigos, família, para os negócios e nas mensagens entre minhas namoradas, ele foi fiel e sempre disposto a flagrar &#8211; em vídeo ou fotos &#8211; as terras desse mundo inteiro. É&#8230; meu querido Sony Ericsson W810i&#8230; [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=4.5" /></div><div>Rating: 4.5/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Abro este espaço para expressar o meu profundo agradecimento pela parceria de quase seis anos.</p>
<p>Companheiro nos bate-papos entre amigos, família, para os negócios e nas mensagens entre minhas namoradas, ele foi fiel e sempre disposto a flagrar &#8211; em vídeo ou fotos &#8211; as terras desse mundo inteiro.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1369" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="RIP" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/rip.jpg" alt="" width="570" height="348" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1358" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="San Pedro de Atacama" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/sanpedro-atacama.png" alt="" width="300" height="261" />É&#8230; meu querido Sony Ericsson W810i&#8230; você foi muito mais que um simples celular, você foi um grande parceiro.</p>
<p>Lembro-me bem do dia em que você viu, comigo, o lançamento do sensacional iPhone, da Apple. Você me olhou com ciúmes, deu um sinal vibratório de insegurança, percebeu meu entusiasmo com aquela novidade recém lançada.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1356" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Agência PROP/" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/prop.png" alt="" width="250" height="247" />Mas provei pra você que seu &#8220;sentimento&#8221; era equivocado. Provei que era de VOCÊ que eu gostava. VOCÊ me fazia feliz. Eu poderia comprar um iPhone, mas era com o SEU fone intra-auricular que eu destruia a sonzera bem pertinho do meu cérebro. Foram únicas as caminhadas ao som de AIR ou as corridas ao som de Slayer.</p>
<p>E como rimos juntos&#8230; ah.. tantos momentos. Ao passar trotes, ao receber trotes. Contigo ganhei casas, carros e muito dinheiro via SMS. Também fui convidado para festas ou orientado a olhar pra direita pra encontrar a galera no bar lotado. Foi por meio de SEU alto falante que alguém disse ter sequestrado meu filho, mas não sou pai! Ahh como rimos.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1354" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Poker cos amigos" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/poker.png" alt="" width="300" height="262" />Você curtiu absolutamente cada minuto do show do Radiohead em São Paulo. Sua tela brilhava ao ver o Kraftwerk no palco. Você tinha que ver como você tremia na mão do Lucas ao dar de frente com o Rivaldo e todo o time do São Paulo, no mesmo voo da gente! Com o Pacheco, conhecemos juntos a Ellen Rocche. Na casa do Fábio e do Jorge viramos madrugadas bebendo, conversando e jogando poker. Você sempre esteve lá, registrando tudo na hora que eu quisesse, sem reclamar.</p>
<p>Mas você não foi só festeiro, foi muito trabalhador também. Quando ainda jovem, sua bateria levava 7 dias em stand by para terminar. Ao ouvir música comigo, quase 4h ininterruptas. <img class="alignleft size-full wp-image-1351" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Ellen Rocche" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/ellenrocche.png" alt="" width="300" height="261" />Você me alertou de compromissos que não lembrei. Fazia questão de me dizer quando alguém da agenda fazia aniversário. Me divertiu com seus joguinhos toscos. Até cronometrava as minhas corridas em torno do Lago Municipal. Você me ajudou a não me incomodar com o ronco do meu pai. Me distraiu quando viajamos de ônibus e aquela criançada toda escolhia para chorar ao mesmo tempo.</p>
<p>E você rodou o mundo!<br />
Comprei um chip SD de 4GB para que nossas experiências em nossas viagens pudessem ser guardadas por mais tempo. Me dói o coração lembrar daquele seu interesse em olhar as meninas em Praga, naquele lindo verão europeu. Aqueles shortinhos curtos expondo aquelas lindas coxas&#8230; e você lá, virado para elas gravando com a qualidade VGA 320&#215;240 pixels que só você podia me oferecer.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1355" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Praga e &quot;seus&quot; shortinhos de verão." src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/praga.png" alt="" width="339" height="300" />Não me esqueci da vez que lhe derrubei no chão de uma indústria que visitávamos na Alemanha e você, talvez assustado, talvez irritado, se escondeu embaixo de uma mesa. Ah.. como foi difícil lhe convencer a voltar às minhas mãos.</p>
<p>E foi também na Alemanha que você quase morreu pela primeira vez!<br />
Ao conhecer uma daquelas máquinas de tomografia, cheguei perto contigo no bolso. Lembro do terror que senti ao vê-lo apagado repentinamente, achando que havia partido para sempre. Após intensa &#8220;respiração boca-a-boca&#8221; no botão ON/OFF, você voltou. Novo, sem ter sofrido um arranhão sequer. E assim você seguiu, por muito tempo em frente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Indústria Tomovations" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/Tomovations-site.jpg" alt="" width="500" height="500" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1357" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Rivaldo" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/rivaldo.png" alt="" width="300" height="267" />Mas como tudo na vida tem um fim. Hoje foi o seu. Seis anos meu caro.. foram-se seis anos. Só posso dizer uma coisa: foi muito bom enquanto durou.</p>
<p>Próximo! <img src='http://ouchmann.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Todas as imagens e videos foram captados pelo Sony Ericsson w810i em datas que vão desde final de 2006 até 2011, quando ele &#8220;veio a falecer&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>

<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/rip/' title='rip'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/rip-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="rip" title="rip" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/tomovations-site/' title='Indústria Tomovations'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/Tomovations-site-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Indústria Tomovations" title="Indústria Tomovations" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/sanpedro-atacama/' title='San Pedro de Atacama'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/sanpedro-atacama-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="San Pedro de Atacama" title="San Pedro de Atacama" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/prop/' title='Agência PROP/'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/prop-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Agência PROP/" title="Agência PROP/" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/poker/' title='Poker cos amigos'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/poker-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Poker cos amigos" title="Poker cos amigos" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/estrela10/' title='Estrela10'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/estrela10-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Estrela10" title="Estrela10" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/ellenrocche/' title='Ellen Rocche'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/ellenrocche-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Ellen Rocche" title="Ellen Rocche" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/brandemburgo-site/' title='Portal de Brandemburgo'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/brandemburgo-site-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Portal de Brandemburgo" title="Portal de Brandemburgo" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/praga/' title='Praga e &quot;seus&quot; shortinhos de verão.'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/praga-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Praga e &quot;seus&quot; shortinhos de verão." title="Praga e &quot;seus&quot; shortinhos de verão." /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/rivaldo/' title='Rivaldo'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/rivaldo-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Rivaldo" title="Rivaldo" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2011/08/02/hoje-morreu-um-grande-amigo-meu/sonyw810/' title='O xodó: Sony Ericsson w810i'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/sonyw810-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O xodó: Sony Ericsson w810i" title="O xodó: Sony Ericsson w810i" /></a>

