A minha ida para a Alemanha em 2008 através do Rotary International teve início através de um curioso fato do meio do ano de 2007. E o curioso fato de 2007 só aconteceu por causa de um antigo sonho meu de 2006.
As histórias que colecionamos durante a vida acontecem através de links, mas poucas vezes nos damos conta disso. O que você fez para chegar até o seu atual emprego? O que você fez para chegar até sua atual namorada? As pessoas que você teve que conhecer, os lugares que você teve que ir… enfim,
a web funciona como a vida. De link em link você chegou a esta página.
Ainda cursando a especialização de Marketing em Londrina no ano de 2006, o caminho escolhido por um casal de amigos me despertou o mesmo desejo: viver no Canadá. Québec para ser exato.
A proposta era tentadora: Trabalhar, viver e se tornar canadense (gozando de todos os direitos) após 2 anos de estada no país.
Exigências: Ter até 33 anos de idade, formação universitária, 2mil dólares canadenses e ter boa fluência no francês.
Eu cumpria quase todas as exigências, “apenas” precisava aprender francês. Decidido, foi o que fiz. Comecei a estudar a língua ainda morando em Londrina. Infelizmente foi um período pouco proveitoso. Decidi, então, ousar. Larguei tudo em Londrina e voltei para minha cidade natal, Marechal Cândido Rondon, para estudar francês e finalmente realizar o sonho de viver em Québec.
Já em 2007, iniciei os estudos de francês em Marechal. Não poderiam ser melhores. Géraldine, minha professora francesa de francês me fez gostar da língua e também da cultura francesa. Estava indo tudo como planejado, a minha dedicação ao estudo era completa e em paralelo comecei a trabalhar com o pessoal da agência JUNG em Toledo.
E aqui entra uma peça chave para minha ida para a Alemanha. A agência JUNG de Toledo.
Numa sexta-feira qualquer de agosto de 2007 o pessoal da agência marcou um churrasco de confraternização. Eu estava em Marechal, a 40km de distância. Não costumo ir de ônibus para Toledo. Nesta noite foi justamente o que eu fiz.
O ônibus, quase vazio, levava três caras conversadores do outro lado do banco onde eu estava. Um deles, Willian, estava a dois dias de iniciar intercâmbio de estudos pelo Rotary na Polônia. Até então eu apenas o conhecia de vista.
Por algum motivo começamos a conversar. Em meio a conversa, o fato de ele ir para a Polônia e a minha vontade de ir para o Canadá surgiram naturalmente. Foi então que ele me falou: “Tá rolando seletiva para um intercâmbio para a Alemanha, IGE. Por que você não tenta?”. Eu respondi: “Mas não tenho ligação alguma com o Rotary.” E aí ele fechou com a motivação que eu precisava: “Mas é justamente para quem não faz parte do Rotary. É um intercâmbio profissional de 30 dias e só tem mais 1 semana para inscrição. Segunda-feira fala com o Fábio, no salão e ele te inscreve.” Fábio é irmão do Willian e faz parte do Rotary.
Não segunda, mas terça-feira fui falar com o Fábio. Eu precisava saber sobre o que estudar para passar na seletiva. A prova aplicada exigiria boa fluência em inglês, conhecimentos gerais e sobre Rotary. A primeira seleção, ainda em Marechal, formaria o grupo que representaria os clubes da cidade na seletiva distrital. 8 pessoas disputaram 6 vagas. Eu consegui minha vaga e representaria o Rotary Club Beira-Lago na seletiva distrital, em Francisco Beltrão. Lá, a disputa seria para apenas 5 vagas entre profissionais que representavam clubes do Rotary de todo o oeste e sudoeste paranaense.
A seleção que formaria o grupo final aconteceu quase um mês depois, em 29 de setembro. Fiquei em 1º na seletiva distrital. Estava extremamente feliz com o sucesso. Eu seria membro da equipe que iria para a Alemanha no ano seguinte, representando minha cidade e meu país.
Apertando “Fast-Forward” por pouco mais de meio ano, dia 8 de maio de 2008 eu e mais 4 membros do grupo brasileiro liderado por Jadir Zimmermann, rotariano rondonense, pegamos nosso avião com destino à Düsseldorf, Alemanha. Uma nova onda de experiências estava prestes a dar início. Algumas delas você pode ver aqui mesmo no site, como da vez que provoquei um alemão veterano de guerra ou da oportunidade em experimentar medo e sorte na madrugada londrina.
O material gráfico utilizado na Alemanha foi criado por mim. Conheça aqui.
Somos recebidos em Düsseldorf.
Viajar e conhecer outras cidades faz parte do programa. Aqui o grupo está em Berlin.
Dia vocacional. Cada profissional é levado a uma empresa relacionada a sua área de atuação. Uma das empresas que conheci foi a ERCO, criatividade em iluminação.
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aí sua irma tentou seguir os mesmos passos, ansiosa pra conhecer a India. Mas ela só queria, mas não consegue ser espertona como o irmão
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Fico lisonjeado, agraciado e muito orgulhoso pela homenagem a mim prestada. Um forte abraço e fique com meu coração pra você.
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