Se no restaurante você pensa em pedir frango com salada e acaba se lambuzando com um cheeseburguer, a culpa não é necessariamente da sua falta de força de vontade. É possível que você esteja sendo envolvido pelo cardápio do estabelecimento.
Vontade de lamber a foto
Um estudo do Journal of Consumer Research mostrou que imagens grandes e coloridas aumentam a probabilidade de você pedir aquela comida. Onde a foto está posicionada também interfere: os itens mais lucrativos ganham destaque, o que, no mundo do menu, significa cantos superiores e o centro da página – lugares estratégicos onde seus olhos param. “A foto ajuda muito”, diz Ronaldo Barreto, professor dos cursos de gastronomia do Senac. Se estiver de dieta, escolha lugares que não tenham esse tipo de cardápio para não se apaixonar por um prato à primeira vista.
Junto e misturado
Um estudo da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, revelou que quando você tem uma seleção variada vai comer 10% mais do que se optasse por uma opção. A variedade faz com que você sinta que não está comendo muito.
O eufemismo da Floresta Negra
Esse nome cai melhor do que bolo de chocolate, não é? Nomes criativos podem aumentar as vendas de um alimento em 27%. “Descrições sedutoras criam uma sensação positiva em relação ao gosto”, diz Sybil Yang, pesquisador e psicólogo do menu (sim, isso existe nos EUA) na Universidade Cornell. Outro efeito devastador no seu cérebro são palavras como “sequinho” ou “crocante”. Elas despertam o desejo e desviam a sua atenção do fato de que a comida é frita.
No bolso
Clientes gastam mais quando os preços vêm sem o cifrão (ou seja, 30 em vez de R$ 30), diz um estudo da Universidade Cornell. Não ver o cifrão faz com que o cérebro não pense que está gastando dinheiro, o que facilita encarar os extras como entradinhas e sobremesas.
Cardápio e design
Em Marechal C. Rondon, tive a oportunidade de criar dois cardápios para empresas de setores alimentares distintos: para a Casa das Massas, cujo nome é autoexplicativo, e para a sorveteria Frutelli. Grande parte dos estabelecimentos da cidade não possuem uma preocupação específica com o cardápio. Talvez pela ignorância do poder de sua influência na escolha do consumidor ou simplesmente sob o argumento de conter gastos.



Referência:
Revista Women’s Health (Abril 2010)
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