<p>&nbsp;</p>
<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td align="center"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/LgyLIQ0UGSU?hl=pt&amp;fs=1" frameborder="0" width="290" height="220"></iframe></td>
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</tr>
<tr>
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</tr>
<tr>
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</tr>
<tr>
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<tr>
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</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>As pessoas são uma viagem</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 03:21:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ai minha cabeça!]]></category>
		<category><![CDATA[Experiências]]></category>
		<category><![CDATA[américa do sul]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[el calafate]]></category>
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		<description><![CDATA[Viajei com a família entre o Natal e Ano Novo (2010-11). Fomos, de carro, até o &#8220;Fin del Mundo&#8221;. Passamos por lugares extraordinários desde os Pampas, passando pelos Andes até chegar à Patagônia. Ushuaia, a cidade mais austral do mundo, era o objetivo, mas o quente mesmo foram as geleiras colossais do Parque dos Glaciares, [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (1 vote cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viajei com a família entre o Natal e Ano Novo (2010-11). Fomos, de carro, até o &#8220;Fin del Mundo&#8221;. Passamos por lugares extraordinários desde os Pampas, passando pelos Andes até chegar à Patagônia. Ushuaia, a cidade mais austral do mundo, era o objetivo, mas o quente mesmo foram as geleiras colossais do Parque dos Glaciares, a beleza romântica do Parque Torres del Paine e a escalada ao vulcão Villarrica em Pucón, no Chile.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1338" title="Familia Altmann" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/DSC01584.jpg" alt="" width="600" height="343" /></p>
<p>Só que este post não se refere aos lugares e sim ao francês, ao maliano (natural de Mali), ao chileno, a um casal de alemães e aos aventureiros paulistas que encontrei entre os 12.500km que rodamos.</p>
<h2><a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=642219559#!/profile.php?id=717606598" target="_blank"><strong>Benoit Duchateau-Arminjon</strong></a></h2>
<p>O dia era 7 de janeiro de 2011. Estávamos em El Calafate, cidade a 80km do Parque dos Glaciares, sul da Argentina. Fazíamos um passeio em um catamarã pelo Lago Argentino, curtindo o visual e os glaciares.</p>
<p>Logo no início da manhã, um rapaz meio atordoado, sozinho, sentou-se em nossa mesa. Largou a mochila e simplesmente desabou sobre os próprios braços &#8211; daquela mesma forma que fazíamos no colégio, durante a primeira aula de segunda-feira.</p>
<p>O barco seguiu pelo lago e ao passo que o cenário ficava cada vez mais deslumbrante, os icebergs chegando perto e as paredes dos glaciares se agigantando à nossa frente&#8230; lá estava o cara, dormindo. Percebi que em determinado momento, com o barco parado bem próximo às geleiras, ele foi até o <a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/navio.jpg" rel="lightbox[1303]">convés*</a>, próximo à <a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/navio.jpg" rel="lightbox[1303]">proa*</a>. Só que lá, ele se sentou encostado no limite da <a href="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/navio.jpg" rel="lightbox[1303]">ponte*</a> e dormiu de novo.</p>
<p>Voltou então para o interior do catamarã e&#8230; caiu no sono mais uma vez. Nisso já comentávamos: &#8220;poxa, o cara paga uma grana para fazer esse passeio e só dorme!&#8221; ou &#8220;encheu a cara ontem e agora nem faz ideia do que está perdendo&#8230;&#8221; e por aí foi.</p>
<p>Ao final do passeio, mais descansado, o sujeito levantou o tronco e abriu os olhos. Quando voltei à nossa mesa, minha irmã exclamou: &#8220;Vem cá, ele fala francês!&#8221; (captamos o momento em video!). Nesse momento me sentei à sua frente e comecei a usar  os 25,87% de francês que eu domino.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/j0KVQntj7aI" frameborder="0" width="600" height="450"></iframe></p>
<p>Benoit Duchateau-Arminjon nasceu em Savoie, na França. Após largar o emprego na administração da gigante rede de hotéis, Accor &#8211; em Bangkok (Tailândia) -, foi para Phnom Penh, capital do Camboja. Lá ele testemunhou as consequência do fim da ditadura de Pol Pot (1989) e deu início à fundação &#8220;<a title="Krousar Thmey" href="http://www.krousar-thmey.org/e/index.html" target="_blank">Krousar Thmey</a>&#8220;, que significa <em>Nova Família</em> na língua Khmer (Camboja).</p>
<p>Resumindo, mais de 3,5 mil crianças cambojanas já foram auxiliadas pelo trabalho de Benoit. Desde meninas que se prostituiam nas ruas até o ensino de braile em Khmer. Enfim, um trabalho devidamente reconhecido pela  JCI Internacional e Unesco. Não de graça, Benoit é reconhecido como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_The_Outstanding_Young_Persons_of_the_World" target="_blank">&#8220;um dos jovens mais extraordinários do mundo&#8221;</a>.</p>
<p>Hoje, aos 46 anos, vive da renda de dois hotéis que tem em Phnom Penh e mora em Buenos Aires. Como mostra no video, fala seis línguas e é uma figura muito simpática e amistosa. É uma honra tê-lo encontrado.</p>
<h2>Karim Diarra</h2>
<p>Em um momento de descontração, olhando fotos e conversando numa área aberta do hostel em El Calafate, passou por mim um sujeito alto e de pele bem negra. Pensei no mesmo instante: &#8220;que bacana, um turista africano&#8221;. Até então nunca havia encontrado turistas africanos em nossas viagens.</p>
<p>Comecei a encontrá-lo com frequência. Então descobri: Karim, natural do Mali, trabalha no hostel.</p>
<p>O que fazia aquele cara em El Calafate, na Argentina? Karim sempre sonhou em estudar jornalismo, mas como ele mesmo me contou, no Mali você não estuda o que quer. É o que o governo manda. E ele precisou estudar Medicina Veterinária. Desiludido com as perspectivas, foi para a Argélia, depois Tunísia, seguiu para a Espanha &#8211; na época da bolha econômica &#8211; depois tentou a vida em São Paulo até que finalmente pousou em El Calafate.</p>
<p>Casou-se com uma argentina e tem dois filhos. Além de trabalhar como &#8220;faz tudo&#8221; no hostel Las Cabañitas, Karim também dá aulas de inglês e francês. E isso é outra curiosidade bacana. Além das duas línguas, você pode se comunicar com ele em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_bambara" target="_blank">bambara</a>, dioula (ambos dialetos africanos), árabe, espanhol e &#8220;portunhol&#8221; (veja no video). O cara é extremamente educado, simpático e solícito.</p>
<p><center><iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/uTBpcX9Ob2A" frameborder="0" width="600" height="350"></iframe></center>&nbsp;</p>
<h2>Joel, Johannes e Catherine</h2>
<p>O primeiro, chileno nascido em Temuco (região do terremoto do início deste ano) é guia em Pucón. Joel trabalha numa agência de turismo da cidade e sobe e desce o vulcão Villarrica &#8220;só&#8221; todos os dias. São quase três quilômetros de altura alcançados em 5h com uma mochila abastecida de equipamentos e alimentos, talvez uns 6kg ou 7kg. Por isso sua paciência e simpatia me chamaram a atenção.</p>
