Não se sabe ao certo quando a ironia, o sarcasmo ou paralelos e metáforas nasceram como modalidades de discurso. O certo é que esses artifícios fizeram com que a linguagem, a comunicação, pudesse atingir níveis mais altos de qualidade em uma argumentação. Essa mesma importância de transformação eu posso dizer que acontece com o surgimento da caricatura.
Uma boa caricatura revela mais que apenas características distorcidas. Não podemos ignorar a força que ela pode ter. Esse “simples desenho” pode se tornar o estopim de uma guerra. Não chegou a esse ponto, mas foi a mensagem que os muçulmanos passaram ao reagir àquela famosa caricatura de Maomé feita por um artista dinamarquês no início de 2006.
“A caricatura, pela rapidez, pelo exagero dos traços e pela síntese formal, alarga os pontos de vista, desloca o leitor mediante a identificação ou o estranhamento para, então, abrir a possibilidade de outras realidades, alteradas, re-elaboradas. Revela o absurdo no familiar e a familiaridade do que é estranho, mostrando além da imagem, além do alvo que pretende atingir. Torna expostos muitos julgamentos, mas de forma democrática, abrindo espaço para a decisão do leitor”, explica Marilda Lopes Pinheiro Queluz, professora de História da Arte e Teoria do Design paranaense.
As origens da caricatura
Caricare, do italiano, se traduz como “carregar”, no sentido de exagerar. Assim, a palavra caricatura transmite o sentido de sua concepção. Sua atribuição atual tem raízes na constatação da existência de toda uma categoria estética à margem da cultura oficial e dos padrões de beleza do classicismo, o “realismo grotesco”, predominantes no Ocidente nos últimos milênios. Mikhail Bakhtin, linguista russo, elege o carnaval popular da Idade Média e início da Época Moderna como o momento mais presente desse “realismo grotesco”, que tem como um de seus elementos fundamentais o “rebaixamento” físico, corporal, verbal, simbólico etc.
Segundo a ideia defendida por Wellington Srbek em seu livro O Riso que Liberta a caricatura vem de: “[...] manifestação de grande apelo popular, afeita a hipérboles visuais e debochadas metonímias (que muito comumente votavam-se a ‘rebaixar’ os ricos e poderosos da sociedade). O que se estabelece na Época Moderna é uma tradição estilística do humor político, que liga nomes como William Hogarth e James Gillray a outros como Francisco Goya e Grandville. Na verdade, segundo confirma o estudioso das artes Hans Ernst Gombrich, estariam nas caricaturas de um Honoré Daumier as origens da arte modernista ao estilo de um Pablo Picasso, por exemplo.”
Do que estamos falando
No início da década, ainda estudando em Londrina, tive a honra de conhecer o pai das obras que compartilho logo abaixo. Como já exposto acima, a caricatura não nasce apenas de distorção de linhas, mas principalmente da sensibilidade em captar a personalidade do sujeito a ser caricaturizado. Nisso, meu amigo Lucas Leibholz mostra excelência:
Referências:
Artigo Artes Visuais: Espaços e Caminhos “Além do Cubo Branco”
Caricaturas de autoria de Tiago Hoisel
O Riso que Liberta
Blog de Lucas Leibholz
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Muito boas as caricaturas!!!
Tá cada vez mais cult em Magreid!!!
Abçs e a luta continua!! hehe
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puts…. sem palavras cara… texto maravilhoso e disse tudo
ow , to sem palavras pela citação, valeu mesmo ma man
pusta insentivo, e qdo vier pra cá vamo tuma umas, faz tempo man…. grande abrass
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esse é meu garoto!!!! show
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