<p>Os dois seguintes são alemães de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Heidelberg" target="_blank">Heidelberg</a>. Johannes acaba de se formar em Arquitetura e Catherine em Psicologia. Ele, gente boa e ela uma graça! Os dois namorados tiraram por volta de três meses para rodar a América do Sul. Além da língua materna, ele fala muito bem espanhol e inglês e ela apenas o inglês. No cume do vulcão eles me pediram dicas de lugares para conhecer no Brasil. Mas queriam saber de lugares bacanas e menos célebres. Eu procurei na memória naquele momento algum lugar que pudesse ser interessante. Apenas lembrei de Jericoacoara e Búzios, mas um israelense que ouvia nossa conversa comentou de Campos do Jordão, porque um familiar dele já havia conhecido e recomendado.</p>
<p><center><iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/lEZJFDmPXhI" frameborder="0" width="600" height="350"></iframe></center><br />
&nbsp;</p>
<h2><a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=642219559#!/profile.php?id=699961414" target="_blank">Ducila</a> e <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=642219559#!/profile.php?id=100001098337456" target="_blank">Luiz</a></h2>
<p>Uma pena ter tido tão pouco tempo para conhecer esses dois aí. Eles chegaram a El Calafate na noite que precedeu nossa partida. Adeptos de turismo de aventura, os dois são bastante rodados já. Ela teve a oportunidade de ficar 20 dias em Israel e ele já conheceu os Andes lá em cima, no Equador.</p>
<p>Infelizmente os dois não tiveram a mesma sorte que eu. Explico:<br />
Antes de ir pra El Calafate, estive em Torres del Paine (Chile). Dois dias após minha partida de El Calafate, já seguindo de volta para o Brasil (faltavam ainda 4.000km mas enfim&#8230;), Ducila e Luiz foram para Puerto Natales, para curtir as famosas Torres del Paine. Chegando lá, <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1410986-7823-TURISTAS+BRASILEIROS+ESTAO+PRESOS+NO+CHILE+POR+CAUSA+DE+GREVE,00.html" target="_blank">a greve dos chilenos já havia começado</a>.</p>
<p>Foram cinco dias presos, com todos os mercados, transportes e saídas da cidade fechadas por manifestantes. Como ela mesmo conta: &#8220;Eu já estava angustiada por ficar lá, então resolvi ir a pé até o Rio Turbio (30km de Puerto Natales). O Luiz e um casal de americanos concordou em fazer essa loucura. Chegou um momento que a mochila parecia ter 100kg. Após caminhar uns cinco quilômetros, uma van furou o bloqueio e deu carona para gente. Nem acreditamos! Havia mais de 100 pessoas na estrada tentando chegar ao Rio Turbio! Depois de muito penar, chegamos a El Calafate. Por sorte conseguimos um quarto de hotel, pois todas as cidades argentinas ao redor estavam congestionadas devido a greve chilena. Passei muito mal de ansiedade. Enfim, não conseguimos fazer a viagem que gostaríamos, mas voltamos sãos e salvos a São Paulo.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1344" title="A gente, com o Luiz e a Ducila" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/ducila-e-luiz.jpg" alt="" width="550" height="413" /></p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2011%2F02%2F17%2Fas-pessoas-sao-uma-viagem%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (1 vote cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>Mordendo a isca</title>
		<link>http://ouchmann.com/2011/01/28/mordendo-a-isca/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 03:11:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[cardápio]]></category>
		<category><![CDATA[Casa das Massas]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[Frutelli]]></category>

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		<description><![CDATA[Se no restaurante você pensa em pedir frango com salada e acaba se lambuzando com um cheeseburguer, a culpa não é necessariamente da sua falta de força de vontade. É possível que você esteja sendo envolvido pelo cardápio do estabelecimento. Vontade de lamber a foto Um estudo do Journal of Consumer Research mostrou que imagens [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se no restaurante você pensa em pedir frango com salada e acaba se lambuzando com um cheeseburguer, a culpa não é necessariamente da sua falta de força de vontade. É possível que você esteja sendo envolvido pelo cardápio do estabelecimento.</p>
<p><strong><img class="alignright size-full wp-image-1311" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Capa do cardápio: Casa das Massas" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/CasaMassasCapa.jpg" alt="" width="150" height="300" />Vontade de lamber a foto</strong></p>
<p>Um estudo do Journal of Consumer Research mostrou que imagens grandes e coloridas aumentam a probabilidade de você pedir aquela comida. Onde a foto está posicionada também interfere: os itens mais lucrativos ganham destaque, o que, no mundo do menu, significa cantos superiores e o centro da página &#8211; lugares estratégicos onde seus olhos param. <em>&#8220;A foto ajuda muito&#8221;</em>, diz Ronaldo Barreto, professor dos cursos de gastronomia do Senac. Se estiver de dieta, escolha lugares que não tenham esse tipo de cardápio para não se apaixonar por um prato à primeira vista.</p>
<p><strong>Junto e misturado</strong></p>
<p>Um estudo da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, revelou que quando você tem uma seleção variada vai comer 10% mais do que se optasse por uma opção. A variedade faz com que você sinta que não está comendo muito.</p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-1312" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Capa do cardápio: Frutelli" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/frutelliCapa.jpg" alt="" width="150" height="300" />O eufemismo da Floresta Negra</strong></p>
<p>Esse nome cai melhor do que bolo de chocolate, não é? Nomes criativos podem aumentar as vendas de um alimento em 27%. <em>&#8220;Descrições sedutoras criam uma sensação positiva em relação ao gosto&#8221;</em>, diz Sybil Yang, pesquisador e <strong>psicólogo do menu</strong> (sim, isso existe nos EUA) na Universidade Cornell. Outro efeito devastador no seu cérebro são palavras como <em>&#8220;sequinho&#8221;</em> ou <em>&#8220;crocante&#8221;</em>. Elas despertam o desejo e desviam a sua atenção do fato de que a comida é frita.</p>
<p><strong>No bolso</strong></p>
<p>Clientes gastam mais quando os preços vêm sem o cifrão (ou seja, 30 em vez de R$ 30), diz um estudo da Universidade Cornell. Não ver o cifrão faz com que o cérebro não pense que está gastando dinheiro, o que facilita encarar os extras como entradinhas e sobremesas.</p>
<p><strong>Cardápio e design</strong></p>
<p>Em Marechal C. Rondon, tive a oportunidade de criar dois cardápios para empresas de setores alimentares distintos: para a Casa das Massas, cujo nome é autoexplicativo, e para a sorveteria Frutelli. Grande parte dos estabelecimentos da cidade não possuem uma preocupação específica com o cardápio. Talvez pela ignorância do poder de sua influência na escolha do consumidor ou simplesmente sob o argumento de conter gastos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1306" title="Marca Casa das Massas - Marechal C. Rondon, PR." src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/marcaCasaMassas.jpg" alt="" width="500" height="300" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1309" title="Cardápio Casa das Massas" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/CasaMassasCardapio.jpg" alt="" width="600" height="983" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1308" title="Cardápio Frutelli" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/frutelliCardapio.jpg" alt="" width="600" height="983" /></p>
<hr />
<p>Referência:<br />
Revista Women&#8217;s Health (Abril 2010)</p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2011%2F01%2F28%2Fmordendo-a-isca%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>Tab Scope para Firefox</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/12/08/tab-scope-para-firefox/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 07:49:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[firefox]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[tab scope]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre achei bem bacana aquele recurso de &#8220;Guias Rápidas&#8221; do Internet Explorer. No entanto, sempre fui e acho que sempre serei ANTI-IE.  Mas eis que foi criado um complemento para o Firefox, chamado Tab Scope, que satisfaz a demanda. Uma vez instalado, o add-on ajuda a previsualizar as tabs do navegador sem ter que clicá-las. [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre achei bem bacana aquele recurso de &#8220;Guias Rápidas&#8221; do Internet Explorer. No entanto, sempre fui e acho que sempre serei ANTI-IE.  Mas eis que foi criado um complemento para o Firefox, chamado Tab Scope, que satisfaz a demanda. Uma vez instalado, o add-on ajuda a previsualizar as tabs do navegador sem ter que clicá-las.</p>
<p style="text-align: left;">O mais legal é que você tem condição de navegar pela miniatura &#8211; utilizando o scroll para descer e subir a página e até mesmo clicar nos links.</p>
<p style="text-align: left;"><a title="Tab Scope" href="https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/4882/" target="_blank">Veja mais sobre o Tab Scope aqui</a>. Instale no seu Firefox e esqueça de vez o IE.<br />
E por falar em navegador, aproveite e <a title="RockMelt" href="http://comunicacaonaweb.com.br/rockmelt-eu-testei/" target="_blank">dê uma espiada no post de Águida Pedrosa</a> sobre o browser que promete integrar navegação e redes sociais: <a title="RockMelt" href="http://comunicacaonaweb.com.br/rockmelt-eu-testei/" target="_blank">o RockMelt.</a></p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F12%2F08%2Ftab-scope-para-firefox%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>O poder da reputação</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/08/18/o-poder-da-reputacao/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 23:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Chuko Liang]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[reputação]]></category>
		<category><![CDATA[Sima Yin]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante a Guerra dos Três Reinos, na China (207-265 d.C.), o grande general Chuko Liang, chefiando as forças do reino Shu, despachou o seu enorme exército para um campo distante enquanto descansava numa cidadezinha junto com um punhado de soldados. De repente, os sentinelas chegaram correndo com a notícia alarmante de que um exército inimigo, [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1291" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Chuko Liang" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/chukoliang.jpg" alt="" width="228" height="320" />Durante a Guerra dos Três Reinos, na China (207-265 d.C.), o grande general Chuko Liang, chefiando as forças do reino Shu, despachou o seu enorme exército para um campo distante enquanto descansava numa cidadezinha junto com um punhado de soldados. De repente, os sentinelas chegaram correndo com a notícia alarmante de que um exército inimigo, com mais de 150 mil homens liderados por Sima Yi, se aproximava. Com apenas uma centena de homens para defendê-lo, a situação de Chuko Liang era desesperadora. O inimigo finalmente ia capturar o famoso líder.</p>
<p>Sem lamentar o seu destino, ou perder tempo tentando imaginar como tinha sido apanhado, Liang ordenou às suas tropas que arriassem as bandeiras, abrissem os portões da cidade e se escondessem. Ele então se sentou na parte mais visível do muro da cidade, vestido com um manto taoísta. Acendeu incenso, dedilhou o seu alaúde e começou a cantar. Minutos depois, viu se aproximando o exército inimigo, uma falange interminável de soldados. Fingindo não ter percebido nada, ele continuou cantando e tocando o alaúde.</p>
<p>Logo o exército estava diante dos portões da cidade. À frente vinha Sima Yi, que na mesma hora reconheceu o homem no muro.</p>
<p>Ainda assim, com os soldados impacientes para atravessar os portões abertos da cidade desprotegida, Sima Yi hesitou, conteve-os e estudou Liang sobre o muro. Em seguida, ordenou a rápida e imediata retirada de suas tropas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1290" style="margin-top: 20px; margin-bottom: 20px;" title="Batalha de Shu" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/battle.jpg" alt="" width="510" height="300" /></p>
<h4>Mas, o que houve?</h4>
<p>Chuko Liang era conhecido como o &#8220;Dragão Adormecido&#8221;. Suas façanhas na Guerra dos Três Reinos eram lendárias. Certa vez, um homem, dizendo ser um tenente inimigo descontente, apareceu no seu acampamento oferecendo ajuda e informação. Liang na mesma hora viu que era uma armadilha; o homem era um falso desertor, e deveria ser decapitado. No último minuto, entretanto, o machado já ia descendo, Liang suspendeu a execução e propôs poupar a vida do homem se ele concordasse em ser um agente duplo. Agradecido e aterrorizado, o homem concordou e começou a fornecer informações ao inimigo. Liang venceu batalha atrás de batalha.</p>
<p>Noutra ocasião, Liang roubou um selo militar e forjou documentos despachando as tropas do inimigo para localidades distantes. Com as tropas dispersas, ele conseguiu capturar três cidades e assim controlar todo um corredor do reino inimigo. Ele também levou o inimigo, certa vez, a acreditar que um dos seus melhores generais era um traidor, forçando o homem a fugir e juntar forças com Liang. O Dragão Adormecido cultivou cuidadosamente a sua reputação de homem mais astuto da China, aquele sempre com um truque escondido na manga. Eficaz quanto qualquer outra arma, esta reputação amedrontava o inimigo.</p>
<p>Sima Yi tinha lutado contra Chuko Liang dezenas de vezes e o conhecia bem. Quando ele chegou à cidade vazia, com Liang rezando em cima do muro, ficou atordoado. O manto taoísta, o canto, o incenso &#8211; aquilo tinha que ser um jogo de intimidação. O homem evidentemente estava brincando com ele, desafiando-o a cair numa armadilha. O jogo era tão óbvio que por um momento Yi chegou a pensar que Liang <span style="text-decoration: underline;">estava realmente sozinho e desesperado</span>. Mas ele tinha tanto medo de Liang que não ousou se arriscar. Assim é o poder da fama. Capaz de colocar um enorme exército na defensiva, até forçá-lo a bater em retirada, sem atirar uma única flecha.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ffff99;"><em>Como diz Cícero, até os que condenam a fama querem seus nomes no título dos livros que escrevem contra ela, e esperam se tornar famosos por desprezá-la. Tudo o mais está sujeito a barganha: permitimos que nossos amigos fiquem com nossos bens e nossas vidas, se for necessário mas é raro dividirmos nossa fama e darmos de presente para alguém a nossa reputação.</em><br />
<strong>Montaigne, 1533-1592</strong></span></p>
<hr />Referência:<br />
<a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/444397/as-48-leis-do-poder/?ID=BD4BCC117DA0812133B210939&amp;PAC_ID=18659" target="_blank">As 48 Leis do Poder</a>, de Robert Greene e Joost Elfers. Pág. 65 e 66.</p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F08%2F18%2Fo-poder-da-reputacao%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>Teoria das &#8220;Janelas Partidas&#8221;</title>
		<link>http://ouchmann.com/2010/08/14/teoria-das-janelas-partidas/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 18:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[teoria das janelas partidas]]></category>
		<category><![CDATA[vandalismo]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou dois veículos abandonados na via pública, dois carros iguais, da mesma marca, modelo e até cor. Um foi deixado no bairro do Bronx, uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de <strong>psicologia social</strong>. Deixou dois veículos abandonados na via pública, dois carros iguais, da mesma marca, modelo e até cor. Um foi deixado no bairro do Bronx, uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma área rica e tranquila da Califórnia. Dois carros iguais abandonados, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada lugar.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1280" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="Vandalismo" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/AB08673-e1281811725773.jpg" alt="" width="250" height="250" />Resultou que o carro abandonado no Bronx começou a ser vandalizado em poucas horas.   Perdeu as janelas, o motor, os espelhos, o rádio etc.   Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar foi destruído. Contrariamente, o veículo abandonado em Palo Alto manteve-se intacto.</p>
<p>É comum atribuir à pobreza as causas dos furtos. Essa atribuição coincide com posições ideológicas mais conservadoras.   Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando o carro abandonado no Bronx já estava desfeito e o de Palo Alto estava há uma semana impecável, <strong>os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto</strong>.</p>
<p>O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por que o vidro partido no veículo abandonado, num bairro supostamente seguro, foi capaz de disparar todo um processo de delitos?</p>
<h4><strong><span style="text-decoration: underline;">Não se trata de pobreza</span></strong>.</h4>
<p>Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais. Um vidro quebrado num carro abandonado transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência. Como a ausência de lei, normas ou regras, um verdadeiro &#8220;vale tudo&#8221;.  Cada novo ataque que o veículo sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.</p>
<p>Em experiências posteriores, James Q. Wilson e George Kelling  desenvolveram a <em>&#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_Janelas_Partidas" target="_blank">Teoria das Janelas Partidas</a>&#8220;</em>. De um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o <span style="text-decoration: underline;">descuido</span>, a <span style="text-decoration: underline;">sujeira</span>, a <span style="text-decoration: underline;">desordem</span> e o <span style="text-decoration: underline;">maltrato</span> são maiores.</p>
<p>Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão quebrados todos os demais.   Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali nascerá o crime. Se se cometem &#8220;pequenas faltas&#8221; (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as  mesmas não são punidas, então começam as faltas maiores e logo crimes cada vez mais graves.  Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças,  o desenvolvimento da violência será maior quando elas forem adultas.</p>
<p>Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são  progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por medo de gangues e drogados), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.</p>
<p>A <em>Teoria das Janelas Partidas</em> foi aplicada pela primeira vez por volta da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: grafites deteriorando o lugar, sujeira das estacões, recolhimento de bêbados, golpes ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens.   Os  resultados foram evidentes.   Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1278" title="Rudolph Giuliani" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/giuliani.jpg" alt="" width="250" height="250" />Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de <em>&#8220;Tolerância Zero&#8221;</em>.</p>
<p>A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.</p>
<p>A expressão &#8220;Tolerância Zero&#8221; soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança.    Não se trata de linchar o delinquente e nem da prepotência e excessos da polícia. A respeito dos abusos de autoridade deve-se também aplicar a tolerância zero.</p>
<h4><strong>Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas  tolerância zero em relação ao próprio delito. </strong>Trata-se de criar uma cidade limpa, ordenada, respeitosa da lei e dos códigos básicos para uma convivência social humana.</h4>
<p><Br></p>
<p style="text-align: right;"><em>Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.&#8221;<br />
</em>Fernando Pessoa</p>
<hr />
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F08%2F14%2Fteoria-das-janelas-partidas%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (2 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>A simplicidade genial do Twitter</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 15:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Biz Stone]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Biz Stone busca formas inusitadas, e até malucas, de encontrar soluções de negócios. Para ele, o Twitter é como um grande projeto artístico. O americano Christopher Isaac Stone nasceu em Boston, há 36 anos, e foi criado em um afluente e pacato subúrbio da capital do estado de Massachusetts. No começo dos anos 90, iniciou [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-1258" title="Biz Stone" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/bizStone.jpg" alt="" width="300" height="374" />Biz Stone busca formas inusitadas, e até malucas, de encontrar soluções de negócios. Para ele, o Twitter é como um grande <strong>projeto artístico</strong>.</p>
<p>O americano Christopher Isaac Stone nasceu em Boston, há 36 anos, e foi criado em um afluente e pacato subúrbio da capital do estado de Massachusetts. No começo dos anos 90, iniciou mas não completou as faculdades de literatura e teatro. Em 1994 ajudou a consertar o computador de uma editora de livros e se animou em oferecer as ilustrações que produzia por <a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/buscar.php?palavra=diletantismo" target="_blank">diletantismo</a>. Acabou contratado como artista gráfico e passou os cinco anos seguintes produzindo capas de livros.</p>
<p>É difícil de acreditar, mas passados apenas dez anos, esse mesmo sujeito &#8211; que prefere ser chamado de Biz, apelido de infância &#8211; seria eleito uma das cem personalidades mais influentes do mundo pela revista <em>Time</em>, ao lado de seu sócio e amigo Evan Willians. A dupla criou, junto com Jack Dorsey, o <a href="http://twitter.com" target="_blank"><strong>Twitter</strong></a>. Engenheiro de software, Dorsey havia desenvolvido um sistema de agendamento de táxis com base no uso de mensagens curtas para celular (SMS). Imaginou que poderia usar o mesmo conceito para conectar amigos. Após rabiscar a ideia em um guardanapo de lanchonete, entrou em contato com Stone e Willians, que, depois de trabalharem em empresas de referência pontocom, como a Google, haviam lançado o próprio empreendimento, na área de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Podcasting" target="_blank"><em>podcast</em></a>. Em uma reunião que durou o dia todo, os três conceberam o formato final do produto, inclusive o nome <em>Twitter</em>, sugerido por Stone, que associou o som das teclas ao trinar de um pássaro. O formato SMS, 140 caracteres, seria mantido para estimular uma &#8220;<em>curta enxurrada de pensamentos inconsequentes</em>&#8220;, como definiu Dorsey.</p>
<p>Lançado em 2006, o serviço de comunicação instantântea passou os primeiros nove meses de vida no limbo, até que, durante um festival cultural-tecnológico realizado no Texas, no ano seguinte, começou a ganhar escala. Passou de 20 mil para 60 mil usuários em poucos dias. Atualmente são <strong>300 mil novas contas registradas por dia</strong>. No final de julho, a rede era formada por 125 milhões de pessoas de todos os cantos do mundo (mais de dois terços do volume de informação é gerado fora dos Estados Unidos).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1259" title="Fundadores do Twitter" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/founders.jpg" alt="" width="400" height="300" />Dona de um fenômeno cultural global e de uma espetacular base de usuários, a empresa corre atrás, agora, de arrumar uma fonte de renda. Em abril, lançou seu primeiro serviço comercial, o tweet promocional. Pelo sistema, empresas interessadas podem posicionar suas próprias mensagens nas torrentes de informação de usuários que lhes interessem. Há uma clara distinção entre os tweets &#8220;naturais&#8221; e os promocionais, para que ninguém se sinta ludibriado. Além disso, a empresa reserva-se o direito de vetar mensagens publicitárias que possam ser consideradas intrusivas pelos usuários. Os primeiros resultados da experiência, segundo declarou Stone em entrevista exclusiva à Pequenas Empresas &amp; Grandes Negócios, são bastante encorajadores. &#8220;Nossos primeiros parceiros estão encantados com o nível de engajamento dos usuários&#8221;, diz. Stone recebeu a reportagem na sede do Twitter Inc., que ocupa dois andares de um burocrático prédio de escritórios na região central de São Francisco.</p>
<h2><span id="more-1257"></span><strong>Quando o senhor percebeu que o Twitter tinha se transformado em um fenômeno?</strong></h2>
<p>Lançamos o Twitter em julho de 2006. Levou nove meses para que as pessoas tomassem conhecimento. A primeira vez que vimos o Twitter ser usado intensamente por diferentes grupos de pessoas foi durante a edição de 2007 do festival de música, cinema e tecnologia <em>South by Southwest</em>, em Austin, no Texas. Durante o evento, as pessoas passaram a criar grandes ondas de informação com o uso do Twitter. Eu sempre uso a metáfora de grandes bandos de pássaros se movimentando pelo céu. É algo que parece muito bem coreografado e treinado, mas que na verdade segue uma mecânica muito simples: trata-se apenas de comunicação em tempo real entre indivíduos, o que permite que eles formem um só organismo. Até então, não existia um serviço que permitisse que as pessoas fizessem isso. Atraímos muita atenção da imprensa e ganhamos um prêmio do festival. Foi uma espécie de <em>big bang.</em> A primeira prova de que o Twitter podia trazer algo novo. E a forma como ele opera faz com que seja mais valioso na medida em que mais usuários participam dele.</p>
<h2><strong>Em termos de internet, nove meses é um tempo bem longo. Vocês pensaram em desistir?</strong></h2>
<p><strong> </strong>De fato, nove meses é bastante tempo para se dedicar a algo que não seja necessariamente atraente. Mas eu sempre mantive a empolgação com o Twitter. Nunca deixei de acreditar, pois o Twitter permite que as pessoas se comuniquem de uma maneira fácil e direta &#8211; um objetivo que eu sempre persegui na minha carreira. Para mim, nunca importou que houvesse apenas 5 mil pessoas usando o serviço. Eu sempre soube que ia funcionar. Jamais imaginei que o Twitter tomaria a dimensão que tomou. Mas, felizmente as coisas se desenvolveram bem e pudemos criar uma empresa em torno do serviço.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1260" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/obs1.png" alt="" width="600" height="300" /></p>
<h2><strong>O que é criatividade e como o senhor a aplica no seu dia a dia?</strong></h2>
<p><strong> </strong>Criatividade é um recurso renovável. O acesso a ela é inesgotável: todo mundo é criativo. O que é ótimo. De onde você tira e como você acessa esse recurso? Na minha opinião, você é mais criativo na medida em que acumula diferentes experiências. Muitas pessoas permanecem presas a uma forma específica de pensamento e preferem interagir apenas com pessoas do mesmo tipo. Eu acho que, quanto mais amplas forem suas experiências, mais você pode utilizá-las para criar conexões. Você pode ter ideias que não teria normalmente. Gosto muito de viajar e de conversar com pessoas que sejam totalmente alheias ao meu universo. No ano passado, dei praticamente uma volta ao mundo, basicamente para trocar ideias com gente diferente.</p>
<h2><strong>Mas como aplicar essas novas experiências aos negócios?</strong></h2>
<p><strong> </strong>O que faz o Twitter especial é a nossa abordagem criativa. Eu comecei minha vida como artista. Virei empreendedor da área de tecnologia depois dessa experiência. Então, acho que vejo as coisas de uma maneira um pouco diferente. As pessoas que trabalham aqui não têm necessariamente a mesma visão que a minha. Elas são mais focadas no negócio. Mas, ainda assim, elas são encorajadas a buscar soluções mais criativas para os problemas.</p>
<h2><strong>O senhor escreveu dois livros sobre mídias sociais. Como sua atividade intelectual interfere no seu trabalho?</strong></h2>
<p><strong> </strong>É engraçado. Há dez anos, não imaginava que podia ser bemssucedido no mundo dos negócios. Creio que uma das razões para eu ter encontrado espaço nesse mundo é que a definição do que é fazer negócios está mudando. As pessoas estão percebendo que a criatividade e o altruísmo são partes importantes do fazer negócios. Uma companhia ou um produto são considerados bemssucedidos, hoje em dia, se eles produzirem algum impacto positivo para o mundo ou se forem relevantes para as pessoas &#8211; e não mais apenas em termos de vendas ou faturamento. Aqui no Twitter, começamos a colaborar com organizações não-governamentais e filantrópicas, especialmente na área de educação, antes mesmo de começar a fazer dinheiro.</p>
<h2><strong>Mas, ao mesmo tempo, vocês estão sempre sob pressão para apresentar resultados financeiros positivos.</strong></h2>
<p><strong> </strong>Na verdade, não estamos sob pressão.</p>
<h2><strong>Mas há uma ansiedade generalizada no mundo da internet para que o Twitter mostre viabilidade financeira.</strong></h2>
<p><strong> </strong>Sim. Não estamos aqui apenas para diversão ou para contribuir com ONGs. Nosso objetivo é criar um negócio muito bemssucedido, que é a maneira mais fácil de causar um impacto positivo no mundo. A diferença é que, no Twitter, resolvemos dar tempo ao tempo. Nós decidimos desenvolver o modelo de negócios apenas quando estivéssemos seguros de que nosso serviço é relevante para milhões de pessoas ao redor do mundo. Porque se você agir da maneira inversa, não vai funcionar. Em abril, lançamos os tweets promocionais.</p>
<h2><strong>E como tem ido até o momento?</strong></h2>
<p><strong> </strong>Muito bem. Nossos primeiros parceiros estão encantados com o nível de engajamento dos usuários. Porque a gente não está simplesmente enchendo o site de propagandas. Se um tweet promocional não provocar o interesse dos usuários, simplesmente o tiramos do ar e não cobramos do anunciante. O resultado é que os usuários estão vendo mensagens que lhes interessam, as companhias estão tendo suas informações divulgadas e nós estamos sendo pagos para isso. Está todo mundo feliz.</p>
<h2><strong>Negócios e criatividade são opostos ou complementares?</strong></h2>
<p><strong> </strong>Eles se entrelaçam. O que me vem à mente é o conceito de pensamento lateral. A ideia de que você, em vez de pensar de maneira linear, tenta um ângulo completamente diferente. É o que os artistas fazem a toda hora. Eles arrumam formas inusitadas, malucas até, para obter soluções. Se você quiser, uma empresa pode ser tocada como se fosse um grande projeto artístico.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1261" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/obs2.png" alt="" width="600" height="300" /></p>
<h2><strong>Por que vocês resistiram às ofertas de compra do Twitter?</strong></h2>
<p>A razão pela qual resistimos ao assédio é porque acreditamos que criamos uma ferramenta útil para milhões de pessoas. Mas ainda não terminamos de fazer a segunda parte, que é criar um modelo de negócios. Ficar só com a primeira parte do projeto me parece frustrante. Nós queremos realmente levar essa história até o fim.</p>
<h2><strong>O senhor atua como conselheiro de jovens empreendedores do Vale do Silício. Qual é sua mensagem para eles?</strong></h2>
<p><strong> </strong>Quando a empresa é muito pequena, formada por garotos, a dúvida básica é: &#8220;Temos um produto ou serviço que começou a despertar atenção; o que devemos fazer agora?&#8221; Minha resposta padrão é: dê um salto. Monte uma empresa, saia do porão ou da garagem. Você não vai conseguir ser espetacularmente bemssucedido se não estiver disposto a falhar espetacularmente. Outro conselho que eu sempre dou é: mantenha o foco. Não se deixe distrair por atividades paralelas, muito embora nossa história seja feita de projetos paralelos muito bemssucedidos. Mas o que eu digo é para eles não se deixarem distrair por atividades que tenham como objetivo render dinheiro fácil. Nunca funciona. Você vai acabar trabalhando para alguém. É diferente de quando você abraça um projeto com paixão.</p>
<h2><strong>O Vale do Silício tem uma atmosfera muito favorável para novos empreendimentos. Mas nem todos os lugares são assim. Que lições é possível tirar da forma como as empresas da região atuam?</strong></h2>
<p><strong> </strong>Temos uma mentalidade muito aberta. As pessoas têm dificuldade para perceber que atuar dessa maneira cria valor. Elas acham que terão suas ideias roubadas por outras empresas. Mas, na verdade, o que você está fazendo, quando passa a trabalhar de maneira aberta, é colocar alguma coisa lá fora que vai voltar para você muito mais valiosa. POde parecer temerário à primeira vista, assim como foi quando pensamos em compartilhar todos os nossos dados com o Google, com a Microsoft e com o Yahoo. Parece uma ideia maluca. Mas, no fim das contas, é algo positivo para os usuários, para nós e para as outras empresas. Meu conselho é: vá em frente e compartilhe suas ideias. Você vai acabar atraindo outras pessoas tão inteligentes e interessantes quanto você.</p>
<h2><strong>O que o senhor diria para um empreendedor em começo de carreira se tivesse apenas 140 caracteres para se expressar?</strong></h2>
<p><strong> </strong>Oportunidades podem ser construídas. Você não precisa esperar que venham até você.</p>
<hr />Referências:<br />
Revista Pequenas Empresas &amp; Grandes Negócios &#8211; Agosto de 2010</p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fouchmann.com%2F2010%2F08%2F10%2Fa-simplicidade-genial-do-twitter%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe><br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=0.0" /></div><div>Rating: 0.0/<strong>5</strong> (0 votes cast)</div><br />]]></content:encoded>
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		<title>A arte de Caravaggio</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Aug 2010 23:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[barroco italiano]]></category>
		<category><![CDATA[caravaggio]]></category>
		<category><![CDATA[maneirismo]]></category>
		<category><![CDATA[merisi]]></category>
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		<description><![CDATA[Michelangelo Merisi di Caravaggio nasceu em 1571. Se fôssemos imaginar a arte de Caravaggio como reflexo de sua personalidade agressiva, nervosa e explosiva, certamente imaginaria-se a loucura do dadaísmo ou surrealismo. Mas Caravaggio é o pintor mais misterioso e talvez mais revolucionário da história da arte. E a fonte de sua genialidade está na bruta [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (3 votes cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-1242" title="Tive a oportunidade de conferir &quot;A Morte da Virgem&quot; de 1606 - Musée du Louvre, Paris" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_9273.jpg" alt="" width="350" height="588" />Michelangelo Merisi di Caravaggio nasceu em 1571. Se fôssemos imaginar a arte de Caravaggio como reflexo de sua personalidade agressiva, nervosa e explosiva, certamente imaginaria-se a loucura do dadaísmo ou surrealismo. Mas Caravaggio é o pintor mais misterioso e talvez mais revolucionário da história da arte. E a fonte de sua genialidade está na bruta quebra do &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maneirismo" target="_blank">maneirismo</a>&#8220;. O maneirismo pode ser representado por outro Michelangelo, <a href="http://bit.ly/cb6aI5" target="_blank">aquele da Capela Sistina</a>.</p>
<p>Caravaggio é um dos melhores exemplos do barroco italiano na pintura. A arte barroca foi um efeito da Contrarreforma. Como os protestantes haviam banido de seus cultos todas as imagens e representações, a Igreja Católica investiu no oposto: uma arte que enfatizava os aspectos mais palpáveis e humanos de Jesus e dos santos. Fisgava-se fiéis pelas emoções que a arte suscitava &#8211; e pela beleza e opulência com que ela inundava as igrejas. Caravaggio, no entanto, era inovador. Usando de uma linguagem mais teatral e realista, ele enquadra os momentos mais dramáticos e utiliza feições mais humanas para as figuras retratadas. Ele levou para sua arte, as antíteses que marcaram o período: luz e sombra, espiritualidade e sensualidade, serenidade e violência. Claro, como todo gênio, enfrentou muita resistência por isso.</p>
<p>Essa resistência da época chegou a tal ponto, que o pintor francês <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolas_Poussin" target="_blank">Nicolas Poussin</a>, pouco após a morte de Caravaggio, declarou: <em>&#8220;Ele veio para destruir a pintura&#8221;</em>.</p>
<p>Porém quatro séculos depois, a Itália festeja e homenageia o genial pintor. No dia 18 de julho de 2010 completou-se 400 anos da morte de Caravaggio. Entre as comemorações no país, pode-se verificar uma exposição colossal nas Scuderie del Quirinale, em Roma, e a exibição da ossada do artista, que foi recentemente identificada enterrada em uma igreja da cidade de Porto Ecole, na Toscana.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1243" title="A Morte da Virgem - Caravaggio" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/45death.jpg" alt="" width="600" height="899" /></p>

<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/37depos/' title='&#039;O Sepultamento&#039;, de 1602/03'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/37depos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;O Sepultamento&#039;, de 1602/03" title="&#039;O Sepultamento&#039;, de 1602/03" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/34thomas/' title='&#039;A Incredulidade de São Tomé&#039;, de 1601'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/34thomas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;A Incredulidade de São Tomé&#039;, de 1601" title="&#039;A Incredulidade de São Tomé&#039;, de 1601" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/33isaac/' title='&#039;O Sacrifício de Isaac&#039;, de 1601'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/33isaac-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;O Sacrifício de Isaac&#039;, de 1601" title="&#039;O Sacrifício de Isaac&#039;, de 1601" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/33isaac2/' title='Detalhe de &#039;O Sacrifício de Isaac&#039; (1601)'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/33isaac2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Detalhe de &#039;O Sacrifício de Isaac&#039; (1601)" title="Detalhe de &#039;O Sacrifício de Isaac&#039; (1601)" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/17judit/' title='&#039;Judith Decapitando Holofernes&#039;, de 1598'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/17judit-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;Judith Decapitando Holofernes&#039;, de 1598" title="&#039;Judith Decapitando Holofernes&#039;, de 1598" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/17judit2/' title='Detalhe de &#039;Judith Decapitando Holofernes&#039; (1598)'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/17judit2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Detalhe de &#039;Judith Decapitando Holofernes&#039; (1598)" title="Detalhe de &#039;Judith Decapitando Holofernes&#039; (1598)" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/192captu/' title='&#039;A Tomada de Cristo&#039;, de 1598'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/192captu-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;A Tomada de Cristo&#039;, de 1598" title="&#039;A Tomada de Cristo&#039;, de 1598" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/272y_ram/' title='&#039;São João Batista&#039;, de 1600'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/272y_ram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;São João Batista&#039;, de 1600" title="&#039;São João Batista&#039;, de 1600" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/041boy/' title='&#039;Menino Mordido por um Lagarto&#039;, de 1594'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/041boy-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;Menino Mordido por um Lagarto&#039;, de 1594" title="&#039;Menino Mordido por um Lagarto&#039;, de 1594" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/041boy1/' title='Detalhe de &#039;Menino Mordido por um Lagarto&#039; (1594)'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/041boy1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Detalhe de &#039;Menino Mordido por um Lagarto&#039; (1594)" title="Detalhe de &#039;Menino Mordido por um Lagarto&#039; (1594)" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/70david/' title='&#039;David&#039;, de 1609'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/70david-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;David&#039;, de 1609" title="&#039;David&#039;, de 1609" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/57salome/' title='&#039;Salomé com a Cabeça de São João Batista&#039;, de 1607'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/57salome-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;Salomé com a Cabeça de São João Batista&#039;, de 1607" title="&#039;Salomé com a Cabeça de São João Batista&#039;, de 1607" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/13fligh/' title='&#039;Descanso na Fuga para o Egito&#039;, de 1596/97'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/13fligh-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&#039;Descanso na Fuga para o Egito&#039;, de 1596/97" title="&#039;Descanso na Fuga para o Egito&#039;, de 1596/97" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/45death/' title='A Morte da Virgem, de 1606'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/45death-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A Morte da Virgem, de 1606" title="A Morte da Virgem, de 1606" /></a>
<a href='http://ouchmann.com/2010/08/07/a-arte-de-caravaggio/img_9273/' title='&quot;A Morte da Virgem&quot; de 1606 - Musée du Louvre, Paris'><img width="150" height="150" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/IMG_9273-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&quot;A Morte da Virgem&quot; de 1606 - Musée du Louvre, Paris" title="&quot;A Morte da Virgem&quot; de 1606 - Musée du Louvre, Paris" /></a>

<hr />Referências:<br />
Revista VEJA &#8211; edição 2175 &#8211; ano 43 &#8211; nº 30. Págs. 144 a 148.<br />
<a href="http://bit.ly/djOGR6" target="_blank">Biografia de Caravaggio, por Gilles Néret (Ed. Paisagem)<br />
</a><a href="http://bit.ly/ct51iY" target="_blank">Arquivo com quase todas as obras de Caravaggio</a><a href="http://bit.ly/djOGR6" target="_blank"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.skoob.com.br/ad/cc/1/1/1/?pub=http://www.skoob.com.br/promocao/codigo/181017"><img src="http://www.skoob.com.br/img/promocao/11280777319.gif" alt="" width="460" height="68" /></a></p>
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		<title>Os outros de nós mesmos</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 03:05:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Arantes Altmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Mário Sérgio Cortella]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[A ética é, antes de mais nada, a capacidade de protegermos a dignidade da vida coletiva. Afinal de contas, nós, homens e mulheres, vivemos juntos. Aliás, para seres humanos, não existe vivência, existe apenas convivência. Nós só somos humanos com outros humanos. A nossa humanidade é compartilhada. Ser humano é ser junto. Isso significa que [...]<br /><div><img src="http://ouchmann.com/wp-content/plugins/gd-star-rating/gfx.php?value=5.0" /></div><div>Rating: 5.0/<strong>5</strong> (1 vote cast)</div><br />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } -->A ética é, antes de mais nada, a capacidade de protegermos a dignidade da vida coletiva. Afinal de contas, nós, homens e mulheres, vivemos juntos. Aliás, para seres humanos, não existe vivência, existe apenas convivência. Nós só somos humanos com outros humanos. A nossa humanidade é compartilhada. Ser humano é ser junto. Isso significa que é preciso que saibamos que a nossa convivência exige uma noção especial da nossa igualdade de existência, o que nos obriga a afastar do ponto de partida qualquer forma de arrogância.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1224" title="Os outros de nós mesmos" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/Untitled-1.jpg" alt="" width="571" height="348" /></p>
<p>Gente arrogante é gente que acha que já sabe, repitamos. Gente arrogante é gente que acha que já conhece. Gente arrogante é gente que acha que ela é o único tipo de ser humano válido que existe. Gente arrogante se relaciona com o outro – por conta do dinheiro que carrega, por conta do nível de escolaridade, por conta do sotaque que usa – como se o outro não fosse outro. Fosse menos.</p>
<p>Isso apequena a vida e apequena a alma, se se entender a alma como sua identidade.</p>
<p>Gente arrogante é incapaz de prestar atenção. Você está dialogando com o arrogante, ele não presta atenção no que você está falando. Ele fica pensando enquanto você fala. Ele não quer nem saber o que você está falando. Ele só está esperando você parar para ele continuar falando. O arrogante esquece uma frase do grande teólogo catarinense Leonardo Boff, que diz que “um ponto de vista é a vista a partir de um ponto”. A ética, entre outras coisas, nos obriga a perceber essa multiplicidade de pontos de vista. O arrogante acha que só tem um ponto de vista que vale: o dele.</p>
<p>Afinal, quem são os outros de nós mesmos? O mesmo que nós somos para os outros, ou seja, outros. A arrogância é uma coisa absolutamente complicada para isso, porque ela acaba marcando alguém pela incapacidade de ter a visão de alteridade.</p>
<p>Só é possível falar numa ética que promova a vida digna coletiva se eu for capaz de olhar o outro como outro, e não como estranho. Aliás, é necessário afastar qualquer forma de arrogância, porque coloca essa condição negativa: su-porque só exista um jeito de ser. E a fratura ética se origina, em grande parte, da arrogância e da ganância.</p>
<p><img class="alignright size-full  wp-image-1221" title="Mário Sérgio   Cortella" src="http://ouchmann.com/wp-content/uploads/mariosergiocortella3.jpg" alt="" width="299" height="370" />Não confunda ambição com ganância. A ambição faz a humanidade crescer, a ganância faz a humanidade regredir. Ambiciosa é a pessoa que quer mais, gananciosa é a pessoa que só quer para si. A humanidade cresce porque as pessoas são ambiciosas, querem mais trabalho, mais lucratividade, mais conhecimento. A ganância, junto com a arrogância, são mecanismos de apodrecimento ético. Nós, humanos, somos um animal arrogante. Tão arrogantes que achamos que somos proprietários do planeta. Não somos. Somos usuários compartilhantes. Quais foram os animais mais poderosos do planeta antes de nós? Os dinossauros. Dominaram o planeta por 110 milhões de anos. Nós estamos dominando há 40 mil anos e estamos achando que podemos fazer qualquer coisa.</p>
<p>Aliás, para cada humano no planeta há sete bilhões de insetos. Já imaginou se, para entender o que estamos fazendo com o planeta partilhado, hoje à noite só os seus vierem lhe visitar?</p>
<p>Trecho retirado e adaptado do livro &#8220;<a href="http://www.fnac.com.br/qual-e-a-tua-obra-inquietacoes-propositivas-sobre-a-etica-lideranca-e-gestao-FNAC,,livro-444015-2122.html?cmp=_&amp;cat=Livro&amp;sub=Lideran%C3%A7a-e-RH&amp;prd=QUAL-%C3%89-A-TUA-OBRA?-INQUIETA%C3%87%C3%95ES-PROPOSITIVAS-SOBRE-A-%C3%89TICA,-LIDERAN%C3%87A-E-GEST%C3%83O" target="_blank">Qual é a tua obra?</a>&#8221; de Mário Sérgio Cortella.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.skoob.com.br/ad/cc/1/1/1/?pub=http://www.skoob.com.br/promocao/codigo/181017"><img src="http://www.skoob.com.br/img/promocao/11280777319.gif" alt="" width="460" height="68" /></a></p>
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